CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

18 de mar. de 2011

RETIRANDO DO BAÚ-4: RACHEL CARSON E O INÍCIO DA CONSCIÊNCIA E DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA EM ESCALA GLOBAL


Bióloga marinha do U.S. Bureau of Fisheries (E.U.A), autora do livro “Primavera Silenciosa”, obra que teria marcado, na opinião de alguns historiadores, o início do movimento ambientalista. O livro denunciou em 1962 as mazelas do DDT, pesticida que vinha sendo pulverizado em doses maciças nas lavouras americanas, provocando grandes impactos sobre o meio ambiente. Primavera Silenciosa recebeu este nome pelo desaparecimento das aves migratórias envenenadas com DDT. Com clareza e objetividade, Rachel conseguiu denunciar um problema que incomodou o poderoso lobby da indústria química americana. Apesar das campanhas de difamação organizadas contra ela, Rachel resistiu e foi apoiada por movimentos sociais que se articularam em defesa do banimento do DDT e de medidas regulatórias para o uso de pesticidas. Esta com os seus movimentos ambientalistas que inspirou levou a criação da Environmental Protection Agency foi lhe oferecida a Medalha Presidencial da Liberdade.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rachel_Carson

9 de mar. de 2011

PARA REFLETIR: AS VERDADES SOBRE O CARNAVAL...

É só clicar abaixo para ver as verdades sobre o carnaval que pouco são faladas. Ainda bem que outras pessoas também conseguem ver a verdade sobre o carnaval...


http://www.youtube.com/watch?v=oLmFQxsMbN4


Parabéns à jornalista Rachel Sheherazade pela sua ousadia e coragem de falar a verdade na mídia, algo muito raro, pois isto muitas vezes contraria muitos interesses...

HILLARY: EUA PRESSIONARÃO PARA QUE AS MULHERES INTEGREM TRANSIÇÃO ÁRABE


Hillary Clinton ri durante cerimônia no Departamento de Estado, em Washington, neste Dia Internacional da Mulher A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos farão pressão para que as mulheres sejam incluídas na transição democrática que se anuncia nos países árabes. "Nos próximos meses e anos, as mulheres do Egito e da Tunísia e outras nações terão os mesmos direitos que os homens para refazer seus governos e transformá-los em sensíveis, responsáveis, transparentes", afirmou. A chefe da diplomacia americana, que discursou durante a entrega do Prêmio Internacional Mulher de Coragem do Departamento de Estado, disse que o governo apoiará uma campanha em prol dos direitos das mulheres no Oriente Médio. "Os Estados Unidos respaldarão firmemente a proposta de que as mulheres devem ser incluídas em qualquer processo que seja iniciado. Nenhum governo pode triunfar se excluir metade de seus cidadãos das decisões importantes". Além disso, ela afirmou que as mulheres que participaram das manifestações no centro do Cairo (Egito), que culminaram com a renúncia do então presidente Hosni Mubarak, "estavam dizendo claramente que esperam ter uma voz e um voto no futuro". Por fim, a ex-primeira-dama lembrou a observação feita pelas mulheres egípcias, que lamentam que nenhuma especialista mulher tenha sido convidada a participar do comitê encarregado de redigir a nova constituição do país. "Naturalmente estaremos vigiando e o mundo vigiará", afirmou. Duas das dez mulheres homenageadas pelo prêmio do Departamento de Estado atuam na América Latina: a blogueira cubana Yoani Sánchez, que desafia a repressão do regime comunista com seus escritos de oposição, e a subprocuradora mexicana Marisela Morales Ibáñez, responsável por um programa de proteção a testemunhas. Como já aconteceu em outras ocasiões em que foi homenageada em premiações, Yoani não pôde viajar a Washington. A primeira-dama Michelle Obama, que estava presente à cerimônia, descreveu a ativista cubana como "uma jornalista e uma blogueira que conta histórias que ninguém mais escreve". "Quando foi censurada pelo Estado, ela continuou com o que chama de rede cidadã, uma rede de pessoas que moram fora de Cuba que a ajudam a publicar suas notas. Seus escritos são atualmente traduzidos para 15 idiomas", disse Michelle. Yoani que começou a publicar seus textos na internet em 2007, já foi ameaçada e até espancada pelo regime castrista, "deu voz às preocupações e aspirações de seus compatriotas" e elogiou Hillary Clinton. Já Ibáñez, recebeu pessoalmente seu prêmio, concedido por "sua incansável dedicação ao combate ao crime organizado e à corrupção", destacou a secretária de Estado. A presidente do Quirguistão, Rosa Otunbayeva, e a procuradora da província afegã de Herat, Maria Bashir, também foram premiadas.


