CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

28 de jul. de 2012

MARINA SILVA PARTICIPA COMO CONVIDADA ESPECIAL DO COI REPRESENTANDO O BRASIL NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS EM LONDRES...


Londres, 28/07/2012 - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.
Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.
A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.
Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.
Ao Grupo Estado, Marina explicou que só recebeu o convite na ultima terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do estádio olímpico.
Ontem, Dilma foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp.
Os governos do Brasil e o Reino Unido vêm mantendo relação estreita e diversas iniciativas de cooperação para a preparação dos Jogos. Mesmo assim, o relacionamento não impediu a situação de saia justa para a comitiva de Dilma em Londres. (Daniela Milanese e Jamil Chade, correspondentes).
Fonte: Estadão

9 de jul. de 2012

UM BREVE RELATO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO BRASIL E O STATUS ATUAL DE APLICAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA




Fonte: TV-Senado

INICIADOS OS TRABALHOS PARA CRIAÇÃO DO NOVO ÓRGÃO NACIONAL DE ATER



  • 05
  • JUL/2012

ASBRAER COMPÕE GRUPO DE TRABALHO PARA ESTRUTURAR NOVO ÓRGÃO DE ATER

  • FOTO:Divulgação
Brasília - A Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e a Frente Parlamentar de Ater, liderada pelo deputado Zé Silva, vão compor o Grupo de Trabalho encarregado de formatar o futuro órgão de Ater. O convite foi formalizado na tarde desta quarta-feira (4/7) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, logo após a presidente Dilma Rousseff anunciar, no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, a decisão de criar uma instituição exclusiva de Ater.

“Queremos vocês (Asbraer e Frente Parlamentar de Ater) como parceiros para formarmos um grande grupo de trabalho” disse Pepe Vargas. Para o ministro, o conhecimento acumulado pela Asbraer, representante das entidades estaduais de assistência técnicas e extensão rural, será essencial para o processo de criação do órgão.

No encontro, o presidente da Asbraer, Júlio Zoé de Brito, agradeceu ao ministro o empenho do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e se colocou à disposição para a estruturação do sistema. “Temos cerca 16 mil extensionistas no campo e o conhecimento é a principal ferramenta.”

Em menos de uma semana, a proposta de criação de um sistema nacional de Ater, conforme reivindicado pelas entidades associadas à Asbraer, evoluiu de agência para um órgão, cuja configuração será definida pelo grupo de trabalho criado pelo MDA.

Na avaliação da Asbraer, essa mudança tem estreita relação com a mobilização dos extensionistas rurais de todo o país, em defesa da criação de um sistema nacional, com competência para formular as políticas e gerenciar os recursos orçamentários destinados ao setor.  Hoje, a pulverização das verbas para o financiamento dos serviços de Ater em nada contribui para ampliar e intensificar o atendimento prestado aos agricultores familiares.

Mas o interesse de estruturar os serviços de Ater, assegurando uma política exclusiva e maior volume de recursos, não é reivindicação apenas das instituições oficiais e dos dos profissionais. O mesmo desejo é compartilhado pelos movimentos sociais que atuam no campo. No lançamentodo Plano Safra, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag), Alberto Ercílio Broch, defendeu diante da  presidente Dilma o fortalecimento dos serviços de Ater. Segundo ele, o trabalho da assistência técnica e extensão rural é essencial para o desenvolvimento unidades familiares. Por meio dos profissionais de Ater, os agricultores têm acesso às políticas públicas definidas pelos governos federal, estadual e municipais. Além disso, são os extensionistas que levam aos pequenos agricultores os avanços nas técnicas de produção.

Além do presidente da Asbraer, Júlio Zoé de Brito, participaram do encontro com o ministro Pepe Vargas, o presidente da Emater do Distrito Federal, e diretor da Região Centro-Oeste, José Guilherme; o presidente da Emater Minas Gerais e diretor da Região Sudeste, Marcelo Lana; o presidente da Emater da Paraíba, Giovani Medeiros; o presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Conselho Nacional dos Sistemas de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Evair Vieira de Melo; e Valter Bianchini, do Paraná. Estavam também o deputado Zé Silva (MG), presidente da Frente Parlamentar de Ater; o deputado Junji Abe (SP), coordenador da Frente Parlamentar de Hortifrutigranjeiros; o deputado César Halum (TO), coordenador  da Frente Parlamentar de Energia Elétrica; os deputados Celso Maldani, Jesus Rodrigues, Alceu Moreira e Jorge Silva, o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, e o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/MDA),  Argileu Martins.
Fonte: IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco).

