CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

22 de jun. de 2011

TECNOLOGIA E POBREZA FAVORECEM CORRUPÇÃO NAS AMÉRICAS

Das novas tecnologias do sistema bancário às condições de pobreza, passando pelo narcotráfico e pelos crimes do colarinho branco, vários fatores favorecem a corrupção nas Américas, segundo especialistas convocados pela OEA que debateram o assunto na Colômbia. A segunda Conferência sobre Avanços e Desafios na Cooperação Hemisférica contra a Corrupção, que terminou nesta quarta-feira em Cali (500 km a sudoeste de Bogotá), reconheceu avanços em diversas frentes, mas também alertou para fatores recentes que estão dificultando essa luta.
Os especialistas alertaram para a necessidade de reforçar as leis internacionais, em particular no que se refere à lavagem de ativos e ao sigilo bancário, devido às facilidades nas transações eletrônicas para a transferência de fundos procedentes da corrupção. Mas há outros fatores menos sofisticados, presentes em muitos países da região, como a pobreza e a violência, que alentam a corrupção, advertiu Elisabeth Ungar, diretora da ONG Transparência Colômbia.
"Há uma estreita relação entre pobreza e desigualdade, e corrupção e violência", disse. O setor privado também tem uma responsabilidade no combate à corrupção, pois nesse ambiente se desenvolvem os "crimes de colarinho branco", disse o brasileiro Mário Vinícius Claussen, secretário brasileiro de Prevenção à Corrupção, que fez um apelo à região para que trabalhe por esse objetivo.
"A corrupção não é apenas um problema do governo, também deve envolver as empresas e a sociedade civil. A corrupção produz danos incomensuráveis à sociedade, agrava a desigualdade social, provoca perda de confiança e afeta a produtividade", disse. Para Beatrice Edwards, diretora executiva interina da ONG americana Projeto de Responsabilidade Governamental, "o problema da corrupção está piorando porque agora há formas de transferir enormes quantidades de fundos rapidamente por meio de recursos eletrônicos. Com apenas um "clique" o dinheiro ultrapassa fronteiras".
"A tecnologia facilita a rapidez da transferência de capitais. Os corruptos agora já não saem de seus países com malas cheias de dinheiro, como ocorria há 20 anos, agora é possível lavar dinheiro com uma movimentação eletrônica", disse à AFP, ao pedir o fim do sigilo bancário.

Fonte: Terra Notícias

21 de jun. de 2011

MELHOR PAÍS PARA NASCER É A SUÉCIA, PIOR É A SOMÁLIA, DIZ ESTUDO DA ONG "SAVE THE CHILDREN"

A Suécia é o melhor país para nascer e o pior é a Somália, aponta um mapa elaborado pela ONG Save the Children, que avalia a situação das crianças em 168 países.
A organização de defesa da infância apresentou nesta terça-feira em Madri o ''Mapa da sobrevivência infantil'', coincidindo com a entrega dos Prêmios Save the Children 2011, que este ano agraciaram o arquiteto Norman Foster, o cantor Alejandro Sanz, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson e a ativista Bianca Jagger.
O estudo foi elaborado com dados publicados pela ONU sobre mortalidade infantil, escolarização e assistência sanitária.
Por dia, segundo a ONG, morrem 22 mil crianças com menos de cinco anos no mundo por causas que existem formas de prevenção, como vacinas, assistência de saúde e alimentos.
Na Somália, duas em cada três crianças não estão matriculadas na Educação Infantil e praticamente todas as crianças da França, Itália, Espanha e Suíça completam o ciclo da pré-escolar ao Ensino Médio.
"O contraste entre os primeiros e os últimos países da lista é dramático e deixa claro como é urgente a necessidade de acelerar os avanços em saúde, bem-estar, tanto das crianças quanto das mães", disse a porta-voz de Save the Children, Maria Jesus Mohedano.
Ela defendeu a obrigação de dar assistência sanitária às crianças, independentemente de onde vivam, e para isso propôs vacinar ao menos 90% das crianças que vivem em países pobres, construir 3,5 milhões de sanitários e aumentar o orçamento nos programas de saúde e educação dos países em vias de desenvolvimento.
No ato de apresentação dos prêmios, a presidente da Fundação Bianca Jagger pelos Direitos Humanos fez um chamado aos "líderes dos países desenvolvidos para que cumpram seus compromissos" fixados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para 2015.
"O tempo finda e os líderes mundiais não estão cumprindo suas promessas; por seus descumprimentos, milhões de crianças são obrigadas a trabalhar", afirmou Bianca Jagger, quem destacou a importância da educação para ter a oportunidade de "sair da pobreza e poder sobreviver".
O cantor Alejandro Sanz agradeceu à organização pelo seu trabalho com as crianças, "os mais desfavorecidos em todas as causas", e reconheceu que elas são sua principal preocupação quando colabora com organizações solidárias.

