CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

26 de fev. de 2011

NAÇÕES UNIDAS CELEBRAM INÍCIO DAS ATIVIDADES DA ONU MULHERES

As Nações Unidas celebraram nesta quinta-feira com uma grande cerimônia o início oficial de sua nova agência, a ONU Mulheres, com a qual se compromete a combater a discriminação e derrubar as barreiras que ainda impedem o desenvolvimento pleno da mulher em todos os aspectos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a diretora-executiva da nova agência, Michelle Bachelet, lideraram a cerimônia na Assembleia Geral do organismo, que contou ainda com as participações da atriz Nicole Kidman e da cantora colombiana Shakira, entre outras personalidades.
"A ONU aposta na mulher porque é o correto e porque é inteligente, talvez uma das coisas mais inteligentes que podemos fazer. Apoiarei a ONU Mulheres de todas as formas que puder, com minha energia e compromisso", prometeu Ban em seu discurso.
De acordo com Ban, os esforços diplomáticos para estabelecer a ONU Mulheres fazem parte de um movimento global que procura pôr um fim definitivo na desigualdade, dar poder à mulher e erradicar a violência sexual.
Essas são as metas estabelecidas por Bachelet para a agência, cuja criação atribuiu ao descontentamento com o "ritmo lento" das mudanças na luta pela igualdade de gêneros e a erradicação dos obstáculos impostos ao desenvolvimento socioeconômico da mulher.
"Minha própria experiência me demonstrou que não há limites para o que pode conseguir uma mulher", assegurou a ex-presidente do Chile, que arrancou entusiasmados aplausos do público com esta frase.
Bachelet lembrou que os indicadores internacionais demonstram que os países com maior igualdade entre gêneros são os mais prósperos, enquanto as empresas privadas que contam com mais mulheres em postos de responsabilidade alcançam melhores resultados econômicos.
Em sua opinião, a nova agência tem início "em um momento histórico", de grande potencial e oportunidades para a mulher, o que deve ser aproveitado.
A Assembleia Geral das Nações Unidas autorizou a criação da ONU Mulheres no fim de 2009, após longos anos de debates sobre a necessidade da agência.

FONTE: Terra Notícias.

25 de fev. de 2011

Marta Suplicy Condena Abuso Policial Contra Ex-Escrivã em São Paulo -



Claro constrangimento e abuso de autoridade. Não publiquei o vídeo por que achei de uma violência angustiante, como mulher me senti extremamente constrangida.

22 de fev. de 2011

ORIENTE MÉDIO CONTINUA EM EBULIÇÃO...

CONHEÇA OS NEGÓCIOS DE MUAMAR KADAFI NA ITÁLIA:
Do UniCredit a Finmeccanica, passando pela ENI e a Juventus de Turim, o regime de Muamar Kadhafi investiu os "petrodólares" nas empresas da Itália, que obteve em troca petróleo líbio e contratos valiosos no país do norte da África.
Os laços entre os dois países foram reforçados após a assinatura, em agosto de 2008, de um acordo histórico para indenizar as consequências do colonialismo italiano (1911-1942) com cinco bilhões de dólares em 25 anos.
O chamado "pacto de amizade" incluiu um pedido de desculpas solene da Itália pelo período da colonização, que matou 100.000 pessoas de uma população de 800.000 neste país rico em petróleo.
Graças ao acordo, a Líbia, que já investia em empresas italianas e chegou a possuir 10% da Fiat, que depois cedeu, reforçou a presença em grandes grupos italianos.
Segundo o jornal econômico Il Sole 24 Ore, o valor das ações que a Líbia possui na Itália alcança 3,6 bilhões de euros (4,9 bilhões de dólares).
Um sintoma da relação estreita é a preocupação que a violência na Líbia gera, com a queda de 3,9% da Bolsa de Milão na segunda-feira.
O maior investimento da Líbia na Itália é o UniCredit. No fim de 2008, em plena crise financeira mundial, o Banco Central líbio adquiriu 4% do maior banco italiano, que passava por problemas graves.
Com a entrada da Libyan Investment Authority (LIA) ano passado, a Líbia se tornou o maior acionista do UniCredit (com 7,582%), atualmente um dos maiores bancos da Europa.
A LIA controla desde janeiro 2,01% do grupo aeronáutico e de defesa Finmeccanica, controlado pelo Estado italiano.
A Líbia tem quase 0,5% da empresa de petróleo ENI. A autoridade que controla a Bolsa não foi informada sobre a participação porque é inferior a 2%.
O governo do coronel Khadafi informou em 2008 que estava interessado em adquirir de 5 a 10% da ENI, mas o negócio não foi concretizado.
Através do Libyan Arab Foreign Investment Company, Trípoli é proprietária de 7,5% do clube de futebol Juventus de Turim, um dos maiores da Itália.
A Líbia já anunciou interesse no grupo de energia Enel e na gigante das comunicações Telecom Italia, mas nenhum acordo foi concretizado.
Em troca de tudo isso, a Itália recebe um terço do petróleo da Líbia, onde a ENI é a maior produtora estrangeira.
Muitas empresas italianas assinaram contratos de valores altos para a construção de estradas, universidades, ferrovias e hotéis, o que tem beneficiado a Itália com uma chuva de "petrodólares".
A antiga potência colonial é o maior parceiro comercial da Líbia: em 2009 a Itália ocupava o primeiro lugar no destino das exportações líbias (20%) e era, ao mesmo tempo, o principal exportador para o país do Norte da África (17,5%).
Um total de 180 empresas italianas atuam na Líbia, onde moram 1.500 italianos.

