CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

11 de ago. de 2011



''A Câmara é uma casa de loucos'', diz Tiririca

Lula Marques/Folhapress
Tiririca (PR) na Câmara, sem bigode

Mônica Bergamo


Oito meses depois de assumir o mandato, o palhaço Tiririca já sabe responder o que faz um deputado federal: 'É uma pessoa que trabalha muito e produz muito pouco', diz. Isso porque a Câmara, na opinião dele, 'é uma fábrica de loucos. Uma fábrica de loucos'. Os parlamentares muitas vezes varam as madrugadas em discussões intermináveis em que 'ninguém escuta ninguém'. 'Um deputado fala e nenhum presta atenção nele. Outro dia mesmo tinha um fazendo um discurso superbacana, sobre educação. Outro pediu a palavra. E reclamou: 'Já pedimos para instalarem tomadas novas aqui e não instalaram'. É uma coisa de louco.'

Tiririca fica sempre calado em seu lugar, observando. 'Se eu fosse fazer uma comédia disso aqui, seria o maior sucesso. Mas eu nem posso. Porque faço parte daqui. E tem o decoro parlamentar.' Ele não dá as declarações em tom de crítica. Apenas constata os fatos. 'Tiririca tem razão. Mandou bem. Uma pessoa normal que assiste à sessão da Câmara pela primeira vez acha mesmo que é coisa de maluco', diz o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).


Fonte: Folha de São Paulo


Comentários: Enquanto isto, segue Brasil afora a enxurrada de denúncias de corrupções realizadas por políticos, magistrados, militares, etc. Como pode-se ver hoje (11/08/2011) na charge do dia do Blog do Magno, ainda que fosse possível alguém pedir para o "gênio da lâmpada" transformar todos os políticos do Brasil em honestos, o gênio responderia que " não pode fazer milagres"...

9 de ago. de 2011

POLÍCIA DETECTA CRESCIMENTO DOS MOVIMENTOS E CÉLULAS NEONAZISTAS NO BRASIL

Conforme a polícia gaúcha, há células neonazistas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de outros locais investigados...

