CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

26 de fev de 2011

NAÇÕES UNIDAS CELEBRAM INÍCIO DAS ATIVIDADES DA ONU MULHERES

As Nações Unidas celebraram nesta quinta-feira com uma grande cerimônia o início oficial de sua nova agência, a ONU Mulheres, com a qual se compromete a combater a discriminação e derrubar as barreiras que ainda impedem o desenvolvimento pleno da mulher em todos os aspectos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a diretora-executiva da nova agência, Michelle Bachelet, lideraram a cerimônia na Assembleia Geral do organismo, que contou ainda com as participações da atriz Nicole Kidman e da cantora colombiana Shakira, entre outras personalidades.
"A ONU aposta na mulher porque é o correto e porque é inteligente, talvez uma das coisas mais inteligentes que podemos fazer. Apoiarei a ONU Mulheres de todas as formas que puder, com minha energia e compromisso", prometeu Ban em seu discurso.
De acordo com Ban, os esforços diplomáticos para estabelecer a ONU Mulheres fazem parte de um movimento global que procura pôr um fim definitivo na desigualdade, dar poder à mulher e erradicar a violência sexual.
Essas são as metas estabelecidas por Bachelet para a agência, cuja criação atribuiu ao descontentamento com o "ritmo lento" das mudanças na luta pela igualdade de gêneros e a erradicação dos obstáculos impostos ao desenvolvimento socioeconômico da mulher.
"Minha própria experiência me demonstrou que não há limites para o que pode conseguir uma mulher", assegurou a ex-presidente do Chile, que arrancou entusiasmados aplausos do público com esta frase.
Bachelet lembrou que os indicadores internacionais demonstram que os países com maior igualdade entre gêneros são os mais prósperos, enquanto as empresas privadas que contam com mais mulheres em postos de responsabilidade alcançam melhores resultados econômicos.
Em sua opinião, a nova agência tem início "em um momento histórico", de grande potencial e oportunidades para a mulher, o que deve ser aproveitado.
A Assembleia Geral das Nações Unidas autorizou a criação da ONU Mulheres no fim de 2009, após longos anos de debates sobre a necessidade da agência.

FONTE: Terra Notícias.

25 de fev de 2011

Marta Suplicy Condena Abuso Policial Contra Ex-Escrivã em São Paulo -



Claro constrangimento e abuso de autoridade. Não publiquei o vídeo por que achei de uma violência angustiante, como mulher me senti extremamente constrangida.

22 de fev de 2011

ORIENTE MÉDIO CONTINUA EM EBULIÇÃO...

CONHEÇA OS NEGÓCIOS DE MUAMAR KADAFI NA ITÁLIA:
Do UniCredit a Finmeccanica, passando pela ENI e a Juventus de Turim, o regime de Muamar Kadhafi investiu os "petrodólares" nas empresas da Itália, que obteve em troca petróleo líbio e contratos valiosos no país do norte da África.
Os laços entre os dois países foram reforçados após a assinatura, em agosto de 2008, de um acordo histórico para indenizar as consequências do colonialismo italiano (1911-1942) com cinco bilhões de dólares em 25 anos.
O chamado "pacto de amizade" incluiu um pedido de desculpas solene da Itália pelo período da colonização, que matou 100.000 pessoas de uma população de 800.000 neste país rico em petróleo.
Graças ao acordo, a Líbia, que já investia em empresas italianas e chegou a possuir 10% da Fiat, que depois cedeu, reforçou a presença em grandes grupos italianos.
Segundo o jornal econômico Il Sole 24 Ore, o valor das ações que a Líbia possui na Itália alcança 3,6 bilhões de euros (4,9 bilhões de dólares).
Um sintoma da relação estreita é a preocupação que a violência na Líbia gera, com a queda de 3,9% da Bolsa de Milão na segunda-feira.
O maior investimento da Líbia na Itália é o UniCredit. No fim de 2008, em plena crise financeira mundial, o Banco Central líbio adquiriu 4% do maior banco italiano, que passava por problemas graves.
Com a entrada da Libyan Investment Authority (LIA) ano passado, a Líbia se tornou o maior acionista do UniCredit (com 7,582%), atualmente um dos maiores bancos da Europa.
A LIA controla desde janeiro 2,01% do grupo aeronáutico e de defesa Finmeccanica, controlado pelo Estado italiano.
A Líbia tem quase 0,5% da empresa de petróleo ENI. A autoridade que controla a Bolsa não foi informada sobre a participação porque é inferior a 2%.
O governo do coronel Khadafi informou em 2008 que estava interessado em adquirir de 5 a 10% da ENI, mas o negócio não foi concretizado.
Através do Libyan Arab Foreign Investment Company, Trípoli é proprietária de 7,5% do clube de futebol Juventus de Turim, um dos maiores da Itália.
A Líbia já anunciou interesse no grupo de energia Enel e na gigante das comunicações Telecom Italia, mas nenhum acordo foi concretizado.
Em troca de tudo isso, a Itália recebe um terço do petróleo da Líbia, onde a ENI é a maior produtora estrangeira.
Muitas empresas italianas assinaram contratos de valores altos para a construção de estradas, universidades, ferrovias e hotéis, o que tem beneficiado a Itália com uma chuva de "petrodólares".
A antiga potência colonial é o maior parceiro comercial da Líbia: em 2009 a Itália ocupava o primeiro lugar no destino das exportações líbias (20%) e era, ao mesmo tempo, o principal exportador para o país do Norte da África (17,5%).
Um total de 180 empresas italianas atuam na Líbia, onde moram 1.500 italianos.