Fonte: Terra Notícias.

20 de jun. de 2011

NÚMERO DE REFUGIADOS NO MUNDO SUPERA POPULAÇÃO DA ARGENTINA SEGUNDO DADOS DA ONU

A agência de refugiados da ONU afirmou que 43,7 milhões de pessoas haviam sido forçadas a deixar suas casas no mundo até o final de 2010 - o maior número em 15 anos, e um total superior a toda a população da Argentina.

Essas pessoas foram obrigadas a fugir de conflitos armados, violência, perseguição, violações de direitos humanos e desastres naturais.

Os dados constam do relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados(Acnur), divulgado nesta segunda-feira, quando é marcado o Dia Mundial de Refugiado.

Dessas 43,7 milhões de pessoas, 27,5 milhões foram deslocadas internamente (não cruzaram a fronteira de seus países), 15,4 milhões têm o status de refugiadas e mais de 800 mil são solicitantes de asilo (pessoas que pediram proteção internacional, mas ainda não são consideradas refugiadas).

Os dados são referentes até 31 de dezembro de 2010 - não contabilizam, por exemplo, os deslocados pelos recentes conflitos em países árabes como Líbia, Tunísia e Síria, ou na Costa do Marfim.

"Desequilíbrio"
O relatório destaca que 80% dos refugiados do mundo estão abrigados em países em desenvolvimento (muitas vezes, países vizinhos dos que vivem conflitos internos).

Em comunicado, o Acnur diz que esse dado "revela o grande desequilíbrio no apoio internacional às pessoas que foram forçadas a se deslocar", lembrando que "cresce o sentimento antirrefugiado em muitos países industrializados" (em aparente referência à Europa, que tem tentado limitar a entrada de imigrantes).

O Paquistão, o Irã e a Síria têm as maiores populações de refugiados do mundo (1,9 milhão, 1,07 milhão e 1,005 milhão, respectivamente). "O Paquistão sente o maior impacto econômico dessa situação, com 710 refugiados para cada dólar de seu PIB per capita", afirma o comunicado da agência.

"Temores de que fluxos de refugiados em países industrializados aconteçam são amplamente divulgados e equivocadamente confundidos com questões migratórias", declarou Antonio Guterres, o alto comissário das Nações Unidas para refugiados. "Enquanto isso, a responsabilidade de lidar com a questão recai sobre os países menos desenvolvidos."

Afeganistão e Iraque
Segundo o Acnur, quase a metade de todos os refugiados sob responsabilidade da agência são de nacionalidades afegã ou iraquiana. Conflitos duradouros como esses forçam exílios mais longos. Em 2010, dos refugiados sob mandato do Acnur, cerca de 7,2 milhões de pessoas estavam há mais de cinco anos longe de seus locais de origem.

Entre os deslocados há ainda 15,5 mil crianças desacompanhadas, a maioria vinda da Somália e do Afeganistão. Outros países considerados grandes geradores de refugiados são República Democrática do Congo, Mianmar, Colômbia e Sudão.