Uma briga envolvendo punks, skinheads e ao menos um neonazista no último sábado em um bar de Porto Alegre (RS) ligou o sinal de alerta da polícia para a atuação de grupos que pregam o ódio e a discriminação no Sul do País, inspirados pela ideologia de Adolf Hitler. Responsável pelo indiciamento de 35 neonazistas no Estado nos últimos dez anos, o delegado Paulo César Jardim, da 1ª DP, afirma que está "na gênese" do gaúcho a guarida para movimentos deste tipo.
"A origem do povo gaúcho é colonial e, além disso, a Argentina, que abrigou oficiais nazistas após a 2ª Guerra Mundial, está aqui do lado e preocupa. Para a consolidação dessa ideologia, deve existir um meio viável, caso do Rio Grande do Sul. O neonazismo é uma coisa que jamais vai acabar. É um sentimento, uma ideologia, e não se pode acabar com ideologias, mas evitar suas consequências e ações", acredita o delegado.
Segundo ele, na pancadaria do último sábado, que envolveu ao menos oito pessoas e deixou um homem negro esfaqueado, a motivação foi uma discussão entre punks e skinheads. Os envolvidos, porém, já possuem uma ficha criminal conhecida por crimes como agressão a homossexuais, judeus e negros, que configuram a ideologia nazista. "Eles seguem a ideia da instituição de uma raça pura através da eliminação dos que não se enquadram nela. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, os movimentos neonazistas escolheram pessoas que devem ser eliminadas por pertencerem a uma 'subespécie'", salientou Jardim.
Expansão neonazista:
O delegado Paulo Jardim, que se especializou em investigar como esses grupos atuam, viaja constantemente a São Paulo e troca informações com as polícias de outros Estados. Ele está preocupado com a expansão do movimento neonazista no País. "O desafio é conseguir abortar os ataques, como foi feito em 2010, quando foram desmontadas cinco células neonazistas. Apreendemos bombas, munição, e armas, e evitamos a explosão de uma sinagoga e um ataque na Parada Livre de Porto Alegre. As mesmas bombas que nós apreendemos aqui foram usadas em São Paulo, o que comprova a ligação material entre os grupos", disse ele.
"Estamos trabalhando para prender essas pessoas. A situação deles nos últimos anos está complicada e alguns vão responder, em júri popular, por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e corrupção de menores", garantiu o delegado, que também investiga a ligação material entre os grupos, como fornecimento de dinheiro e armas entre os Estados.
Agressividade e humilhação:
No código de condutas de um neonazista, um dos requisitos é saber lutar e andar armado, estando sempre pronto para um combate. Além disso, eles costumam tatuar o corpo com diversos símbolos e desenhos que fazem apologia à doutrina de Hitler.
"Eles são de uma agressividade muito grande e seguem uma ideia de que não se deve apenas derrotar o inimigo, mas humilhá-lo, acabar com ele, impor o medo. O seu combustível é o ódio e eles já saem às ruas preparados para briga com soqueiras, facas e outros objetos cortantes. Se as pessoas identificá-los em algum local, é interessante sair de perto, pois eles são sinônimo de confusão", recomenda Jardim.
Histórico de agressões e apologia:
Em 2010, um grupo de defesa dos direitos dos travestis no Rio Grande do Sul recebeu ameaças por telefone de um suposto neonazista, que disse preparar uma ação na 14ª Parada Livre. Em edição anterior do evento, cartazes que pregavam a morte de homossexuais foram afixados no bairro Bom Fim, onde ocorre a passeata.
Em novembro do mesmo ano, policiais civis apreenderam material de apologia ao nazismo em uma residência no centro de Porto Alegre. Foram recolhidos fotografias, CDs, camisetas, distintivos, facas, uma soqueira e um laptop, mas ninguém foi preso. Em 2009, apreensões semelhantes ocorreram em Cachoeirinha, Viamão, Porto Alegre e duas cidades da serra gaúcha.
Em 2009, o casal Bernardo Dayrell e Renata Ferreira foram assassinados após uma festa neonazista no Paraná. O crime foi cometido na BR-116, em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, e teve motivações de disputa entre o grupo neonazista liderado por Dayrell e Ricardo Barollo, apontado pela polícia como o mandante do duplo homicídio. Além dele, Jairo Maciel Fischer, Rodrigo Motta, Gustavo Wendler, Rosana Almeida e João Guilherme Correa foram acusados de participar no crime.
No dia do assassinato do casal, vários membros do grupo neonazista foram a uma festa em comemoração ao aniversário de Adolf Hitler em uma chácara de Quatro Barras. Conforme a lei 7.716, de 1989, "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo" prevê pena de até três anos de reclusão.
Fonte: Terra Notícias
Comentário: E depois eles (os adeptos do nazismo) ainda acham que nordestino é que é burro, raça inferior, otário, alienado, selvagem, de cultura inferior, etc...

8 de ago. de 2011

RETIRANDO DO BAÚ - 7: IRENA SENDLER, O ANJO DO GUETO DE VARSÓVIA...









Irena Sendler.
Nascimento 15 de fevereiro de 1910, Varsóvia, Congresso da Polónia, Império Russo, Morte 12 de maio de 2008 (98 anos), Varsóvia, Polónia, Nacionalidade Polonesa
Ocupação Ativista dos Direitos Humanos, enfermeira e assistente social.Irena Sendler [em polonês] Irena Sendlerowa apelido de solteira Krzyżanowska; (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.
A Mãe das crianças do Holocausto“ A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade. - Irena Sendler ”
Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de bem estar social de Varsóvia, que organizava os espaços de refeição comunitários da cidade. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, medicamentos e dinheiro.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela mesma contou:
"Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto."
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacas de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam dessas actividades em 20 de Outubro de 1943. Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Existe uma árvore plantada no Yad Vashem em homenagem a Irena Sendler: Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazis.
De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: "Lembro-me da sua cara. Foi você quem me tirou do gueto." E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.
Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca. Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska, uma das crianças que salvou, que recordava como "a menina da colher de prata".
Proposta para o Nobel da Paz:
Irena Sendler foi apresentada como candidata para o prémio Nobel da Paz pelo Governo da Polónia. Esta iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kaczyński e contou com o apoio oficial do Estado de Israel através do primeiro-ministro Ehud Olmert, e da Organização de Sobreviventes do Holocausto residentes em Israel.
As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza extraordinária.
O prémio desse ano, no entanto, foi dado a Al Gore pela sua defesa do meio-ambiente.
Fonte: Wikipédia.