Fonte: Terra Notícias.

8 de mar. de 2011

ONU EXIGE FIM DE DISCRIMINAÇÃO DA MULHER NA EDUCAÇÃO.

A ONU reivindicou nesta terça-feira o direito da mulher ao acesso à educação e à ciência em condições de igualdade em relação ao homem, como um passo imprescindível para aumentar sua participação e avanço no mercado de trabalho. "Investir na mulher não é o correto, é o inteligente", afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em um ato na sede do organismo por ocasião da celebração do centenário do Dia Internacional da Mulher. O principal responsável pela ONU lembrou que nos 100 anos em que se comemora esta jornada foram feitos avanços enormes, mas, ao mesmo tempo, em muitas sociedades a mulher ainda é um cidadão de segundo plano que tem seus direitos fundamentais negados. "Apesar da brecha entre gêneros em matéria de educação diminuir, ainda há muitas meninas com acesso à escola negado, que têm que abandonar prematuramente ou concluem os estudos sem as ferramentas e os conhecimentos necessários", indicou. Ban lembrou que uma recente pesquisa revelou que as grandes empresas da lista "Fortune 500" com maior presença feminina em seu conselho de administração são 53% mais rentáveis que as demais. "Vocês sabem, e eu sei, que a mulher tem que desfrutar de uma participação completa e igualitária em todas as áreas da vida pública e particular, só assim poderemos ter a sociedade justa, sustentável e pacífica prometida pela Carta das Nações Unidas", indicou. Além disso, denunciou que na família, na escola, no local de trabalho e na comunidade ser uma mulher, "frequentemente, significa ser vulnerável"• "As mulheres e as meninas são vítimas de discriminação e violência, em muitas ocasiões pelas mãos de seus companheiros ou parentes", ressaltou. Também lembrou que ainda falta avançar muito na integração da mulher na vida pública e política, apesar dos avanços em relação a presença feminina nos Parlamentos. Menos de 10% dos países contam com uma mulher como chefe de Estado ou de Governo, segundo dados da ONU. Nesse contexto, assinalou que a diretora da ONU Mulheres, a ex-governante chilena Michelle Bachelet, celebrou precisamente seu primeiro Dia Internacional da Mulher à frente da nova agência em Monróvia, junto à presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a única chefe de Estado mulher da África. Ban assinalou que nas conversas mantidas nas últimas semanas com líderes do Oriente Médio, em relação aos protestos populares no mundo árabe, sempre lembra que devem "fazer mais" em matéria de igualdade de gêneros. Essa será um das mensagens que transmitirá na semana que vem em sua visita à região, onde "os direitos da mulher foram ignorados e oprimidos por muito tempo", acrescentou. A atriz e ativista americana Geena Davis, que também tomou a palavra no ato presidido pelo secretário-geral da ONU, exigiu uma maior presença de personagens femininos nos produtos audiovisuais para menores. Além disso, criticou que estes ainda reflitam uma imagem muito sensual e estereotipada da mulher. A ganhadora do Oscar como melhor atriz coadjuvante por seu papel em "O Turista Acidental" (1988) assegurou que a discriminação da mulher nas séries e filmes infantis é "um problema no qual foram registrados poucos avanços nos últimos 20 anos". "Como as crianças assistem aos mesmos programas e vídeos várias vezes, desde novas ficam com uma imagem estereotipada na cabeça", advertiu Geena, que fundou e dirige um instituto dedicado ao estudo do gênero na imprensa. Em sua opinião, corre-se o risco de que nas novas gerações persista a percepção de que o homem está de alguma maneira acima da mulher. Por sua parte, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) advertiu nesta terça-feira que a desigualdade é um dos grandes obstáculos que impedem o avanço econômico e social de muitos países. Segundo dados dessa agência da ONU, os países com maior desigualdade são Iêmen, República Democrática do Congo (RDC), Níger, Afeganistão e Mali, e os mais igualitários são Holanda, Dinamarca, Suécia, Suíça e Cingapura.


Fonte: Terra Notícias.