KADAFI MANDOU SABOTAR PETRÓLEO NA LÍBIA, DIZ COLUNISTA:
Um colunista da revista Time disse na terça-feira, citando uma fonte próxima ao governo líbio, que o líder Muammar Gaddafi ordenou que suas forças de segurança sabotassem instalações petrolíferas do país, tomado por uma onda de protestos populares na última semana. Em artigo publicado no site da Time, Robert Baer disse que a sabotagem começará pela explosão de oleodutos que chegam ao Mediterrâneo. Mas ele acrescentou que a mesma fonte havia lhe dito há duas semanas que os distúrbios nos países vizinhos jamais chegariam à Líbia, previsão que se revelou errada.
"Entre outras coisas, Gaddafi ordenou aos serviços de segurança que comecem a sabotar as instalações petrolíferas", escreveu Baer. "A sabotagem, segundo o informante, se destina a servir como mensagem às tribos rebeladas da Líbia: sou eu ou o caos." Várias empresas petrolíferas já interromperam suas atividades na Líbia devido à tensão política. As forças de segurança têm reprimido violentamente os protestos em todo o país, e alguns membros do governo já abandonaram Gaddafi.
Baer, ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA) no Oriente Médio, disse que a fonte lhe informou que até segunda-feira Gaddafi contava com a lealdade de apenas cerca de 5.000 membros do Exército, que tem um total de 45 mil soldados. Parafraseando essa fonte, ele disse que Gaddafi também ordenou a libertação de militantes islâmicos, na expectativa de que eles também contribuam para semear o caos.
Mundo árabe em convulsão :
A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.
No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.
Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança; em meio à onda de violência, um filho de Kadafi foi à TV estatal do país para tirar a legitimidade dos protestos, acusando um "complô" para dividir o país e suas riquezas. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.
Além destes países árabes, um foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população.
FONTE: Terra Notícias.