8 de jul. de 2012

REALPOLITIK...


Artigo

"Realpolitik"

Postado em 23/06/2012 por Equipe Marta
Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo do dia 23/6/2012:

O modelo "realpolitik" se esgotou e parece que nem todos estão percebendo. Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.
Nascida na Alemanha, a expressão "realpolitik", segundo Luis Fernando Verissimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.

Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.
Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como "normais" há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria "realpolitik".
Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar "tudo igual", o que acaba provocando o mesmo desinteresse.

A luta pela democracia no Brasil conseguiu eletrizar forças e corações que não suportavam viver num país sob ditadura. Cada um reagiu à sua maneira. Mas muitos morreram e sofreram pela liberdade. Esse resgate da democracia é tão importante que não poderia ter sido contaminado por práticas seculares que nos acorrentam à uma malfadada forma de fazer política. Esta mesma que aliena o povo que se vê -e se sente- excluído e desrespeitado.


Mas nem tudo está perdido. Tem gente formulando, e outros remoendo, novas práticas e métodos, buscando diferentes formas e canais de interação social e política. Um novo modelo que contemple e dialogue com os vários segmentos e forças heterogêneas da sociedade. Uma construção distante dos métodos agonizantes e ultrapassados que ainda hoje vigoram. Uma transição necessária, e imprescindível, que já passou da hora de acontecer.

Não está claro como, e em quanto tempo, se dará o nosso processo de libertação da chamada "realpolitik". Mas, que esse sistema político e eleitoral que vivemos chegou à exaustão, tenho clareza.
Foto: Elisabete Alves

3 de jul. de 2012

DILMA DIZ QUE PRETENDE RECRIAR ENTIDADE FEDERAL (UMA AGÊNCIA NACIONAL) DE EXTENSÃO RURAL


A presidente Dilma Rousseff disse ontem (28), no lançamento do Plano Safra 2012/13, que o governo federal pretende criar uma agência para cuidar da área de assistência técnica e extensão rural. O papel desse tipo de entidade é dar apoio técnico e levar tecnologia aos agricultores e pecuaristas.
"Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de providenciar e disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo", disse ela na cerimônia.
Entre os anos 70 e 90, o País contou com a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater). Extinta a agência, a responsabilidade ficou a cargo dos Estados, mas as poucas empresas de extensão rural estaduais existentes têm atuação restrita por orçamentos pequenos.
A falta desses serviços é apontada por especialistas como um fator limitante para a produtividade agropecuária brasileira, já que muitas tecnologias disponíveis ficam "nas prateleiras" e não chegam até a ponta dos produtores. O assunto foi abordado na série especial do Sou Agro sobre "Onze maneiras para alimentar 7 bilhões"
Ao fim da cerimônia, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse que a assistência e extensão merecem um órgão específico, assim como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está para a área de pesquisas. Segundo ele, a ideia é que os dois órgãos atuem de forma articulada.
Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem. Estima-se que o Brasil tenha capacidade de armazenar apenas 70% de sua safra, enquanto a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recomenda uma capacidade pelo menos 10% superior à produção anual.
Fonte: http://www.aviculturaindustrial.com.br

DECLARAÇÃO FINAL - CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA


Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos e organizações da sociedade civil de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.

Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.

As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista associado ao patriarcado, ao racismo e à homofobia.

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.

Avança sobre os territórios e os ombros dos trabalhadores/as do sul e do norte. Existe uma dívida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos do sul do mundo que deve ser assumida pelos países altamente industrializados que causaram a atual crise do planeta.

O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre os recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivencia.

A atual fase financeira do capitalismo se expressa através da chamada economia verde e de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.

As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador.

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economía cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.

A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos. A construção da transição justa supõe a liberdade de organização e o direito a contratação coletiva e políticas públicas que garantam formas de empregos decentes.

Reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação, e à saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A maior riqueza é a diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada e as que estão intimamente relacionadas.

Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para corporações.

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas comuns a partir das resistências e proposições necessárias que estamos disputando em todos os cantos do planeta. A Cúpula dos Povos na Rio+20 nos encoraja para seguir em frente nas nossas lutas.

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20 - Cúpula dos Povos

Fonte: Associação Brasileira de Agroecologia-ABA

25 de jun. de 2012

A EGRÉGORA DO PODER...MUITO CUIDADO COM ELA...


O que sempre existiu e hoje mais do que nunca é o alvo inclusive da esquerda é um projeto de poder...A egrégora do poder (seja ele qual for) e sua cadeira é um totem muito poderoso do qual deve-se ter muito cuidado para não ser seduzido completamente por ela e ter sua consciência subjugada diante de sua magia...
Ass. Carmem

24 de jun. de 2012

QUEM ESTÁ A BORDO DESTE FUSQUINHA É O PRESIDENTE DE UM PAÍS...


Posted on junho 16, 2012


Todos os dias ele embarca no seu Fusquinha azul de estimação, de 1.300 cilindradas (foto),  e toma o rumo de seu pequeno sítio Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu, onde vive com a mulher, senadora da República ? que é a proprietária da área. A casa é discretamente vigiada por dois seguranças. No fim do mês, quando recebe o salário de US$ 12,5 mil de presidente do Uruguai, José Pepe Mujica separa US$ 1,25 mil e doa o restante, cerca de 90%, a pequenas empresas e Organizações Não-Governamentais que trabalham com habitações populares.
- Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos ? costuma repetir este uruguaio de maneiras simples, 77 anos, que, em reportagem do jornal espanhol El Mundo, foi chamado de ?o presidente mais pobre do mundo?.
Além de sua casa no pequeno sítio, seu único patrimômio é o Fusca avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, em vez dos carrões com ar-condicionado dos demais presidentes, ele usa um Corsa. Sua mulher, a senadora Lúcia Topolansky, parceira de muitos anos, também doa boa parte de seu salário. Mujica vive de forma espantosamente simples, apesar de presidir um dos países mais importantes da América do Sul, nunca usa gravata (é quase sempre uma camisa branca com casaco) e convive com os mesmos amigos de antes da eleição que o conduziu ao poder. É capaz de pegar o Fusca, ir até uma loja de ferragem comprar um acessório de banheiro e, no caminho, parar em um pequeno estádio para animar os jogadores do Huracán, time da segunda divisão, e prometer um churrasco caso subam para a Série A. Sem contas bancárias ou dívidas, de acordo com El Mundo, ele apenas repete que espera concluir seu mandato para um descanso sossegado no Rincón del Cerro.
A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica, um homem que lutou contra a ditadura, foi preso e, ao lado de dezenas de Tupamaros, participou de uma fuga cinematográfica da antiga prisão onde hoje está o Centro Comercial Punta Carretas, em Pocitos, lutou pela volta da democracia e hoje é presidente eleito do país. Tudo isso sem abrir mão de suas convicções, em nenhum momento ? a ponto de rejeitar a ideia de mudança de sua vida por ser o chefe de uma nação.