7 de mar. de 2011

MULHERES SÃO AS GRANDES PROTAGONISTAS DAS REVOLUÇÕES ÁRABES


Estudantes protestam durante uma manifestação em frente ao edifício da principal da universidade no Cairo para exigir a renúncia do reitor
As mulheres se transformaram nas grandes protagonistas das mobilizações populares contra os regimes autocráticos dos países árabes, desmentindo inúmeros estereótipos.
"As mulheres foram e continuam sendo protagonistas das revoluções da região e estão física e maciçamente presentes nas ruas, o que é fundamental", avalia Nadim Hury, pesquisador da organização de defesa dos Direitos Humanos, Human Rights Watch (HRW).
"É um sinal de esperança", acrescentou, enfatizando que as mulheres também "deverão ser protagonistas nas novas instituições que nascerem dessas revoluções".
Usando camisetas, calças jeans ou os tradicionais trajes negros, milhares de mulheres participaram nas manifestações na Tunísia, Egito, Iêmen e Bahrein contra os regimes desses países.
Em Bahrein, onde milhares de manifestantes, majoritariamente xiitas, reclamam a queda da dinastia sunita dos Al Khalifa, as mulheres se manifestaram com suas tradicionais abayas, formando uma massa negra em meio à multidão, já que homens e mulheres desfilam separadamente.
Em países como a Líbia ou Iêmen, as mulheres romperam com certas normas sociais ao manifestar-se ou falar abertamente diante das câmeras.
"As mulheres tiveram um importante papel no início da revolução", afirmou Tawakul Karman, uma militante iemenita contrária ao presidente Ali Abddullah Saleh.
"A revolução procura derrubar o regime, mas também permitiu superar tradições arcaicas, como o fato de que as mulheres tenham que permanecer em suas casas sem participar na política", acrescentou.
"A revolução também é social. O papel que têm as mulheres permite criar uma nova sociedade", enfatizou.
Muitas mulheres também usaram da palavra na internet. Dessa forma, que Asma Mahfuz, uma jovem egípcia cujo vídeo pedindo que as pessoas se manifestem foi um grande êxito online, teve um papel importante no início da mobilização contra o ex-presidente Hosni Mubarak.
"Quem acha que as mulheres não têm que se manifestar, que se porte como um homem e se atreva a sair à rua comigo em 25 de janeiro", lançou a militante usando um véu no vídeo.
Na Arábia Saudita, onde, por ora, não houve uma manifestação em massa, começam a aparecer na internet expressões femininas contra o regime.
"Peço às sauditas que atuem agora mesmo. Nossos irmãos sauditas nos traíram porque são uns covardes", afirma a SaudiWomenRevolution.
Apesar de não se saber como ficarão configurados os futuros sistemas políticos na região, os levantes revelam um descontentamento político, mas também social, enfatizam os analistas.
Fonte: Terra Notícias.

FAO DEFENDE IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES NA AGRICULTURA.

ROMA, 7 Mar 2011 (AFP) -Na véspera do dia internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) lançou um apelo pelo fim da distância entre homens e mulheres no setor agrícola, sobretudo na América Latina, onde elas representam 20% da força de trabalho.
"Se as mulheres nas zonas rurais tiverem o mesmo acesso que os homens à terra, à tecnologia, aos serviços financeiros, à educação e aos mercados, será possível aumentar a produção agrícola e reduzir entre 100 e 150 milhões o número de pessoas famintas no mundo", indicou a FAO nesta segunda-feira, ao publicar seu relatório anual sobre "O estado mundial da agricultura e da alimentação".
O documento, cujo foco é o papel da mulher na agricultura, revela como o setor agrícola trabalha abaixo de sua capacidade em muitos países em desenvolvimento devido a uma profunda desigualdade de gênero.
"O relatório defende sólidas razões econômicas para promover a igualdade de gênero na agricultura", admitiu o diretor geral da FAO, Jacques Diouf, ao apresentar o documento para a imprensa.
"A igualdade de gênero não é apenas um ideal nobre, é também crucial para o desenvolvimento agrícola e a segurança alimentar. Devemos eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres", destacou.
Um dos maiores problemas é que as mulheres "não têm o mesmo acesso aos insumos: terra, gado, trabalho, educação, serviços de extensão, crédito, fertilizantes e equipes mecânicas.
"Se tivessem, seus rendimentos seriam iguais aos dos homens, elas produziriam mais e a produção agrícola como um todo aumentaria", argumenta a FAO.
Segundo os cálculos da entidade, se as mulheres tivessem o mesmo acesso que os homens aos recursos agrícolas, seria possível aumentar entre 20 e 30% a produção das lavouras geridas por mulheres nos países em desenvolvimento.
Fonte: Terra Notícias.