3 de fev. de 2011

AS REBELIÕES QUE ESTÃO ABALANDO O MUNDO ÁRABE E A GUERRA CIBERNÉTICA

As rebeliões que atingiram a Tunísia e fizeram o presidente Zine El Abidine Ben Ali deixar o poder em 14 de janeiro ainda estão abalando o mundo árabe, onde diversos líderes estão no poder há mais de 20 anos.
Egito
Em 25 de janeiro, teve início um protesto sem precedentes contra o regime do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981. Na terça-feira passada, Mubarak disse que não tentaria a reeleição em setembro, e facilitou as condições para que candidatos rivais se candidatassem. Mas as concessões foram rejeitadas pela oposição, e a violência tomou conta da praça Tahrir, no Cairo, que foi palco de confrontos entre simpatizantes e opositores de Murarak. De acordo com dados da ONU, ao menos 300 morreram nos protestos.
Iêmen
Os protestos vêm aumentando desde meados de janeiro, exigindo a saída do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978. Nesta quinta-feira, milhares de manifestantes protestaram em Sanaa em um "dia de ira", pedindo a retirada de Saleh, enquando um número semelhante de apoiadores do governo invadiram a praça central. Na quarta-feira, Saleh disse que não estenderia seu mandato.
Jordânia
O rei Abdullah II, da Jordânia, que está no poder desde 1999, demitiu seu gabinete na terça-feira desta semana, depois de semanas de protestos, mas sua escolha para primeiro-ministro não satisfez as demandas por reformas da oposição islâmica. A rebelião começou em 14 de janeiro, quando milhares de jordanianos ocuparam as ruas de Amã e outras cidades em protesto contra o aumento dos preços dos alimentos, do desemprego e da pobreza. O principal partido de oposição convocou mais um dia de protestos na sexta-feira.
Síria
Na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad está no poder desde 2000, um grupo de ativistas on-line convocou um "dia de ira" depois das orações semanais muçulmanas de sexta-feira para acabar com o que eles chamam de "corrupção e tirania". Em 29 de janeiro, forças de segurança impediram que jovens se reunissem nos arredores da embaixada egípcia em Damasco para expressar solidariedade às rebeliões no Egito.
Argélia
Na Argélia, onde o presidente Abdelaziz Bouteflika está no poder desde 1999, cinco dias de protestos no início de janeiro contra os altos preços resultaram em cinco mortos. Um protesto em prol da democracia está previsto para 12 de fevereiro, e foi banido pelas autoridades. Mas Bouteflika informou nesta quinta-feira que o proclamado estado de emergência, em vigor há 19 anos no país, será levantado "em um futuro próximo".
Sudão
O presidente sudanês, Omar al-Bashir, está no poder desde 1989. Descontentamentos políticos e econômicos provocaram protestos de rua esporádicos no norte do Sudão nas últimas semanas. Ao menos 64 foram presos e muitos ficaram feridos.
Omã
Em torno de 200 omanis protestaram em 17 de janeiro contra os altos preços e a corrupção. O sultão Qaboos está no poder desde 1970.
Mauritânia
O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, tomou o poder em um golpe militar em agosto de 2008 e foi mais tarde eleito presidente em julho de 2009. Em meados de janeiro, milhares de pessoas protestaram em Nouakchott contra o aumento de preços.
Marrocos
No Marrocos, onde o rei Mohammed VI está no poder desde 1999, o governo, em meio aos protestos na Argélia e na Tunísia, informou em 25 de janeiro que manteria subsídios às necessidades básicas.
Protestos convulsionam o Egito:
Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet, principalmente pelo uso da hashtag #Jan25 no Twitter -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.
A guerra cibernética, como a travada contra o Irã no ano passado, oferece aos países avançados uma alternativa à força militar "horrível", disse o vice-primeiro-ministro de Israel, Dan Meridor, na quinta-feira.
"A guerra é horrível, terrivelmente horrível", disse Meridor a diplomatas e jornalistas presentes no Centro para Assuntos Públicos de Jerusalém.
"Nos tempos modernos, como a guerra está o tempo todo na televisão, as pessoas veem isso e não aguentam. Há limites. Há um preço que você paga."
E acrescentou: "Como é difícil, buscam-se outras formas. Uma dessas outras formas é a comunidade de inteligência do mundo todo tentando fazer coisas que não parecem tão horríveis, não matam pessoas."
Ele não quis falar sobre o misterioso vírus Stuxnet encontrado nas redes iranianas no ano passado, mas as declarações dele salientaram as dúvidas israelenses em se fazer uma ameaça velada para o uso da força contra o programa nuclear de seu arquiinimigo.
"E todo o mundo que não está na tela, o mundo cibernético... torna-se mais importante no conflito entre as nações. É um novo campo de batalhas, não com armas, mas com uma outra coisa", afirmou ele.
Meridor, que supervisiona os serviços de espionagem e os assuntos nucleares de Israel, afirmou que o país aprendeu com a cobertura de notícias e da censura do público aos seus conflitos com seus inimigos.
Nos últimos dois anos, as autoridades israelenses revelaram sem alarde capacidades cibernéticas que, segundo elas, são um pilar central da estratégia de defesa.
Elas também indicaram ter organizado campanhas de sabotagem para atrapalhar os projetos iranianos de enriquecimento de urânio e de mísseis, vistos por Israel como uma ameaça potencialmente mortal.
Embora Israel tenha a reputação de ser o único país do Oriente Médio com arsenal atômico, muitos analistas consideram as forças convencionais de Israel muito pequenas para infligir um dano duradouro às instalações nucleares iranianas, que estão distantes, espalhadas e bem protegidas.