2 de ago. de 2011

UTILIDADES PÚBLICAS: CONCURSO (SELEÇÃO SIMPLIFICADA) PARA AGENTE DE PESQUISA E MAPEAMENTO DO IBGE

Estã abertas as inscrições para contratação temporária (período de 2 anos) de agente de pesquisa e mapeamento do IBGE em todo Brasil, um cargo de ampla concorrência que basta apenas ter nível médio. Os interessados podem entrar no site da Consulplan (www.consulplan.net) para obter o edital e maiores informações. Em PE estão disponíveis 224 vagas. O salário é de R$: 850,00 mais auxílio alimentação, auxílio-transporte, férias e 13° salário.

26 de jul. de 2011

TERRORISTA NORUEGUÊS EM UM DE SEUS MANIFESTOS AFIRMA QUE O BRASIL É UM EXEMPLO CATASTRÓFICO DE MISCIGENAÇÃO QUE NÃO DEVE SER SEGUIDO...

Em seu manifesto de 1.518 páginas divulgado na Internet, o atirador norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, citou o Brasil como um "catastrófico" exemplo de miscigenação que não deve ser seguido.
No texto "A European Declaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083, na tradução livre), Brejvik defende que os conservadores europeus se unam através de uma combinação de "luta armada e democracia" para combater o avanço da miscigenação nos próximos 70 anos. Caso contrário, o continente seguiria um modelo de "bastardização, muito similar ao do Brasil".
Segundo Brejvik, a miscigenação cultural brasileira resultou em uma falta de coesão nacional, o que teria tornado o País "permanentemente disfuncional" e seria responsável pelos altos índices de corrupção, falta de produtividade e eterna disputa entre "culturas conflitantes". O manifesto também afirma que o Brasil jamais poderá alcançar um grau de coesão social e harmonia similar aos dos países escandinavos, da Alemanha, do Japão e da Coreia do Sul.
No manifesto, Brejvik conclui que se a Europa adotasse uma abordagem similar ao Brasil em termos de miscigenação, o resultado seria "devastador" e contribuiria para o "genocídio" e "aniquilação" do que ele chama de "povos indígenas nórdicos". O atirador ainda afirma que o resultado só seria pior se o "Islã fosse adicionado à mistura".
Anti-comunista e de extrema-direita assumido, Brejvik diz que a miscigenação brasileira é um resultado da "Revolução Marxista" e também afirma que os marxistas europeus que defendem a mistura de raças devem ser confrontados.
O manifesto ainda cita o acidente com Césio-137 em Goiânia, o golpe militar de 1964, que ele afirma ter contado com a intervenção americana, e a proclamação da República em 1889. No total, o Brasil foi citado 12 vezes durante o texto.
Fonte: Terra Notíciais
Comentários: Como se corrupção não existisse em outros Países inclusive nos Países Nórdicos... Basta ler as estatísticas mundiais para ver que nos Países nórdicos também estão aumentando os índices de aborto, gravidez entre adolescentes, crimes violentos, overdoses fatais, estupros, roubos e máfias agindo em rede com máfias de outros Páises (máfia russa, etc). Isto sem falar que antes do assassino cometer os crimes contratou duas prostitutas para um banquete regado a vinho, chocolates, etc. E o seu advogado, compatriotas políticos e de sociedades secretas ainda querem livrar o belíssimo "ariano nórdico" de ser penalizado alegando que ele está louco!!!!...