26 de fev. de 2011

NAÇÕES UNIDAS CELEBRAM INÍCIO DAS ATIVIDADES DA ONU MULHERES

As Nações Unidas celebraram nesta quinta-feira com uma grande cerimônia o início oficial de sua nova agência, a ONU Mulheres, com a qual se compromete a combater a discriminação e derrubar as barreiras que ainda impedem o desenvolvimento pleno da mulher em todos os aspectos.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a diretora-executiva da nova agência, Michelle Bachelet, lideraram a cerimônia na Assembleia Geral do organismo, que contou ainda com as participações da atriz Nicole Kidman e da cantora colombiana Shakira, entre outras personalidades.
"A ONU aposta na mulher porque é o correto e porque é inteligente, talvez uma das coisas mais inteligentes que podemos fazer. Apoiarei a ONU Mulheres de todas as formas que puder, com minha energia e compromisso", prometeu Ban em seu discurso.
De acordo com Ban, os esforços diplomáticos para estabelecer a ONU Mulheres fazem parte de um movimento global que procura pôr um fim definitivo na desigualdade, dar poder à mulher e erradicar a violência sexual.
Essas são as metas estabelecidas por Bachelet para a agência, cuja criação atribuiu ao descontentamento com o "ritmo lento" das mudanças na luta pela igualdade de gêneros e a erradicação dos obstáculos impostos ao desenvolvimento socioeconômico da mulher.
"Minha própria experiência me demonstrou que não há limites para o que pode conseguir uma mulher", assegurou a ex-presidente do Chile, que arrancou entusiasmados aplausos do público com esta frase.
Bachelet lembrou que os indicadores internacionais demonstram que os países com maior igualdade entre gêneros são os mais prósperos, enquanto as empresas privadas que contam com mais mulheres em postos de responsabilidade alcançam melhores resultados econômicos.
Em sua opinião, a nova agência tem início "em um momento histórico", de grande potencial e oportunidades para a mulher, o que deve ser aproveitado.
A Assembleia Geral das Nações Unidas autorizou a criação da ONU Mulheres no fim de 2009, após longos anos de debates sobre a necessidade da agência.

FONTE: Terra Notícias.

25 de fev. de 2011

Marta Suplicy Condena Abuso Policial Contra Ex-Escrivã em São Paulo -



Claro constrangimento e abuso de autoridade. Não publiquei o vídeo por que achei de uma violência angustiante, como mulher me senti extremamente constrangida.

22 de fev. de 2011

ORIENTE MÉDIO CONTINUA EM EBULIÇÃO...

CONHEÇA OS NEGÓCIOS DE MUAMAR KADAFI NA ITÁLIA:
Do UniCredit a Finmeccanica, passando pela ENI e a Juventus de Turim, o regime de Muamar Kadhafi investiu os "petrodólares" nas empresas da Itália, que obteve em troca petróleo líbio e contratos valiosos no país do norte da África.
Os laços entre os dois países foram reforçados após a assinatura, em agosto de 2008, de um acordo histórico para indenizar as consequências do colonialismo italiano (1911-1942) com cinco bilhões de dólares em 25 anos.
O chamado "pacto de amizade" incluiu um pedido de desculpas solene da Itália pelo período da colonização, que matou 100.000 pessoas de uma população de 800.000 neste país rico em petróleo.
Graças ao acordo, a Líbia, que já investia em empresas italianas e chegou a possuir 10% da Fiat, que depois cedeu, reforçou a presença em grandes grupos italianos.
Segundo o jornal econômico Il Sole 24 Ore, o valor das ações que a Líbia possui na Itália alcança 3,6 bilhões de euros (4,9 bilhões de dólares).
Um sintoma da relação estreita é a preocupação que a violência na Líbia gera, com a queda de 3,9% da Bolsa de Milão na segunda-feira.
O maior investimento da Líbia na Itália é o UniCredit. No fim de 2008, em plena crise financeira mundial, o Banco Central líbio adquiriu 4% do maior banco italiano, que passava por problemas graves.
Com a entrada da Libyan Investment Authority (LIA) ano passado, a Líbia se tornou o maior acionista do UniCredit (com 7,582%), atualmente um dos maiores bancos da Europa.
A LIA controla desde janeiro 2,01% do grupo aeronáutico e de defesa Finmeccanica, controlado pelo Estado italiano.
A Líbia tem quase 0,5% da empresa de petróleo ENI. A autoridade que controla a Bolsa não foi informada sobre a participação porque é inferior a 2%.
O governo do coronel Khadafi informou em 2008 que estava interessado em adquirir de 5 a 10% da ENI, mas o negócio não foi concretizado.
Através do Libyan Arab Foreign Investment Company, Trípoli é proprietária de 7,5% do clube de futebol Juventus de Turim, um dos maiores da Itália.
A Líbia já anunciou interesse no grupo de energia Enel e na gigante das comunicações Telecom Italia, mas nenhum acordo foi concretizado.
Em troca de tudo isso, a Itália recebe um terço do petróleo da Líbia, onde a ENI é a maior produtora estrangeira.
Muitas empresas italianas assinaram contratos de valores altos para a construção de estradas, universidades, ferrovias e hotéis, o que tem beneficiado a Itália com uma chuva de "petrodólares".
A antiga potência colonial é o maior parceiro comercial da Líbia: em 2009 a Itália ocupava o primeiro lugar no destino das exportações líbias (20%) e era, ao mesmo tempo, o principal exportador para o país do Norte da África (17,5%).
Um total de 180 empresas italianas atuam na Líbia, onde moram 1.500 italianos.