No último dia 24 de maio, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial (foto), que ele não ocupa por seguir morando no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho do ano passado, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por US$ 2,7 milhões. O banco estatal República comprou e transformará a casa em local de escritórios e espaço cultural. Quando ao dinheiro, será inteiramente investido? por ordem de Mujica, claro? na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.
Ele nem se preocupa em reforçar seus esquemas de segurança e, ao circular no Fusca ou em um Corsa, claramente não está a bordo de veículos blindados. Nem sei se é certo ou não alguém, no papel de um país, com toda a importância que o cargo tem e nestes tempos loucos ditados muitas vezes por fanatismo, levar a vida de uma pessoa comum. Até acho que não. Afinal, um presidente não pode conduzir sua própria vida. Há milhões de pessoas que deram a ele o direito de dirigir um país e esperam não ver nada abalando esta tarefa ? e é por isso que de Barack Obama, num extremo, a Dilma Rousseff, no outro, todos os presidentes são devidamente protegidos por fortes esquemas de segurança. Ao ser eleito, o escolhido faz uma espécie de renúncia pública de sua autonomia ? e sabe que não terá mais tanta liberdade assim.
O que me causa profunda admiração no caso de Mujica, independentemente das razões destacadas acima, é ver alguém que se recusa a renunciar a suas próprias convicções, mesmo desafiando todas as regras do protocolo. Ele pensa nestes princípios, lutou a vida inteira por eles, arriscou sua segurança e de sua própria família, por que mudar logo agora? Foi eleito por isso, certamente, por suas ideias e estilo de vida. Dane-se a liturgia do cargo, deve pensar este uruguaio. Para Mujica, ela não tem importância. O que importa, acima de tudo, é dormir com a consciência tranquila de quem sabe que seguiu sempre um padrão de conduta? que não mudou nem na ditadura, nem nos bons tempos da democracia que ele e seus velhos companheiros ajudaram a construir.
O mundo seria um lugar bem melhor e, com toda a certeza, muito mais pacífico se tivéssemos outros Mujicas conduzindo países por aí.
Fonte: http://mariomarcos.wordpress.com/
Comentário: Enquanto isto, no Brasil, é mensalão, mensalinho, dinheiro de esquemas de corrupções na meia e na cueca de quem deveria zelar pelo nosso bem estar, é cachoeira, é "asa" delta levando nosso dinheiro, políticos e juízes acabando com o teto salarial, candidatos biônicos em alianças políticas que só visam um projeto de poder, etc...

14 de jun. de 2012

MOMENTO ATUAL DA SOCIOLOGIA BRASILEIRA


Filosofia
Sociólogos & Sociologia
Na linha de frente
Desde a obrigatoriedade legal do ensino de Sociologia, estimamos que mais de trinta mil professores atuam nas escolas de Ensino Médio no País. Nesta entrevista, conversamos com o sociólogo e professor Márcio Franco
Por Lejeune Mato Grosso de Carvalho