23 de jul. de 2011

TERRORISMO DE EXTREMA DIREITA ATACA NA NORUEGA

O norueguês acusado de matar pelo menos 92 pessoas é um ex-membro de um partido populista antiimigração que escreveu em blogs atacando o multiculturalismo e o islamismo.
O suspeito, detido depois de 85 pessoas terem sido mortas a tiros em um acampamento de jovens e outras 7 terem morrido em um ataque a bomba na sexta-feira, foi identificado pela mídia norueguesa como Anders Behring Breivik.
Publicações na Internet com o nome de Breivik contêm críticas às políticas europeias de tentar acomodar as culturas de diferentes grupos étnicos, e reivindicam que uma minoria significativa de jovens muçulmanos britânicos apoiam a militância islâmica radical.
"Quando o multiculturalismo deixará de ser uma ideologia projetada para desconstruir a cultura europeia, as tradições, a identidade e os Estados-nação?" disse um texto, publicado em 2 de fevereiro de 2010 no site de direita www.document.no.
"De acordo com dois estudos, 13 por cento dos jovens muçulmanos britânicos com idade entre 15 e 25 dão apoio à ideologia da Al Qaeda", disse outra entrada datada de 16 de fevereiro do ano passado.
A polícia revistou um apartamento em um subúrbio de Oslo na sexta-feira, mas os vizinhos disseram que a casa pertencia à mãe de Breivik, a quem descreveram como uma simpática senhora.
O vice-chefe de polícia, Roger Andresen, não quis especular sobre os motivos para o que pode ser o mais mortífero ataque de um atirador solitário em qualquer lugar nos tempos modernos. Mas ele disse que o homem sob custódia havia descrito a si mesmo em sua página no Facebook como inclinado ao cristianismo de direita
O principal suspeito de ter cometido o duplo atentado na sexta-feira na Noruega que matou 92 pessoas, foi membro do partido Progressista (FrP, da direita populista) e de seu movimento jovem. O homem era também membro de um fórum neonazista sueco na internet, informou um grupo de acompanhamento das atividades de extrema direita da região. "Entristece-me bastante saber que esta pessoa foi membro de nosso partido", lamentou Siv Jensen, presidente do FrP, em um comunicado neste sábado.
A legenda informou que o suspeito, identificado como Anders Behring pela imprensa norueguesa, se afiliou em 1999 e saiu da lista de membros em 2006. Ele também foi o responsável local do movimento juvenil do FrP entre 2002 e 2004, acrescentou o partido. As informações foram confirmadas pela legenda depois que o canal de televisão TV2 divulgou que o suspeito pertencia à extrema direita norueguesa.
A polícia o descreveu como um "fundamentalista cristão" de direita, hostil ao islamismo. De acordo com Mikel Ekman, investigador da Fundação Expo, com base em Estocolmo, que policia os grupos de extrema direita, o suspeito criou um perfil em 2009 sob um pseudônimo que pode ser rastreado para seu endereço de e-mail em um fórum neonazista sueco. Ekman disse que não é possível determinar quando o suspeito participou pela última vez do fórum, chamado Nordisk. Fundado em 2007, o grupo conta com 22 mil membros na região
O homem preso por causa dos ataques na Noruega, Anders Behring Breivik, se descreve como um"nacionalista", segundo a polícia. No sentido mais puro da palavra, ele não está sozinho. Neste dia de luto, os noruegueses estão unidos sob a bandeira nacional, jurando permanecer firmes contra o terror. Entretanto, o suspeito não parece ser um simples nacionalista, mas sim um extremista de direita do tipo que as polícias do Ocidente vem temendo há tempos.
Segundo o jornal norueguês Aftenposten o medo é aumentado pela mistura potencialmente explosiva de recessão econômica, aumento do racismo e um sentimento anti-islâmico ainda mais forte. A polícia norueguesa notou um leve aumento da atividade de grupos extremistas de direita no ano passado e previu que ela continuaria a crescer este ano. Mas sugeriu também que o movimento seria fraco, sem um líder e tinha pouco potencial de crescimento.
Embora membros do movimento de extrema direita norueguês tenham cometido ataques no passado, eles são historicamente uma comunidade pequena, segundo grupos que monitoram a atuação de neonazistas.
O escritor sueco falecido Stieg Larsson era um destes especialistas. Na década de 1990 ele criou a publicação anti-racista Expo, após o aumento da violência causada por tais grupos. Entrevistado para um documentário que eu fazia à época, ele me disse que a Suécia era o maior produtor da chamada música White Power e outros instrumentos de propaganda racial, com um movimento neonazista crescente e violento.
Por outro lado, os neonazistas noruegueses eram desorganizados e caóticos, disse ele, citando o exemplo de encontros organizados pela extrema direita sueca, que contaram com uma pequena presença de visitantes noruegueses. Os suecos eram articulados, organizados e bem vestidos, disse ele. Já os noruegueses vinham de ônibus, bebendo e chegavam incoerentes e mal-vestidos.
Desde então, grupos de extremistas de direita noruegueses parecem ter criado laços com a comunidade de criminosos, assim como grupos similares no exterior, na Europa, Rússia e EUA. A Suécia, ao contrário, viu uma grande diminuição da atividade extremista desde seu auge em meados dos anos 90, quando seus jornais publicaram fotos de todos os neonazistas conhecidos do país. Mas, ao mesmo tempo, a Expo relata como a repulsa mostrada pelos suecos nos anos 90 vem se transformando cada vez mais em curiosidade sobre a suavizada retórica da extrema direita.
Sentimentos parecidos tem aflorado na Noruega, onde políticos discutem abertamente preocupações sobre como a cultura do país seria diluída pela imigração vinda de países com valores e religiões diferentes. Mas após os ataques em Oslo e Utoya, será interessante observar se muitos no país vão desenvolver uma visão mais sofisticada a respeito de onde vêm as maiores ameaças, em meio ao entendimento de que o extremismo pode ser mortal, independente de nacionalidade, etnia ou religião.
Um vídeo que contém violentas proclamações contra o islã, o marxismo e o multiculturalismo e que os meios noruegueses atribuíram ao autor dos atentados de sexta-feira em Oslo foi publicado no Youtube na sexta-feira e retirado em seguida pelo próprio site. Interrogada, a polícia da capital norueguesa não realizou comentário algum sobre esta informação.
No vídeo, de 12 minutos, que alterna homenagens às cruzadas da Idade Média, textos anticomunistas e violentos ataques contra o Islã, o suspeito do atentado perpetrado na sexta-feira, Anders Behring Breiving, aparece em três fotografias diferentes, em uma delas posando com um fuzil de assalto. O vídeo, que é basicamente um conjunto de imagens fixas, descreve o islã como "a principal ideologia genocida".
"Antes de iniciarmos nossa Cruzada, devemos cumprir com nossa obrigação e dizimar o marxismo cultural", diz o vídeo publicado por um usuário chamado "BerwickAndrew". O vídeo está dividido em quatro capítulos "O auge do marxismo cultural", "A colonização islâmica", "A esperança" e "A renovação".
Segundo o jornal norueguês Dagbladet, este vídeo resume um "manifesto" de 1.500 páginas escrito por Anders Behring Breiving. Os atentados de Oslo, que causaram ao menos 92 mortes, tiveram como alvo os símbolos da esquerda: a sede do governo de centro-esquerda norueguês e um acampamento de jovens do Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.
O homem detido pelos ataques em Oslo, Anders Behring Breivik, disse neste sábado que as ações na Noruega eram necessárias, segundo informou o advogado Geir Lippestad ao canal NRK. O atirador "explicou que foi cruel, mas que era preciso realizar estas ações", que, "evidentemente, foram planejadas há muito tempo".
Behring Breivik, 32 anos, admitiu ter participado das ações que causaram a morte de pelo menos 92 pessoas em dois ataques na sexta-feira na capital norueguesa.
Fonte: Terra Notícias