KADAFI MANDOU SABOTAR PETRÓLEO NA LÍBIA, DIZ COLUNISTA:
Um colunista da revista Time disse na terça-feira, citando uma fonte próxima ao governo líbio, que o líder Muammar Gaddafi ordenou que suas forças de segurança sabotassem instalações petrolíferas do país, tomado por uma onda de protestos populares na última semana. Em artigo publicado no site da Time, Robert Baer disse que a sabotagem começará pela explosão de oleodutos que chegam ao Mediterrâneo. Mas ele acrescentou que a mesma fonte havia lhe dito há duas semanas que os distúrbios nos países vizinhos jamais chegariam à Líbia, previsão que se revelou errada.
"Entre outras coisas, Gaddafi ordenou aos serviços de segurança que comecem a sabotar as instalações petrolíferas", escreveu Baer. "A sabotagem, segundo o informante, se destina a servir como mensagem às tribos rebeladas da Líbia: sou eu ou o caos." Várias empresas petrolíferas já interromperam suas atividades na Líbia devido à tensão política. As forças de segurança têm reprimido violentamente os protestos em todo o país, e alguns membros do governo já abandonaram Gaddafi.
Baer, ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA) no Oriente Médio, disse que a fonte lhe informou que até segunda-feira Gaddafi contava com a lealdade de apenas cerca de 5.000 membros do Exército, que tem um total de 45 mil soldados. Parafraseando essa fonte, ele disse que Gaddafi também ordenou a libertação de militantes islâmicos, na expectativa de que eles também contribuam para semear o caos.
Mundo árabe em convulsão :
A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.
No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.
Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança; em meio à onda de violência, um filho de Kadafi foi à TV estatal do país para tirar a legitimidade dos protestos, acusando um "complô" para dividir o país e suas riquezas. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.
Além destes países árabes, um foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população.
FONTE: Terra Notícias.