divulgação

Sociólogo e professor de Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Márcio Franco possui pós-graduação em Educação Ambiental, em Psicopedagogia e em Gestão Educacional. Fez mestrado em Educação na UERJ e mestrado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana. Leciona Sociologia, Geografia e disciplinas pedagógicas na Educação Básica e Superior. Atualmente, leciona na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e na Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro. É diretor do Sindicato dos Sociólogos do Estado do RJ.
CONTE-NOS SUA TRAJETÓRIA COM RELAÇÃO À OPÇÃO DE TORNAR-SE SOCIÓLOGO E AO MESMO TEMPO PROFESSOR DE SOCIOLOGIA.
Todos os testes vocacionais que fiz, antes de entrar na faculdade, apresentaram inclinações para todas as áreas: saúde, humanas e tecnológica. As psicólogas e pedagogas que me entrevistavam, depois de aplicados os testes, sempre se mostraram intrigadas com isso. Eu também nunca me considerei com inclinação para uma área específica. Quando chegou a ocasião da inscrição no vestibular, após o estudo da matriz curricular de quase todos os cursos, percebi que o de Ciências Sociais, em especial o da UERJ, era o mais amplo. Tínhamos Sociologia, Antropologia e Ciência Política durante os quatro anos do curso, três anos de Economia, dois de História Geral, um de História do Brasil, História da Arte, Relações Internacionais, Geografia e Psicologia Social, e outras disciplinas, como Metodologia da Pesquisa, Estatística, Matemática, etc., além das disciplinas de Pedagogia, na licenciatura. O bacharelado podia ser feito concomitantemente com a licenciatura. Aí não tive dúvidas: optei por Ciências Sociais.
COMO VOCÊ TEM CONHECIMENTO, TRAVAMOS UMA LUTA QUE DUROU 11 ANOS - 1997 A 2008 - PARA MUDAR A LDB DE FORMA A DAR-LHE UMA REDAÇÃO ENFÁTICA SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO ENSINO DA SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS DE NÍVEL MÉDIO. QUE BALANÇO VOCÊ FAZ SOBRE ISSO EM PLANO NACIONAL?
A Lei que emendou a LDB, de nº 11.684 de 2008, que torna o ensino de Sociologia obrigatório nos três anos do Ensino Médio, foi sem dúvida, uma importante conquista. Passados esses primeiros anos, penso que é necessário que seja feito um amplo levantamento para podermos saber a situação da implantação da Sociologia nos estados. Precisamos saber qual é o currículo, número de horas/ aula, condições de trabalho desses professores (as), o seu perfil, qual a posição deles quanto aos livros didáticos aprovados pelo MEC. Considero que é necessário que os alunos opinem sobre o ensino de Sociologia. Em outras palavras, precisamos fazer um estudo sério para sabermos como anda o ensino de Sociologia na Educação Básica pelo Brasil.
Lamentavelmente, depois de mais de 20 anos de luta, no dia 1º de dezembro de 2011, a sociedade fluminense viu publicada no Diário Oficial do Estado a redução da carga horária das disciplinas de Sociologia e Filosofia a partir de 2012, comprometendo seriamente a qualidade do trabalho duramente desenvolvido por docentes e discentes da rede estadual
COMO ANDA A IMPLANTAÇÃO DAS AULAS DE SOCIOLOGIA NO ESTADO DO RJ ? FALE-NOS SOBRE A CARGA HORÁRIA SEMANAL, PROGRAMA, FORMAÇÃO DOCENTE, REMUNERAÇÃO.
A disciplina de Sociologia, no Ensino Médio, existe desde 1989 quando foi promulgada a Constituição Estadual. Contudo, ela não era obrigatória nos três anos do Ensino Médio, nem no setor privado de ensino. Ela só era ministrada nas redes públicas, mantidas pelo governo do Estado, no Ensino Médio regular, nas escolas da Secretaria de Educação (SEEDUC), e no Ensino Médio técnico, nas escolas da Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC). Em 2008, ano de fundação do SINDSERJ, realizamos uma Audiência Pública na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado, a ALERJ, para debatermos a obrigatoriedade da Sociologia nos três anos, que contou com a participação do Sinpro-Rio - Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro, SEPE/RJ - Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado e da APSERJ - Associação Profissional dos Sociólogos. No mesmo ano, promovemos na FAETEC um fórum de entidades para discutir essa questão.
Em 2010, realizamos no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), o I Fórum Estadual de   Professores de Sociologia do Rio de Janeiro, com a participação do Sinpro-Rio, ADCPII, ADESA, Analítica, regionais do SEPE, dentre outras entidades. Esse fórum contou com importantes palestrantes, como: Amaury César Moraes, Luiz Fernandes de Oliveira, Célia Regina Neves da Silva, Ricardo César Rocha da Costa, Ricardo Emmanuel Ismael de Carvalho, Rosana da Câmara Teixeira, Magna Corrêa de Lima Duarte dentre outros. Considero que esses eventos contribuíram para o avanço da nossa luta.
Lamentavelmente, depois de mais de 20 anos de luta, no dia 1º de dezembro de 2011, a sociedade fluminense viu publicada no Diário Oficial do Estado a redução da carga horária das disciplinas de Sociologia e Filosofia a partir de 2012. Com esta medida, a SEEDUC-RJ as mutilou na razão de cinco para quatro tempos cumulativos ao longo do Ensino Médio regular e de quatro para três tempos no Ensino de Jovens e Adultos (EJA), comprometendo seriamente a qualidade do trabalho duramente desenvolvido por docentes e discentes da rede estadual.