Uma mudança significativa observada pela agência da ONU em 2010 é que um número expressivo de deslocados internos - mais de 2,9 milhões de pessoas - voltaram para suas casas em lugares como Paquistão, República Democrática do Congo, Uganda e Quirguistão.

No caso do Brasil, estatísticas do Conare (Comitê Nacional para Refugiados) apontam que o país abriga atualmente 4,4 mil refugiados de 77 nacionalidades. Em sua maioria são angolanos, colombianos, congoleses, liberianos e iraquianos que se exilaram de seus países.

Para comemorar o Dia do Refugiado, o Acnur criou uma campanha chamada "Calce os sapatos dos refugiados", estimulando as pessoas a se colocar na situação das pessoas obrigadas a se deslocar.




Fonte: Terra Notícias

12 de jun. de 2011

BLOG SOCIOLOGIA BRASILEIRA ULTRAPASSA 5.000 VISUALIZAÇÕES

BOA NOITE, NOBRES BLOGUEIROS(AS):

É com satisfação que informamos que este blog SOCIOLOGIA Brasileira ultrapassou 5.000 visualizações e, segundo as estatísticas consultadas do Blogger, este blog tem sido visitado não apenas por leitores(as) brasileiros(as), mas também por leitores(as) dos E.U.A, Portugal, China, Alemanha, Moçambique, Eslovênia, Japão, Angola, Ucrânia, Itália, França, Rússia e Áustria.
A todos(as) os visitantes e autores(as)-colaboradores(as) nosso muito obrigado por contribuírem com os acessos e postagens de artigos e comentários.
Informamos também que o blog continua aberto para receber autores(as)-colaboradores(as) em Ciências Sociais, bastando para isto enviar um e-mail para sociologiabr@gmail.com que enviaremos o convite com o link para se tornar mais um(a) autor(a)-colaborador(a) do blog.
Um abraço para todos(as)...
Carmem.

DILMA SAÚDA FHC E O CHAMA DE 'MINISTRO-ARQUITETO' DO PLANO REAL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou 80 mensagens de personalidades pelos seus 80 anos, completados no sábado. Entre as homenagens, está a carta da presidente Dilma Rousseff, entregue a FHC pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, em sua festa, na sexta-feira. No texto, Dilma se refere ao ex-presidente como "político habilidoso", "ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação" e "presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica".

A presidente lembrou que "nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias". Para Dilma, Fernando Henrique foi um "jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje".

No site 80 FHC (www.fhc80anos.com.br), estão ainda textos de personalidades políticas de diversos partidos e internacionais, como o ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan, o ex-presidente americano Bill Clinton e seu vice, Al Gore, o ex-premier britânico Tony Blair e o escritor peruano Mario Vargas Llosa, jornalistas e personalidades da TV e do esporte, como o apresentador Luciano Huck e o jogador Ronaldo Fenômeno.

Leia a íntegra da carta da presidente Dilma Rousseff a Fernado Henrique Cardoso:

Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.

Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidaçãoo da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.

Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito. Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.

Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!

Fonte: Terra Notícias


7 de jun. de 2011

EDUCAÇÃO EM PE (2011): NOVIDADES SOBRE AS NEGOCIAÇÕES


APÓS A VOTAÇÃO DA CATEGORIA ACEITANDO A PROPOSTA DO GOVERNO A COMISSÃO SE REUNIU ONTEM 06.06.2011.