Comentário: Pelo que me consta, o verdadeiro Cristianismo não ensina as pessoas a sairem por aí atirando em outras pessoas, a colocar bombas em locais públicos e nem prega e estimula os preconceitos étnicos e raciais. Ideologias políticas e culturais travestidas de religião até hoje têm sido um dos maiores problemas enfrentados pelas culturas e civilizações no mundo, principalmente em épocas de crises sistêmicas (sócioeconômicas, políticas e ambientais)...

22 de jul. de 2011

EX-PRESIDENTES BRASILEIROS (FHC E LULA) LANÇAM SITES

Bom Dia, Leitores(as):
O Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso lançou recentemente um site apartidário (Observador Político) cuja proposta consiste em ser um espaço de caráter apartidário e politicamente independente.
O Ex-presidente Lula também lançou recentemente um site para divulgação do seu Instituto (Instituto Cidadania/Lula) e atividades políticas.
Você pode acessar o site Observador Político de FHC pelo link http://www.observadorpolitico.org.br/ ou então direto por este blog, pois o Observador Político foi anexado ao lado em Minha Lista de Blogs e Sites.
Você também pode acessar o site do Instituto Cidadania/Lula pelo link http://www.icidadania.org/ ou então direto por este blog, em HOMEPAGES-Entidades de Categorias Profissionais de Sociólogos(as), etc.