FONTE: Terra Notícias

31 de jan. de 2011

EGÍPCIOS DRIBLAM BLOQUEIO DA INTERNET COM TECNOLOGIA 'RETRÔ'

Aparelhos com tecnologias já antigas como máquinas de fax, aparelhos de rádio amador e modems discados estão ajudando manifestantes egípcios a evitar o bloqueio imposto pelo governo à circulação de informações.
No dia 27 de janeiro, a internet foi quase que inteiramente bloqueada no Egito por ordem do governo, devido à onda de protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak. Mas nessa situação, as tecnologias "velhas" continuaram funcionando e provaram ser uma saída para os manifestantes.
Por meio delas os ativistas estão tendo acesso a informações vindas do exterior e também circulam dicas sobre como evitar mecanismos de controle de informação dentro do Egito.
Listas de números
Modems discados têm sido uma das mais populares rotas para que os egípcios consigam utilizar a internet. Extensas listas de números internacionais que podem ser conectados aos aparelhos estão circulando no Egito, graças a ativistas da internet.
Provedores de internet em vários países como França, Estados Unidos, Suécia e Espanha montaram redes de modems que aceitam chamadas internacionais de modo a receber e passar informações para os manifestantes. Muitos até abriram mão da cobrança de taxas para permitir que mais pessoas se conectem.
Mas são poucas as linhas telefónicas egípcias que permitem realizar chamadas internacionais que permitam uma conexão com os modems. O blog Manalaa deu dicas sobre como usar conexão discada utilizando bluetooth, um telefone celular e um laptop. De acordo com o blog, o custo das chamadas internacionais pode ser "caro", mas ele é bom o suficiente para "comunicação urgente". O texto foi publicado em vários blogs, copiado e enviado por muitos outros.
O grupo We Re-Build, que milita por acesso de internet sem monitoramento em toda a Europa, disse que também está acompanhando algumas frequências de rádio amador e que vai repassar quaisquer mensagens recebidas, seja por voz ou por código morse.
Máquinas de fax também vêm sendo utilizadas por ativistas online e outros que buscam contactar pessoas dentro do Egito e passar informações sobre como restaurar o acesso à internet. O grupo de ativistas da internet conhecido como Anonymous, por exemplo, vem utilizando faxes para passar informações para estudantes em diversas escolas do país.
Ajuda internacional
Apesar de a maior parte das conexões de internet do Egito ter sido suspensa, o provedor egípcio Noor parece ter ficado online em grande parte porque ele conecta a Bolsa de Valores do país e as filiais egípcias de muitas empresas ocidentais com outras nações.
Relatos vindos do Cairo sugerem que muitas empresas e pessoas que são assinantes do Noor retiraram as suas senhas, de modo a permitir que outros possam "pegar carona" em suas conexões Wi-Fi. Militantes também divulgaram um documento intitulado Vinte Maneiras de Contornar o Bloqueio da Internet pelo Governo Egípcio, contendo as formas mais eficazes de permitir que a população do país troque informações.
Alguns egípcios relataram ter conseguido utilizar sites como Google, Twitter e Facebook utilizando os endereços numéricos desses sites em vez de o nome deles em inglês. As redes de telefone celular também não escaparam à interferência oficial. Na sexta-feira, a companhia Vodafone Egypt disse ter sido bloqueada em algumas áreas, assim como todas as demais operadoras do país.
Para contornar esse bloqueio, ativistas fizeram circular os telefones de centrais de envios de mensagens, o que permitiu que alguns locais seguissem usando serviços como o Twitter.
FONTE: Terra Notícias.
Comentário: Quando se fala em estratégia, é sempre importante ter o plano "A" e plano "B", ter o novo e o antigo até mesmo em relação à tecnologia, não é mesmo?