A reunião de hoje (06.06.2011) na Secretaria de Educação (16h) foi voltada para a discussão da parte pedagógica da Pauta de Reivindicação da Categoria. Enquanto aguardávamos o chamado para a reunião, a Comissão foi surpreendida por um grupo de funcionários administrativos da Secretária de Educação que questionavam o reajuste de 5% para setembro como determinou o governo, disseram que o Sintepe não poderia ter fechado acordo e deixado os administrativos fora, queriam saber sobre a incorporaçao da 'gratificação 207' e sobre o Pró-Funcionário, pois fizeram o curso, muitos à três anos e sequer foram valorizados (reajustados) na função. Tratando desse assunto com o Secretário Ricardo Dantas em encontro passado este, disse que, o fato de o governo ter promovido o curso, isto, um já simboliza valorização. Inconformados os administrativos ainda acusaram os professores de terem abandonado a luta, uma vez que, já tinham conseguido o que queriam, enquanto 'eles' estavam sozinhos.
Desabafo e insatisfação extremamente compreensíveis, aliás, este é o jogo do governo que apostando na discordia, divide e enfraquece a categoria

Ao iniciar a reunião, questionamentos (fora da Pauta) sobre o pagamento do bônus, salário de junho e remuneração dos trabalhadores das Escolas de Referências foram respondidas na sequência pelo Secretário de Educação Anderson Gomes. De acordo com o mesmo, a secretaria já dispõe dos resultados do Saep, assim, possivelmente nessa 5ª ou 6ª feira divulgará a relação da escolas bonificadas. Confirmou a antecipação dos salários do mês de junho para o dia 21. Em relação aos salários dos trabalhadores das Escolas de Referências disse realmente não ter discutido com a Administração o assunto mas, que, certamente os professores receberão a diferença estabelecida para o Piso, enquanto o teto (R$ 2,032.00), permanecerá inalterado. Quanto às eleições, o governo pretende realizar cursos para capacitar gestores e a partir daí selecionar os que irão fazer as provas e concorrer às eleições. A Comissão defendeu modelo baseado na escolha feita pela comunidade escolar sem exigência do processo seletivo. Na próxima segunda (13/06) o Secretário de Educação marcou reunião com a Comissão, com o Sr.Molina (SEE) e outros, para discutir critérios para eleição para gestores nas escolas da rede. Disse o secretário querer concluir todo o processo até novembro desse ano.


Maria Albênia Silva

1 de jun. de 2011

Ainda o Código Florestal






O Senado começa a discutir o Código Florestal: “Na reunião, os ministros apresentaram as questões que preocupam o Governo Federal, especialmente o que diz respeito ao uso das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a anistia para desmatador. E pediram aos senadores que aprofundem o debate dentro da Casa... A ideia dos senadores é estudar as questões divergentes e ouvir o que diz a sociedade... A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que coordenou o encontro, destacou que o Código Florestal é de interesse tanto de agricultores como de ambientalistas, por isso há necessidade de se chegar ao equilíbrio. Para ela, esses são setores indissociáveis e é de responsabilidade de todos “a produção agrícola e a conservação do planeta”...Falou-se que teria cinco pontos (críticos) nesse texto que está em discussão, na verdade são onze, mas que desceriam para cinco se tivesse uma certa negociação... a questão da anistia não é um problema que interfere apenas para a questão ambiental, interfere inclusive nos negócios brasileiros. Dar anistia irrestrita para aquele que tinha um marco legal, que o proibia de fazer desmatamento e o fez, é acenar para o Brasil e para o resto do mundo a nossa condescendência com o desmatamento. Isso é ruim, inclusive para os negócios agrícolas no plano externo." Diante de fatos como esses se faz prudente que a sociedade se organize para pressionar nossos senadores a guerra não foi perdida...Vamos a luta o Povo Unido jamais será vencido.

Continua a negociação com o Governo do Estado sobre o Piso Salarial dos Professores de Pernambuco


MAIS UMA VEZ RECEBEMOS INFORMAÇÕES DA COMISSÃO DO SINTEPE QUE NEGOCIA COM O GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO SORE O PISO SALARIAL DOS PROFESSORES LEI ESTA SANCIONADA PELA PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSEFF.