KADAFI MANDOU SABOTAR PETRÓLEO NA LÍBIA, DIZ COLUNISTA:
Um colunista da revista Time disse na terça-feira, citando uma fonte próxima ao governo líbio, que o líder Muammar Gaddafi ordenou que suas forças de segurança sabotassem instalações petrolíferas do país, tomado por uma onda de protestos populares na última semana. Em artigo publicado no site da Time, Robert Baer disse que a sabotagem começará pela explosão de oleodutos que chegam ao Mediterrâneo. Mas ele acrescentou que a mesma fonte havia lhe dito há duas semanas que os distúrbios nos países vizinhos jamais chegariam à Líbia, previsão que se revelou errada.
"Entre outras coisas, Gaddafi ordenou aos serviços de segurança que comecem a sabotar as instalações petrolíferas", escreveu Baer. "A sabotagem, segundo o informante, se destina a servir como mensagem às tribos rebeladas da Líbia: sou eu ou o caos." Várias empresas petrolíferas já interromperam suas atividades na Líbia devido à tensão política. As forças de segurança têm reprimido violentamente os protestos em todo o país, e alguns membros do governo já abandonaram Gaddafi.
Baer, ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA) no Oriente Médio, disse que a fonte lhe informou que até segunda-feira Gaddafi contava com a lealdade de apenas cerca de 5.000 membros do Exército, que tem um total de 45 mil soldados. Parafraseando essa fonte, ele disse que Gaddafi também ordenou a libertação de militantes islâmicos, na expectativa de que eles também contribuam para semear o caos.
Mundo árabe em convulsão :
A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.
No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.
Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança; em meio à onda de violência, um filho de Kadafi foi à TV estatal do país para tirar a legitimidade dos protestos, acusando um "complô" para dividir o país e suas riquezas. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.
Além destes países árabes, um foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população.
FONTE: Terra Notícias.