4 de jul. de 2011

CRESCE A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA AS MULHERES NO MUNDO

LÍBIA:

Um grupo de quatro médicos líbios e um advogada lançou um programa para ajudar as mulheres supostamente violentadas por tropas leais ao regime de Muammar Kadafi e tentar acabar com o estigma das vítimas na conservadora sociedade líbia.

"Não é culpa sua" ou "Uma mulher violentada é tão heroica como nossos combatentes" são alguns dos lemas que os fundadores do projeto começaram a utilizar para pôr fim ao tabu dos estupros que, em muitos casos, marginaliza as vítimas ou as condena a renunciar para sempre à possibilidade de se casar.

"Estamos oferecendo linhas de telefone para contato e confidencialidade para poder falar com as mulheres. Queremos que elas se sintam seguras", afirmou à Agência Efe a advogada Hana al Galal, doutora em direito internacional e uma das fundadoras da iniciativa.

Por enquanto o grupo está na primeira fase de ações, tentando registrar o número de casos em zonas como as de Tobruk, Misrata ou as montanhas ocidentais, onde continuam os confrontos, para depois poder abordar melhor o tratamento de cada caso.

Além disso, os iniciadores deste projeto, subsidiado pelo Ministério da Saúde do Conselho Nacional Transitório líbio (CNT), principal órgão dos rebeldes, não descartam coletar os depoimentos para apresentá-los posteriormente ao Tribunal Penal Internacional (TPI), como disse Galal.

O estupro, em muitas sociedades islâmicas, não só representa uma vergonha e humilhação para as vítimas como se transforma em uma desonra para muitas famílias. Em alguns casos, as vítimas podem chegar a ser assassinadas por algum de seus parentes para, supostamente, recuperar a honra perdida. Uma razão a mais para que estes crimes não sejam denunciados.

Na Líbia, com a explosão do conflito armado, a situação pareceu ter piorado, e alguns médicos da cidade de Ajdabiya, no leste do país, denunciaram ter encontrado preservativos e comprimidos de estimulantes sexuais nos bolsos dos combatentes de Kadafi, o que alguns interpretaram como um plano organizado para realizar ações de estupro.

"Quem pode fazer algo assim? Isso é um crime de guerra. Quem ordena violentar seu próprio povo?", questiona-se o médico Jalifa Ramadán, que retornou do Reino Unido, onde trabalhava, para participar do programa.

O primeiro caso público de abusos sexuais supostamente cometidos por membros de brigadas pró-Kadafi foi revelado em 26 de março, quando a jovem Eman al Obaidi entrou no hotel Rixos, em Trípoli, onde se hospedava a imprensa internacional, para denunciar que tinha sido violentada e golpeada por dois dias por 15 militares.

Este ato despertou a fúria dos líbios de Benghazi, segunda maior cidade do país e principal reduto dos rebeldes, que se manifestaram para mostrar sua condenação pelo ocorrido e sua solidariedade a Obaidi. O próprio presidente do CNT, Mustafa Abdeljalil, referiu-se a ela como um valente heroína por ter revelado em público o caso.

O programa, que já se estendeu por várias cidades sob controle rebelde, inclui ginecologistas e psicólogos que tentam ajudar as pacientes a superar o trauma e, em alguns casos, a aceitar o filho que nascerá como consequência do estupro.

"Temos uma equipe em Tobruk, outra em Misrata e mais pessoas com os refugiados líbios na Tunísia. Queremos ajudar o maior número possível de mulheres", ressaltou Galal.

A advogada, que se mostra consciente de que a verba recebida do CNT é baixa e que comida e combustível são prioridades mais urgentes nestes momentos, sustenta que manterá sua missão seja como for.

"Se necessário, pagarei do meu próprio bolso. Nosso objetivo é ajudar o máximo de mulheres possível. O dinheiro virá depois", ressaltou.

ÁFRICA DO SUL

Uma onda de casos de estupro e assassinatos cometidos por homens contra mulheres homossexuais, aparentemente com o objetivo de "corrigir" suas orientações sexuais, está assustando a África do Sul.