GANÂNCIA E DESPOTISMO SÃO FONTES DA REVOLTA ÁRABE

Os povos árabes estão se rebelando contra dirigentes "corruptos" e "arrogantes", acusados de administrar o Estado como se fosse uma propriedade particular, e contra um modelo que combina a "abertura selvagem dos mercados e um despotismo medieval", estimam analistas.
Ao examinar as causas da onda de manifestações que abalam os países árabes, Bourhane Ghalioune, diretor do Centro de Estudos Árabes da Sorbonne de Paris, destaca a existência de uma "elite corrupta, apoiada pelos países ocidentais".
"Seu único estímulo é a acumulação de riquezas, quando seus predecessores exibiam uma vontade de mudar a vida dos mais pobres", indica Ghalioune.
"Além disso, os dirigentes que se agarram ao poder há 30 anos querem que a sucessão ocorra em família, o que a população percebe como uma provocação", afirma Ghalioune, professor de sociologia política, de origem síria.
Na Síria, por exemplo, Bashar al Assad sucedeu o pai, morto no ano 2000, enquanto Hosni Mubarak deseja transmitir o poder ao filho Gamal no Egito.
A queda do presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, após 23 anos no poder, e a onda de protestos sem precedentes que Mubarak agora enfrenta simbolizam "o fracasso de um modelo que combina uma abertura selvagem para os mercados a um despotismo medieval", destaca o catedrático da Sorbonne.
"As regiões do Oriente Médio e do norte da África são as mais repressoras do mundo, onde 16 de 20 países podem ser classificados como autoritários", explica Ghalioune, referindo-se às categorias estabelecidas pela Economist Intelligence Unit (EIU).
Iraque, Líbano, a Autoridade Palestina e Israel são considerados "regimes híbridos", e todos os demais são catalogados como autoritários.
Todos os países estão situados na metade inferior do tabuleiro mundial, que inclui 167 países.
Outro catedrático, Ghassan Salamé, professor de Ciências Políticas em Paris, fala em uma evolução calamitosa nos últimos 30 anos, embora o mundo árabe esteja familiarizado com a tirania desde a descolonização.
"Burguiba e Bumedian viviam de forma austera e não consideravam o Estado como sua propriedade", afirma Salamé.
Habib Burguiba, pai da independência tunisiana, governou durante 30 anos a partir de 1957, e Huari Bumedian presidiu a Argélia de 1965 a 1978.
Para Salamé, "nos anos 70, esses regimes começaram a se voltar para o neoliberalismo, utilizando-o para seu proveito, e a governar de forma corrupta, apoderando-se de setores inteiros da economia".
A revolta nasceu da rejeição a uma minoria que enriquece enquanto a maioria vive na pobreza, e reivindica a liberdade de expressão.
"As sociedades árabes estavam a ponto de explodir há anos. Que a faísca tenha saltado na Tunísia e o fogo tenha se espalhado pelo Egito foi uma coisa do acaso", argumenta Paul Salem, diretor do Centro Carnegie para o Oriente Médio, com sede em Beirute.
"O mais notável nestas revoltas é que as metas que mobilizam milhares de pessoas na Tunísia e no Egito são os direitos humanos e civis, a democracia social e a justiça econômica", diz Salem.
"Trata-se de um programa democrático, não ideológico", destaca.
"Nos últimos 30 anos, a única oposição verdadeira aos regimes autoritários era o movimento islâmico. Mas, na realidade, os movimentos no Egito e na Tunísia conseguiram em poucas semanas o que os partidos islâmicos não conseguiram em décadas".
"Isso prova que a democracia tem atualmente uma ressonância mais potente que o islamismo, o nacionalismo árabe ou as ideias de esquerda", conclui Salem.
Fonte: Terra Notícias

28 de jan. de 2011

EGÍPCIOS BURLAM CENSURA DO DITADOR À INTERNET E A REVOLTA CONTINUA SE ESPALHANDO CONTRA OS REGIMES TOTALITÁRIOS PELO MUNDO ÁRABE

Os milhares de manifestantes que nesta terça-feira foram às ruas do Egito protestar contra o regime de Hosni Mubarak aqueceram as redes sociais e conseguiram burlar o bloqueio imposto ao Facebook e Twitter.
As redes sociais foram fundamentais para articular os protestos dos opositores egípcios ao Governo de Mubarak, por isso as autoridades egípcias bloquearam alguns sites que emitiram os protestos ao vivo, como o Bambuser e os jornais digitais Dostor e Badil, informou nesta quarta-feira a Rede Árabe pelo direito à informação.
Esta plataforma, que defende a liberdade de informação, denunciou em comunicado que o Governo "deu mais um passo na repressão das liberdades civis".
"Além de atacar manifestantes que não faziam outra coisa além de utilizar o direito à liberdade de expressão - acrescentou -, bloqueou sites que cobriam os protestos".
A internet começou a ser um aliado dos egípcios contrários ao regime de Mubarak com as mobilizações de 6 de abril de 2008, quando uma greve geral foi convocada em protesto pela alta do preço dos alimentos e contra a gestão do presidente do Egito.
Desde então, se transformou em uma ferramenta fundamental para os opositores a Mubarak, que encontraram nos blogs e nas redes sociais uma plataforma de expressão que não tinham no país.
Apesar do bloqueio das redes sociais, os internautas encontraram formas de burlar a censura e trocaram impressões sobre a jornada anterior,além de convocar uma mobilização para esta quarta-feira através do Twitter.
"Ontem todos éramos tunisianos, hoje todos somos egípcios e amanhã todos seremos livres", dizia uma das mensagens mais divulgadas na rede social.
De todo o mundo choveram ofertas de pessoas com conhecimentos informáticos para realizar ataques aos sites do Governo egípcio e às páginas de companhias de telefonia celular, acusadas por internautas de terem cancelado números de telefone de alguns ativistas.
Soldados faziam sinais de vitória na noite desta sexta-feira dirigidos a milhares de manifestantes, que enfrentaram o toque de recolher imposto na capital egípcia e que, algumas horas antes, gritavam ainda a plenos pulmões: "o povo quer a queda do regime".
Mais de duas horas após a imposição do toque de recolher pelo presidente egípcio Hosni Mubarak, caminhões militares circulavam no centro da cidade do Cairo, perto da praça da Ópera, e militares acenavam para a população, recebendo aplausos.
Alguns populares chegaram até a subir nos tanques e policiais apertavam as mãos de manifestantes, constatou a AFP.
"Não sabemos ainda de que lado está o exército (...) Mas é verdade que respeitamos os militares", acrescentou um outro jovem que participava de passeata com milhares de outros no bairro Dokki, duas horas após a imposição do toque de recolher às 18h (16h GMT).
Os prédios e locais públicos estavam pichados com frases contra o governo. O fim das orações de sexta-feira soou como o início de uma maratona contra o poder, com milhares de pessoas tomando de assalto as ruas, em meio ao aplausos dos passantes, para exigir a saída do presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.
"Liberdade!", gritavam manifestantes, sob o olhar espantado de policiais de escudo e capacete perto da célebre mesquita al-Azhar, no bairro histórico de Khan al-Khalili.
Um pouco antes, na mesma praça da Ópera, dezenas de manifestantes retornarvam sangrando do local, depois de choques com a polícia. Num jovem, com o torso nu, podia-se ver os sinais do impacto das balas de borracha.
A sede do Partido Nacional Democrata (PND no poder) no centro do Cairo foi incendiada, segundo um fotógrafo da AFP.
FONTE: Terra Notícias