Com endereço e horário trocado (de última hora) aconteceu ontem às 20:20' na Sec. de Planejamento
(rua da Aurora )mais uma desgastante reunião com o governo do Estado. A proposta apresentada ontem (31/05) à comissão é ainda pior que a anterior.A estratégia é a mesma, apresentam-nos péssimas propostas para que escolhamos
a "menos ruim".
I. O governo propõe pagamento do Piso e retroativo para alguns (os que ficarem abaixo do valor) e 5% para junho.
II. Pagamento do Piso com retroativo para todos e reajuste de 3% somente para janeiro de 2012.
De acordo com o secretário em 2013 haveria reajuste de 6% e até 2014 teríamos 10% em cima do valor que for definido para o Piso. Uma política pensando ao longo dos anos.
Colocando-se contrária à proposta, a Comissão deixou os secretários Anderson Gomes e Ricardo Dantas cientes da indignação que tomou conta da categoria ao avaliar na última Assembleia a proposta anterior do governo e também da intenção do ingresso de ação na justiça,uma vez que a medida adotada pelo governo aponta para a inconstitucionalidade quando descumpre a decisão do STF. Além disso, segundo Heleno Araújo (presidente Sintepe) o orçamento do Estado aponta que, no 1º quadrimestre desse ano, houve acréscimo da receita mais que o previsto, enquanto os gastos, foram menores ficando na faixa de 17.42% e o máximo permitido é 25%.
Em resposta, Dantas afirmou que, " fica muito caro para governo fazer as duas coisas, a retroação implicaria num acréscimo de 50 milhões na folha". Quanto a decisão de recorrer a justiça disse o secretário em tom de deboche: "O que não vai faltar é advogado querendo ganhar dinheiro dos professores, que o governo está muito tranquilo e que tem a interpretação e entendimento correto sobre o que diz a Lei ".
Severina Porpino (Sintepe) em sua fala argumentou que, "não somos juristas mas, sabemos também o que diz o STF e que, esse governo não tem credibilidade que, já traiu a categoria uma vez e que, não podemos acatar que está sendo posto para os trabalhadores".
Questionei sobre a total descaracterização da Campanha Salarial, sobre a visão dos secretários (Administração e da Educação) em relação ao Piso da CNTE (R$ 1,597.) defendido anteriormente pelo Sintepe e aprovado no Congresso de Educação, e sobre o que estes senhores consideram 'valorização profissional'. Citei da necessidade urgente de rever o modelo de política educacional do governo e do crescimento econômico pernambucano desatrelado do quadro social.
O secretário de Administração simplesmente respondeu que, o governo está reunindo esforços no sentido de valorizar o professor e, que não reconhece o piso da CNTE. Falou dos incentivos que o Estado oferece às empresas que se instalam em solo pernambucano, e dos impostos que deixa de arrecadar destas, mas, isto, na visão do secretário é desenvolvimento social uma vez que vem a geração de empregos. Assim, sem nada acordado encerrou-se a reunião (às 22:50') e segundo o pronunciamento final do secretário Dantas se houver algum elemento novo que possa avançar na discussão talvez a Comissão possa ser chamada ainda hoje (01/junho) mas, frisou, não querer criar nenhuma expectativa. Penso que o Secretário de Administração já disse tudo.
Com o Secretário de Administração ficou agendada reunião para dia 06 de junho às 16 horas na Secretaria de Educação, discutiremos outros pontos da Pauta de Reivindicação.