Segundo estimativas, pelo menos 31 mulheres já morreram no país vítimas desse tipo de ataque nos últimos dez anos.

Mais de dez homossexuais mulheres são estupradas - por indivíduos ou coletivamente - por semana apenas na Cidade do Cabo (sul do país), segundo a Luleki Sizwe, uma organização de apoio a vítimas de violência sexual.

Muitos outros casos não são relatados ou porque as vítimas têm medo que a polícia as ridicularize ou que seus agressores voltem a procurá-las, explicou Ndumie Funda, fundadora da Luleki Sizwe.

"Os casos reportados pela imprensa não são nem a ponta do iceberg. Lésbicas têm sido atacadas em municípios sul-africanos diariamente", disse.

Vítimas

Noxolo Nkosana, 23 anos, da Cidade do Cabo, foi vítima recentemente desse tipo de agressão. Certa noite, quando retornava para casa com sua namorada, ela foi esfaqueada por dois homens - um deles morador da mesma comunidade que ela.

"Eles estavam andando atrás de nós. Começaram a me xingar e a gritar: 'Ei, sua lésbica, vamos te mostrar'", relatou Nkosana à BBC. Antes que pudesse reagir, ela foi atacada com uma faca em suas costas - dois golpes rápidos, que a derrubaram. Semiconsciente, sentiu mais duas facadas. "Tinha certeza de que eles iam me matar."

Em abril, Noxolo Nogwaza foi estuprada por oito homens e morta no município de KwaThema, perto de Johanesburgo. Sua face e sua cabeça ficaram desfiguradas por conta das pedradas que recebeu. Ela foi atacada também com pedaços de vidro.

Em 2008, um outro caso teve forte repercussão. A ex-jogadora de futebol e ativista dos direitos homossexuais Eudy Simelane foi estuprada por uma gangue e esfaqueada 25 vezes no rosto, no tórax e nas pernas. Dois dos acusados foram condenados pela Justiça, e outros dois foram absolvidos.

Relatos de vítimas que foram ridicularizadas por policiais também são constantemente relatados pela comunidade gay do país. "Alguns policiais dizem: ''Como você pode ser estuprada por um homem se não se sente atraída por eles?'' Eles pedem que você explique como se sentiu ao ser violentada. É humilhante", contou Thando Sibiya, homossexual da comunidade de Soweto, em Johanesburgo.

Ela disse também conhecer duas pessoas que denunciaram terem sido estupradas à polícia, mas desistiram do caso por terem sido maltratadas pelas autoridades.

"Não-africano"

Para alguns, a origem do problema está nos bolsões conservadores da sociedade africana que não aceitam a homossexualidade, em especial entre mulheres.

"As sociedades africanas ainda são patriarcais. Ensinam às mulheres que elas devem se casar com homens, e qualquer coisa que escape disso é vista como errada", declarou Lesego Tlhwale, do grupo de defesa dos direitos dos homossexuais africano Behind the Mask.

"O casamento entre duas mulheres é visto como algo não-africano. Alguns homens se sentem ameaçados por isso e tentam ''consertar'' (a situação)." Ela notou que as mulheres que foram mortas nos ataques recentes são descritas como masculinizadas.

"(Os agressores) dizem que elas estão roubando suas namoradas. É um senso distorcido de posse e uma necessidade de proteger sua masculinidade."

A África do Sul é o único país do continente - e um de apenas dez no mundo - que legalizou o casamento homossexual. A Constituição proíbe especificamente qualquer tipo de discriminação por orientação sexual. Mas, na prática, o preconceito permanece comum.

Nas ruas de Johanesburgo, é fácil encontrar homens que apoiem a ideia do "estupro corretivo". "É como se (as lésbicas) estivessem dizendo a nós, homens, que não somos bons o suficiente", opinou Thulani Bhenu à BBC.

Registros

Pouquíssimos casos de agressões contra lésbicas resultaram em condenações judiciais. Ninguém sabe ao certo quantos dos 50 mil casos de estupro reportados anualmente na África do Sul são cometidos contra homossexuais, já que a orientação sexual das vítimas não é registrada.

Mas, após a morte de Nogwaza - e de um abaixo-assinado com 170 mil assinaturas de todo o mundo pedindo o fim dos "estupros corretivos" - o Departamento de Justiça local começou a montar uma equipe cuja missão é desenvolver uma estratégia de combate a crime homofóbicos.