22 de jan. de 2011

ATIVISMO NA INTERNET ACELEROU QUEDA DE DITADOR NA TUNÍSIA

TARIQ SALEH
Direto de Beirute

A renuncia do ditador tunisiano Zine Al-Abidine Ben Ali no dia 14 de janeiro após quase um mês de violentos protestos teve a ajuda de um forte movimento na internet, entre blogueiros, usuários do Twitter e a rede social Facebook. Muitas das imagens que chegavam às grandes emissoras de TV internacionais foram feitas por ativistas nas ruas da capital Túnis.
Durante as semanas de violência e manifestações da população contra a corrupção, altas dos preços, desemprego e falta de democracia, vídeos começaram a aparecer no Facebook e Twitter mostrando a repressão imposta pelas forças de segurança do governo da Tunísia.
A mídia internacional rapidamente usou as imagens e as informações nas redes sociais e blogs de jornalistas locais e ativistas como fonte, mostrando uma mudança no comportamento das redações na busca de fontes. "Aproximadamente 3,6 milhões de tunisianos se conectam diariamente. A maioria das manifestações, incluindo aquela em frente ao palácio presidencial de Ben Ali foi organizada através do Facebook", contou a uma rádio francesa Phillip Rochot, um morador de Túnis.
A censura da mídia era uma das armas cruciais do regime de Ben Ali durante os 23 anos em que esteve no poder. Como em muitos países do mundo árabe, em que governos autoritários controlam jornais e emissoras de rádio e TV, o ativismo na internet se tornou a única maneira de cidadãos manifestarem suas frustrações.
Sites de compartilhamento de vídeos foram banidos na Tunísia até o dia anterior à renuncia de Ben Ali, quando o próprio presidente anunciou uma série de site que seriam bloqueados, como o YouTube.
Facebook
Mas o governo não contava com a força do Facebook, que permaneceu acessível na rede mundial e foi, segundo analistas, o grande responsável pelas imagens que correram o mundo com os protestos e repressão da polícia tunisiana, que deixou um saldo de mais de 60 pessoas mortas e centenas de feridos.
"Embora ativistas e jornalistas tenham usado outras mídias sociais também, o Facebook foi o grande culpado pela queda de Ben Ali. Através da rede social, jovens organizaram suas ações nas ruas, deixando o governo sem controle da informação", disse Magda Abu-Fadil, diretora do Programa de Treinamento em Jornalismo da Universidade Americana de Beirute, no Líbano.
De acordo com Mukhtar Trifi, diretor de Liga Tunisiana de Defesa dos Direitos Humanos, o Facebook virou uma forma de expressão para a maioria dos jovens desempregados da Tunísia, apesar do medo e repressão no país. "Vários problemas assolavam o país, todos sabiam mas ninguem falava a respeito. Nesse cenário, o Facebook virou a arma da juventude", disse ele ao prestigiado site americano The Huffington Post.
Ele explicou que a derrubada do poder de Ben Ali não teria sido possível sem o opoio do exército, mas que os tunisianos inundaram o Facebook com vídeos amadores com imagens da repressão policial, esquadrões de atiradores e violentos protestos em suas contas no Facebook direto de suas casas ou cybercafés.
"Muitos tunisianos tinham amigos e familiares morando fora do país, como na França e resto da Europa. Assim que os vídeos estavam na rede, eles se multiplicavam nas contas destes amigos, tornando impossível o controle pelo regime de Ben Ali", reiteirou Phillip Rochot.
Twitter e confiabilidade
Mas o fenômeno das redes sociais na cobertura de um grande evento começou em 2009, quando a conturbada eleição presidencial no Irã levou centenas de milhares de pessoas às ruas de várias cidades em protesto contra o resultado, que reelegeu o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Acusando o governo de fraudar o resultado do pleito, a oposição, liderada por seu candidato derrotado Mir Hussein Moussawi, mobilizou simpatizantes nas ruas que foram duramente reprimidos pela polícia e milícias pró-governo.
Com a mídia internacional censurada e controlada no país, as imagens dos protestos eram feitos pelos celulares e enviados pelo Twitter, onde as emisorras internacionais usavam para transmitir o que acontecia no país.
Uma das grandes questões que envolvem o uso das mídias sociais por jornalistas envolve a confiabilidade e credibilidade da informação.
Segundo Firas Al-Atraqchi, professor de Jornalismo da Universidade Americana do Cairo, nas primeiras duas semanas dos protestos na Tunísia, as informações que chegavam aos jornalistas internacionais vinha das redes sociais.
"O Twitter foi crucial para informar observadores e jornalistas estrangeiros. O Facebook foi atacado depois que o governo percebeu que imagens estavam chegando ao mundo através do site e desesperadamente tentou atacar e fechar contas de vários usuários", escreveu ele também em um artigo no The Huffington Post.
Para ele, as informações devem ser filtradas, em que as redações devem selecionar as imagens e depoimentos vindas de pessoas que estão testemunhando os eventos que acontecem em primeira mão.
"Uma das maneiras de fazer isso era pegar as informacões e imagens vindas de pessoas que se identificavam e depois checar se estas informações estavam sendo repetidas por outras pessoas. Depois, havia a confirmação por telefone com ONGs ou fontes oficiais para corroborar os fatos", disse ele.
Jovens no Oriente Médio vêm cada vez mais escolhendo o Twitter e Facebook como ferramentas para organizar protestos e quebrar anos de silêncio e repressão em seus países.
"Redes sociais não podem ser controladas pelos governos autoritários, é uma bola de neve que eles não têm como segurar. A informação está aí, e qualquer pessoa pode ter acesso. Nós não podemos mais ignorar isso", salientou Magda Abu-Fadil, de Beirute.
Fonte: Terra Notícias.