Maria Albênia Silva

25 de mai. de 2011

ABORTO SELETIVO PODE EXPLICAR DÉFICIT DE 8 MILHÕES DE MENINAS NA ÍNDIA

GEETA PANDEY

A indiana Kulwant (aqui chamada por um nome fictício, por razões legais) tem três filhas com idades de 24, 23 e 20 anos e um filho com 16. No período entre os nascimentos da terceira menina e do menino, Kulwant engravidou três vezes, mas foi forçada pela família a abortar os bebês após exames de ultrassom terem confirmado que eram do sexo feminino.
O caso ilustra um problema cada vez mais sério na Índia: o censo de 2011 no país revelou um forte declínio no número de meninas com menos de sete anos.
Militantes que fazem campanha para que a prática de abortar meninas seja abandonada temem que oito milhões de fetos do sexo feminino tenham sido abortados na última década. Para alguns, o que acontece hoje na Índia é infanticídio.
"Minha sogra me insultava por eu ter tido apenas meninas. Ela disse que seu filho ia se divorciar de mim se eu não tivesse um menino", disse Kulwant.
Ela contou que tem vívidas lembranças do primeiro aborto. "O bebê já tinha quase cinco meses. Ela era linda. Eu tenho saudades dela e das outras que matamos", ela contou, enquanto secava as lágrimas com as mãos.
Indesejadas
Até o nascimento do filho, todos os dias, Kulwant levava surras e ouvia xingamentos do marido, sogra e cunhado. Uma vez, segundo ela, o grupo tentou colocar fogo nela.
"Eles estavam com raiva. Não queriam meninas na família, queriam meninos para que pudessem receber bons dotes", ele explicou. A prática de pagar dotes foi declarada ilegal na Índia em 1961, mas o problema persiste e o valor do dote sobe constantemente, afetando ricos e pobres.
O marido de Kulwant morreu três anos após o nascimento do filho. "Foi praga por causa das meninas que matamos. Por isso ele morreu tão jovem", ela disse.
A vizinha de Kulwant, Rekha (nome fictício), tem uma menina de três anos de idade.Em setembro do ano passado, quando ficou grávida novamente, foi forçada pela sogra a abortar dois gêmeos após um exame de ultrassom revelar que eram meninas.
"Eu disse que não há diferença entre meninas e meninos, mas aqui eles pensam de outra forma. Não há felicidade quando nasce uma menina. Eles dizem que o menino vai carregar a linhagem adiante, mas meninas se casam e vão para uma outra família".
Kulwant e Rekha vivem em Sagarpur, uma região de classe média-baixa no sudeste de Nova Déli.
Bebê Milagre
Longe dali, na cidadezinha de Bihvarpur, no Estado de Bihar, a bebê Anuskha - a mais jovem de quatro meninas - sobreviveu por pouco.
Quando sua mãe, Sunita Devi, ficou grávida em 2009, foi a uma clínica para fazer um exame de ultrassom.
"Perguntei ao médico se era menina ou menino", disse Sunita. "Eu disse a ela que era pobre e que tinha três meninas, e não podia tomar conta de mais uma".
A médica disse que o bebê era do sexo feminino. "Pedi um aborto. Ela disse que ia custar US$ 110".
Sunita não tinha o dinheiro e não fez o aborto. Hoje, Anushka tem nove meses de idade. A mãe diz que não sabe como vai alimentar e educar as filhas, ou pagar por seus dotes.
A história dessas mulheres se repete em milhões de lares em toda a Índia, afetando ricos e pobres. Porém, quanto maior o poder econômico da família, menores são as chances de que "milagres" como o de Anushka se repitam.
Números
Embora o número total de mulheres tenha aumentado no país - devido a fatores como um aumento na expectativa de vida - a proporção entre o número de meninas e o de meninos no país é a segunda pior do mundo. só ficando atrás da China.
Em 1961, para cada mil meninos com menos de sete anos de idade, havia na Índia 976 meninas. Hoje, o índice nacional caiu para 914 meninas. Os números são piores em algumas localidades. Em um distrito na região sudoeste de Nova Déli, o índice é de 836 meninas com menos de sete anos para cada mil meninos. A média em toda a capital não é muito melhor, 866 meninas para cada mil meninos.
Os dois Estados com os piores índices, Punjab e Haryana, são vizinhos da capital. Nesses locais, no entanto, houve alguma melhora em comparação com censo anterior.