Também está em debate a adoção de penas mais duras para casos em que a orientação sexual da vítima seja um fator determinante no crime. Noxolo Nkosana teme ser atacada novamente, mas se recusa "a voltar para o armário", ou seja, de fingir que é heterossexual.

"Fizeram de mim uma vítima em meu próprio bairro, mas não vou deixar que eles vençam", disse. "Não podem impedir que eu seja quem eu sou." Lesego Tlhwale, do grupo Behind the Mask, diz que as homossexuais estão, em geral, bastante preocupadas. "Estamos observando um aumento nos ataques contra lésbicas nos meses recentes. Todas estão com medo de ser a próxima vítima."

REPÚBLICA DO CONGO

Tropas sob comando de um ex-combatente rebelde da República Democrática do Congo (RDC) estupraram 248 mulheres entre 10 e 13 de junho, segundo um cálculo da AFP baseado em informações de fontes médicas da província de Kivu do Sul (leste).

Um porta-voz da ONU confirmou nesta sexta-feira que 121 mulheres foram estupradas apenas na localidade de Nakiele, como afirmou o médico do hospital à AFP.

Segundo o chefe do povoado de Nakiele, Losema Etamo Ngoma, entrevistado pela AFP, 150 soldados armados dirigidos pelo coronel Niragire Kulimushi, ou "Kifaru", cometeram estes estupros, assim como saques.

O coronel Vianney Kazarama, porta-voz das força armadas da RDC (FARDC) em Kivu do Sul, negou que o coronel Kifaru estivesse envolvido nos estupros.

Kifaru é um ex-membro da milícia opositora Mai Mai que se incorporou ao exército nacional.

Fonte: Terra Notícias

26 de jun. de 2011

DILMA E CRISTINA KIRCHNER FELICITAM JOSÉ GRAZIANO POR SER O PRIMEIRO PRESIDENTE BRASILEIRO A PRESIDIR A FAO

Brasil:
A presidente Dilma Rousseff (PT) manifestou neste domingo sua "enorme satisfação" pela eleição de José Graziano da Silva como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). "Sua reconhecida contribuição na formulação bem-sucedida da estratégia governamental de assegurar o direito dos povos à alimentação, aliada às sólidas credenciais acadêmicas e ao profundo conhecimento da FAO conferem a José Graziano qualificações essenciais para o cargo que ocupará nos próximos quatro anos", disse Dilma em comunicado.
A presidente acrescentou que a escolha de um brasileiro "reflete o reconhecimento da comunidade internacional nas transformações socioeconômicas em curso" no País. Em sua opinião, a decisão também simboliza o reconhecimento do "compromisso do Brasil de introduzir a luta contra a fome e a pobreza no centro da agenda internacional".
A governante apelou ao "multilateralismo" e ao esforço por uma maior solidariedade e cooperação entre povos e nações. De nacionalidade brasileira e italiana, Graziano é formado em Agronomia e é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas. Em 2001 participou da coordenação do programa Fome Zero no País e em 2003 o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nomeou ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome.
Em março de 2006 foi nomeado representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe e subdiretor-general da organização.
Argentina:
O Governo argentino afirmou neste domingo que a eleição do brasileiro José Graziano da Silva como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) foi "cheia de orgulho e satisfação" ao país.
"A República Argentina apoiou a candidatura de Graziano desde o início e colaborou ativamente em sua campanha", informou um comunicado da Chancelaria do país sul-americano.
"A eleição de Graziano não é apenas um reconhecimento ao compromisso do Brasil em políticas de luta contra a fome e de aumento da produção de alimentos, mas é também a toda nossa região que compartilha o esforço atrás de ditos objetivos", acrescentou a pasta.
José Graziano da Silva foi eleito neste domingo por 92 votos, frente aos 88 obtidos por seu adversário, o ex-ministro de Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos.
O diretor-geral eleito conseguiu se eleger graças a muitos votos da América Latina que o apoiou, com exceção do México, que votou em Moratinos.
José Graziano da Silva, que sucederá o senegalês Jacques Diouf, tomará posse de seu novo cargo no 1º de janeiro de 2012.
Fonte: Terra Notícias