19 de jan. de 2011

A EQUAÇÃO DAS CRISES SISTÊMICAS: FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO-POLÍTICO, OPRESSÃO SÓCIOECONÔMICA-POLÍTICA, CORRUPÇÕES, VIOLÊNCIAS E DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

LIGA ÁRABE DISCUTE REVOLTA DAS POPULAÇÕES ÁRABES COMO DA TUNÍSIA

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, pressionou nesta quarta-feira os países desta região a dar uma resposta para "a cólera e a frustração sem precedentes" demonstradas por suas populações, que se originaram da revolta na Tunísia. "A revolução na Tunísia não afastou isto que discutimos aqui", declarou Moussa durante a cúpula dos países árabes no Egito que reuniu 22 membros da organização pan-árabe, consagrada a questões econômicas e sociais, em Sharm el-Sheikh, sul do Mar Vermelho.
"A alma árabe é enfraquecida pela pobreza, pelo desemprego e a queda nos índices de desenvolvimento", acrescentou, destacando a necessidade de conseguir atingir "conquistas reais" para melhorar as condições de vida. "A maioria desses problemas não foi resolvida", disse, ao afirmar que "os cidadãos árabes estão cheios de ira e frustração como nunca antes".
Essa cúpula de um dia constitui a primeira reunião de chefes de Estado árabes desde a fuga, na última sexta-feira, sob a pressão popular, do presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, após 23 anos de reinado. Os dirigentes, no entanto, se limitaram, em uma declaração final que não menciona a Tunísia, a "avançar em matéria de desenvolvimento humano, tecnológico e econômico".
A declaração acrescenta que "os desafios enfrentados pela região no domínio do desenvolvimento não são menos importantes do que os desafios políticos". Em sua única medida concreta, a cúpula confirmou um compromisso, estabelecido durante o encontro econômico árabe anterior de 2009 no Kuwait, que cria um fundo de US$ 2 bilhões para ajudar as pequenas e médias empresas e fomentar o trabalho. Esse fundo já recebeu US$ 1,4 bilhão.
Inúmeros governos árabes minimizaram nesses últimos dias as previsões de que a crise tunisiana poderia se reproduzir em outros países da região, deixando transparecer à vezes suas preocupações ante a situação. Argélia, Egito, Mauritânia e outros países árabes registraram no período uma série de imolações por fogo, similares ao gesto do jovem vendedor ambulante tunisiano, em meados de dezembro, que marcou o início da revolta que derrubou o presidente Ben Ali.