O censo recente revelou pioras nos índices de 17 Estados, com as piores quedas registradas em Jammu e Kashmir.
"Vergonha Nacional"
Especialistas atribuem o problema a uma série de fatores, entre eles, infanticídio, abuso e negligência de crianças do sexo feminino. O governo indiano foi forçado a admitir que sua estratégia para combater o problema falhou.
"Quaisquer que tenham sido as medidas adotadas nos últimos 40 anos, elas não tiveram nenhum impacto sobre os números", disse o ministro da Fazenda do país, G.K. Pillai, após a publicação do relatório do censo.
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, qualificou o aborto de fetos do sexo feminino e o infanticídio como uma "vergonha nacional" e pediu que haja uma cruzada para salvar bebês meninas.
O mais conhecido ativista indiano a fazer campanhas sobre o assunto, Sabu George, disse, no entanto, que até o momento o governo não se empenhou verdadeiramente em parar com a prática.
Para George e outros militantes, o declínio no número de meninas se deve, principalmente, à disponibilidade cada vez maior, na Índia, de exames pré-natais para a determinação do sexo do bebê.
Controle da NatalidadeEle explicou que, até 30 anos atrás, os índices eram "razoáveis". Porém, em 1974, o prestigioso All India Institute of Medical Sciences publicou um estudo que dizia que testes para a determinação do sexo do bebê eram uma benção para as mulheres indianas.Para o instituto, as mulheres não precisavam mais ter vários bebês para atingir o número certo de filhos homens. A entidade encorajou a determinação e eliminação de fetos do sexo feminino como um instrumento efetivo de controle populacional.
"No final da década de 80, todos os jornais de Nova Déli estavam anunciando ultrassons para a determinação de sexo", disse George.
"Clínicas do Punjab se gabavam de que tinham dez anos de experiência em eliminar meninas e convidavam os pais a visitá-las".
Em 1994, o o Ato Teste de Determinação Pré-Natal tornou abortos para a seleção do sexo ilegais. Em 2004, a lei recebeu uma emenda proibindo a seleção do sexo do bebê mesmo no estágio anterior à concepção.
O aborto de forma geral é permitido até as primeiras 12 semanas de gravidez. O sexo do feto só pode ser determinado por ultrassom após cerca de 14 semanas.
"O que é necessário é uma implementação mais severa da lei", disse Varsha Joshi, diretora de operações do censo em Nova Déli.
Existem hoje na Índia 40 mil clínicas de ultrassom registradas e muitas mais sem registro.
Segundo Joshi, a maioria das famílias envolvidas na prática pertence à classe média indiana, hoje em expansão, e à elite econômica do país. Segundo ela, esses grupos sabem que a tecnologia existe e tem condições de pagar pelo teste e subsequente aborto.
"Temos de adotar medidas efetivas para controlar a promoção da determinação do sexo pela comunidade médica. E abrir processos contra médicos que fazem isso", disse o ativista Sabu George. "Caso contrário, temos medo de pensar em como será a situação em 2021".
Modelo a Ser Seguido?
Alguns Estados indianos, no entanto, vêm criando iniciativas que podem, talvez, servir de modelo para os demais.
É o caso do Estado de Bihar, onde famílias de baixa renda estão participando do Esquema de Proteção da Menina.
Como parte do programa, o Estado investe duas mil rúpias (cerca de R$ 70) em um fundo aberto no nome da criança. O dinheiro cresce ao longo da vida da menina. Quando ela completa 18 anos, segundo as autoridades, o fundo vale dez vezes mais e pode ser usado para pagar pelo casamento ou pela educação universitária da menina.
O programa está disponível apenas para os que vivem abaixo da linha da pobreza e cada família pode registrar apenas duas filhas.
A iniciativa, anunciada em novembro de 2007, é parte de um plano do governo para tornar bebês meninas desejadas e, ao mesmo tempo, tornar atraente a ideia de uma família pequena.
Infelizmente, o programa não pode ajudar Anushka, o "bebê milagre". Sua mãe é analfabeta e ela não tem certidão de nascimento, então não pode participar do esquema.

Fonte: Terra Notícias

COMENTÁRIO: Depois ainda dizem que a Índia e a China são povos de espiritualidade e religiosidade elevadas...