3 de fev. de 2011

AS REBELIÕES QUE ESTÃO ABALANDO O MUNDO ÁRABE E A GUERRA CIBERNÉTICA

As rebeliões que atingiram a Tunísia e fizeram o presidente Zine El Abidine Ben Ali deixar o poder em 14 de janeiro ainda estão abalando o mundo árabe, onde diversos líderes estão no poder há mais de 20 anos.
Egito
Em 25 de janeiro, teve início um protesto sem precedentes contra o regime do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981. Na terça-feira passada, Mubarak disse que não tentaria a reeleição em setembro, e facilitou as condições para que candidatos rivais se candidatassem. Mas as concessões foram rejeitadas pela oposição, e a violência tomou conta da praça Tahrir, no Cairo, que foi palco de confrontos entre simpatizantes e opositores de Murarak. De acordo com dados da ONU, ao menos 300 morreram nos protestos.
Iêmen
Os protestos vêm aumentando desde meados de janeiro, exigindo a saída do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978. Nesta quinta-feira, milhares de manifestantes protestaram em Sanaa em um "dia de ira", pedindo a retirada de Saleh, enquando um número semelhante de apoiadores do governo invadiram a praça central. Na quarta-feira, Saleh disse que não estenderia seu mandato.
Jordânia
O rei Abdullah II, da Jordânia, que está no poder desde 1999, demitiu seu gabinete na terça-feira desta semana, depois de semanas de protestos, mas sua escolha para primeiro-ministro não satisfez as demandas por reformas da oposição islâmica. A rebelião começou em 14 de janeiro, quando milhares de jordanianos ocuparam as ruas de Amã e outras cidades em protesto contra o aumento dos preços dos alimentos, do desemprego e da pobreza. O principal partido de oposição convocou mais um dia de protestos na sexta-feira.
Síria
Na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad está no poder desde 2000, um grupo de ativistas on-line convocou um "dia de ira" depois das orações semanais muçulmanas de sexta-feira para acabar com o que eles chamam de "corrupção e tirania". Em 29 de janeiro, forças de segurança impediram que jovens se reunissem nos arredores da embaixada egípcia em Damasco para expressar solidariedade às rebeliões no Egito.
Argélia
Na Argélia, onde o presidente Abdelaziz Bouteflika está no poder desde 1999, cinco dias de protestos no início de janeiro contra os altos preços resultaram em cinco mortos. Um protesto em prol da democracia está previsto para 12 de fevereiro, e foi banido pelas autoridades. Mas Bouteflika informou nesta quinta-feira que o proclamado estado de emergência, em vigor há 19 anos no país, será levantado "em um futuro próximo".
Sudão
O presidente sudanês, Omar al-Bashir, está no poder desde 1989. Descontentamentos políticos e econômicos provocaram protestos de rua esporádicos no norte do Sudão nas últimas semanas. Ao menos 64 foram presos e muitos ficaram feridos.
Omã
Em torno de 200 omanis protestaram em 17 de janeiro contra os altos preços e a corrupção. O sultão Qaboos está no poder desde 1970.
Mauritânia
O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, tomou o poder em um golpe militar em agosto de 2008 e foi mais tarde eleito presidente em julho de 2009. Em meados de janeiro, milhares de pessoas protestaram em Nouakchott contra o aumento de preços.
Marrocos
No Marrocos, onde o rei Mohammed VI está no poder desde 1999, o governo, em meio aos protestos na Argélia e na Tunísia, informou em 25 de janeiro que manteria subsídios às necessidades básicas.
Protestos convulsionam o Egito:
Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet, principalmente pelo uso da hashtag #Jan25 no Twitter -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.
A guerra cibernética, como a travada contra o Irã no ano passado, oferece aos países avançados uma alternativa à força militar "horrível", disse o vice-primeiro-ministro de Israel, Dan Meridor, na quinta-feira.
"A guerra é horrível, terrivelmente horrível", disse Meridor a diplomatas e jornalistas presentes no Centro para Assuntos Públicos de Jerusalém.
"Nos tempos modernos, como a guerra está o tempo todo na televisão, as pessoas veem isso e não aguentam. Há limites. Há um preço que você paga."
E acrescentou: "Como é difícil, buscam-se outras formas. Uma dessas outras formas é a comunidade de inteligência do mundo todo tentando fazer coisas que não parecem tão horríveis, não matam pessoas."
Ele não quis falar sobre o misterioso vírus Stuxnet encontrado nas redes iranianas no ano passado, mas as declarações dele salientaram as dúvidas israelenses em se fazer uma ameaça velada para o uso da força contra o programa nuclear de seu arquiinimigo.
"E todo o mundo que não está na tela, o mundo cibernético... torna-se mais importante no conflito entre as nações. É um novo campo de batalhas, não com armas, mas com uma outra coisa", afirmou ele.
Meridor, que supervisiona os serviços de espionagem e os assuntos nucleares de Israel, afirmou que o país aprendeu com a cobertura de notícias e da censura do público aos seus conflitos com seus inimigos.
Nos últimos dois anos, as autoridades israelenses revelaram sem alarde capacidades cibernéticas que, segundo elas, são um pilar central da estratégia de defesa.
Elas também indicaram ter organizado campanhas de sabotagem para atrapalhar os projetos iranianos de enriquecimento de urânio e de mísseis, vistos por Israel como uma ameaça potencialmente mortal.
Embora Israel tenha a reputação de ser o único país do Oriente Médio com arsenal atômico, muitos analistas consideram as forças convencionais de Israel muito pequenas para infligir um dano duradouro às instalações nucleares iranianas, que estão distantes, espalhadas e bem protegidas.

FONTE: Terra Notícias