Os países árabes se veem afetados por uma onda de tentativas de suicídio por imolação com fogo, com dois novos casos nesta terça-feira no Egito, imitando o gesto de um jovem tunisiano, cuja morte desencadeou uma rebelião popular e um profundo mal-estar social e político na região.
O caso do jovem vendedor ambulante tunisiano, que morreu no início de janeiro após se imolar com fogo no dia 17 de dezembro, deu sequência a outros nove atos similares: um morto e dois feridos no Egito, cinco feridos na Argélia e um ferido na Mauritânia.
Nesta terça-feira, um advogado com cerca de quarenta anos tentou se suicidar ao incendiar o próprio corpo em frente a sede do governo no Cairo, enquanto na Alexandria (norte) um desempregado de 25 anos, descrito como deficiente mental pelas autoridades, morreu no hospital por causa de suas queimaduras.
O índice de referência da bolsa do Cairo retrocedeu nesta terça-feira em 3,1% já que alguns operadores temem que a situação na Tunísia possa afetar o Egito.
Para Amr Hamzawi, do Centro para o Oriente Médio da fundação americana Carnegie, com sede em Beirute, estas imolações refletem o "total desespero" de grande parte das populações árabes e a incapacidade dos regimes autoritários implantados nestes países de levar a elas uma resposta.
Esses atos foram "claramente inspirados pelos acontecimentos da Tunísia", onde o suicídio de Mohamad Buazizi, de 26 anos, desencadeou a rebelião que forçou na última sexta-feira o presidente Zine El Abidine Ben Ali a fugir do país, acrescentou.
"Já houve casos de suicídios motivados por protestos no Egito, mas é a primeira vez que ocorrem tentativas de imolação com fogo", destacou por sua vez o cientista político egípcio Amr al-Chobaki, do centro de estudos Al Ahram.
Para Hefny Kedri, professor de psicologia política da Universidade Ain Shams do Cairo, estas tentativas de suicídio com fogo são uma mensagem de desespero dirigida às autoridades, em uma região onde a vida política e social não oferece muitas possibilidades para expressar seu descontentamento.
"Não há diferença entre um suicídio por afogamento ou um suicídio por imolação com fogo, mas isso leva uma mensagem para o poder que quer dizer: 'protesto'. Isso é que é importante do ponto de vista psicológico", afirmou.
A situação na Tunísia deve virar assunto principal de uma cúpula econômica de líderes da Liga Árabe na quarta-feira em Sharm el-Sheij (Egito), em meio aos temores da persistente instabilidade neste país e de um contágio dos protestos aos vizinhos.
Vários países desta região sofrem males parecidos aos da Tunísia, em particular no plano social, com uma forte taxa de desemprego e recentes altas nos preços dos produtos básicos, que geraram múltiplas manifestações.
"Os países se desintegram, os povos se levantam, (...) e os cidadãos árabes se perguntam: por acaso os atuais regimes árabes podem fazer frente a esses desafios de forma eficaz?", admitiu o chefe da diplomacia do Kuwait, Mohamad al Sabá, durante os trabalhos preparatórios da cúpula.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, encorajou, por sua vez, os 22 membros da organização a "aprender a lição tunisiana" para enfrentar os desafios sociais e econômicos.
FONTE: Terra Notícias.

16 de jan. de 2011

UTILIDADES PÚBLICAS: CONCURSOS COM VAGAS PARA PROFESSOR DE SOCIOLOGIA NA SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL E NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Boa Tarde, Colegas:

1) Está aberto o concurso para professores efetivos inclusive de Sociologia para a Secretaria de Defesa Social.
O edital pode ser baixado pelo site da Organizadora do Concurso (http://www.upenet.com.br/) ou pelo site pciconcursos.com.br
2) Também está aberto o concurso para contratação temporária de professores, inclusive de Sociologia, para a Secretaria de Educação com muitas vagas em todo o Estado de PE, tendo muitissimas vagas para Sociólogos. As inscrições estão sendo realizadas pelo site da Secretaria da Educação (http://www.educacao.pe.gov.br/).