3 de fev de 2011

AS REBELIÕES QUE ESTÃO ABALANDO O MUNDO ÁRABE E A GUERRA CIBERNÉTICA

As rebeliões que atingiram a Tunísia e fizeram o presidente Zine El Abidine Ben Ali deixar o poder em 14 de janeiro ainda estão abalando o mundo árabe, onde diversos líderes estão no poder há mais de 20 anos.
Egito
Em 25 de janeiro, teve início um protesto sem precedentes contra o regime do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981. Na terça-feira passada, Mubarak disse que não tentaria a reeleição em setembro, e facilitou as condições para que candidatos rivais se candidatassem. Mas as concessões foram rejeitadas pela oposição, e a violência tomou conta da praça Tahrir, no Cairo, que foi palco de confrontos entre simpatizantes e opositores de Murarak. De acordo com dados da ONU, ao menos 300 morreram nos protestos.
Iêmen
Os protestos vêm aumentando desde meados de janeiro, exigindo a saída do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978. Nesta quinta-feira, milhares de manifestantes protestaram em Sanaa em um "dia de ira", pedindo a retirada de Saleh, enquando um número semelhante de apoiadores do governo invadiram a praça central. Na quarta-feira, Saleh disse que não estenderia seu mandato.
Jordânia
O rei Abdullah II, da Jordânia, que está no poder desde 1999, demitiu seu gabinete na terça-feira desta semana, depois de semanas de protestos, mas sua escolha para primeiro-ministro não satisfez as demandas por reformas da oposição islâmica. A rebelião começou em 14 de janeiro, quando milhares de jordanianos ocuparam as ruas de Amã e outras cidades em protesto contra o aumento dos preços dos alimentos, do desemprego e da pobreza. O principal partido de oposição convocou mais um dia de protestos na sexta-feira.
Síria
Na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad está no poder desde 2000, um grupo de ativistas on-line convocou um "dia de ira" depois das orações semanais muçulmanas de sexta-feira para acabar com o que eles chamam de "corrupção e tirania". Em 29 de janeiro, forças de segurança impediram que jovens se reunissem nos arredores da embaixada egípcia em Damasco para expressar solidariedade às rebeliões no Egito.
Argélia
Na Argélia, onde o presidente Abdelaziz Bouteflika está no poder desde 1999, cinco dias de protestos no início de janeiro contra os altos preços resultaram em cinco mortos. Um protesto em prol da democracia está previsto para 12 de fevereiro, e foi banido pelas autoridades. Mas Bouteflika informou nesta quinta-feira que o proclamado estado de emergência, em vigor há 19 anos no país, será levantado "em um futuro próximo".
Sudão
O presidente sudanês, Omar al-Bashir, está no poder desde 1989. Descontentamentos políticos e econômicos provocaram protestos de rua esporádicos no norte do Sudão nas últimas semanas. Ao menos 64 foram presos e muitos ficaram feridos.
Omã
Em torno de 200 omanis protestaram em 17 de janeiro contra os altos preços e a corrupção. O sultão Qaboos está no poder desde 1970.
Mauritânia
O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, tomou o poder em um golpe militar em agosto de 2008 e foi mais tarde eleito presidente em julho de 2009. Em meados de janeiro, milhares de pessoas protestaram em Nouakchott contra o aumento de preços.
Marrocos
No Marrocos, onde o rei Mohammed VI está no poder desde 1999, o governo, em meio aos protestos na Argélia e na Tunísia, informou em 25 de janeiro que manteria subsídios às necessidades básicas.
Protestos convulsionam o Egito:
Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet, principalmente pelo uso da hashtag #Jan25 no Twitter -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.
A guerra cibernética, como a travada contra o Irã no ano passado, oferece aos países avançados uma alternativa à força militar "horrível", disse o vice-primeiro-ministro de Israel, Dan Meridor, na quinta-feira.
"A guerra é horrível, terrivelmente horrível", disse Meridor a diplomatas e jornalistas presentes no Centro para Assuntos Públicos de Jerusalém.
"Nos tempos modernos, como a guerra está o tempo todo na televisão, as pessoas veem isso e não aguentam. Há limites. Há um preço que você paga."
E acrescentou: "Como é difícil, buscam-se outras formas. Uma dessas outras formas é a comunidade de inteligência do mundo todo tentando fazer coisas que não parecem tão horríveis, não matam pessoas."
Ele não quis falar sobre o misterioso vírus Stuxnet encontrado nas redes iranianas no ano passado, mas as declarações dele salientaram as dúvidas israelenses em se fazer uma ameaça velada para o uso da força contra o programa nuclear de seu arquiinimigo.
"E todo o mundo que não está na tela, o mundo cibernético... torna-se mais importante no conflito entre as nações. É um novo campo de batalhas, não com armas, mas com uma outra coisa", afirmou ele.
Meridor, que supervisiona os serviços de espionagem e os assuntos nucleares de Israel, afirmou que o país aprendeu com a cobertura de notícias e da censura do público aos seus conflitos com seus inimigos.
Nos últimos dois anos, as autoridades israelenses revelaram sem alarde capacidades cibernéticas que, segundo elas, são um pilar central da estratégia de defesa.
Elas também indicaram ter organizado campanhas de sabotagem para atrapalhar os projetos iranianos de enriquecimento de urânio e de mísseis, vistos por Israel como uma ameaça potencialmente mortal.
Embora Israel tenha a reputação de ser o único país do Oriente Médio com arsenal atômico, muitos analistas consideram as forças convencionais de Israel muito pequenas para infligir um dano duradouro às instalações nucleares iranianas, que estão distantes, espalhadas e bem protegidas.

FONTE: Terra Notícias