Fico preocupado com a criação de uma entidade sem a ampla participação de professores (as) que enfrentam o dia a dia da educação nas mais difíceis condições de trabalho. Espanta-me ver colegas defendendo a mobilização apenas pela internet até agora. Até onde eu sei, o movimento pela criação da ABECS possui pouco mais de 250 pessoas em uma lista de discussão na internet, em um grupo do Google.
No dia 14 do mesmo mês, na Audiência Pública da Comissão de Educação da ALERJ, onde o secretário estadual de Educação foi convocado para apresentar um balanço da sua gestão, o SEPE e o SINDSERJ, em conjunto com a representação dos colegas do Colégio Pedro II, se pronunciaram contra tal medida. O Departamento de Sociologia do Colégio Pedro II distribuiu Carta Aberta repudiando a redução das cargas horárias de Sociologia e Filosofia das escolas da SEEDUC, bem como o SINDSERJ, o que gerou impacto na reunião que, inicialmente, não estava prevista para discutir essa questão. O SEPE também se pronunciou sobre a redução, além de apontar graves problemas na atual gestão da SEEDUC, tendo sido bastante contundente.
O compromisso do então presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt, foi o de promover nova audiência, quando do reinício dos trabalhos legislativos nesse ano, para debater o ensino de Sociologia e Filosofia. O presidente do SINDSERJ, Nilton Soares, já foi às assembleias do Sinpro-Rio e do SEPE/RJ, entrou em contato com o FETEERJ, federação estadual que reúne as entidades de professores do setor privado de ensino e já solicitou uma audiência pública para tratar dessa questão, em conjunto com as entidades representativas dos professores da rede pública e do setor privado do Rio.
HÁ UM MOVIMENTO ENTRE SOCIÓLOGOS E PESQUISADORES, DE ROMPIMENTO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA DE SOCIOLOGIA (SBS) COM O ARGUMENTO DE QUE ELA NÃO VALORIZA O ENSINO DE SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS. ISSO É VERDADEIRO? COMO SERÁ O PROCESSO DA FUNDAÇÃO DE UMA POSSÍVEL NOVA ENTIDADE, QUE PODERÁ CHAMAR-SE SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENSINO DE SOCIOLOGIA OU DE CIÊNCIAS SOCIAIS? QUANDO SERÁ A FUNDAÇÃO, ONDE E COMO SE DARÁ ESSE PROCESSO?
Eu não diria que há um movimento, necessariamente, de rompimento. O que existe é a necessidade de se aprofundar o debate e a pesquisa sobre o ensino de Sociologia, envolvendo professores da Educação Superior e da Educação Básica. Considero que um movimento de tal natureza e de tamanha envergadura deva ser amplo e inclusivo. A proposta de criação da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS) deve envolver os professores de Sociologia da Educação Básica. Para tanto, é necessário que sejam criados instrumentos de diálogo com esses professores que estão nas escolas, além de se envolver as entidades representativas dos professores, em especial, as confederações nacionais, a CNTE e a CONTEE, que representam os professores da rede pública e do setor privado do Brasil, respectivamente. Não podemos pensar em discutir educação sem as entidades representativas que possuem décadas de luta e de mobilização.
Fico preocupado com a criação de uma entidade sem a ampla participação de professores (as) que enfrentam o dia a dia da Educação nas mais difíceis condições de trabalho. Possuo 31 anos de dedicação ao magistério. Sempre atuei em sala de aula, mesmo quando fui diretor de colégio estadual, na Baixada Fluminense. Nunca deixei a sala de aula. Fico espantado em ver colegas defendendo a mobilização apenas pela internet, até agora. Até onde eu sei, o movimento pela criação da ABECS possui pouco mais de 250 pessoas em uma lista de discussão na internet, em um grupo do Google. Se quisermos criar uma entidade representativa que possa ter força para enfrentar os grandes desafios da Educação, temos que ir até onde os professores estão: as escolas! A associação já tem data marcada para ser fundada. Será no dia 11 de maio, sexta-feira, à tarde, no Colégio Pedro II, na unidade do centro da Cidade do Rio de Janeiro, Avenida Marechal Floriano, nº 80.
OS SOCIÓLOGOS BRASILEIROS, COMO SABE, DESDE A EDIÇÃO DA LEI 6.888 DE 10 DE DEZEMB RO DE 1980 - E JÁ SE FORAM 31 ANOS! - NÃO POSSUEM CONSELHO FEDERAL, NEM OS REGIONAIS DE SOCIÓLOGOS. COMO VOCÊS DO SINDSERJ ENTENDEM QUE DEVERIAM SER ORGANIZADOS TAIS CONSELHOS? SOB QUAL NOMENCLATURA? HÁ ESPERANÇA DO GOVERNO DILM A RECONHECER TAIS CONSELHOS, QUE SÃO AUTARQUIAS FEDERAIS?
Ainda não estou convencido da necessidade da criação do Conselho Federal de Sociólogos. Todos os argumentos favoráveis que li e ouvi, até agora, não demonstram a necessidade premente de um conselho. Mas que fique claro que o SINDSERJ não possui posição sobre isso.
Se fosse criado, hoje, qual seria a representatividade de um conselho de uma categoria que não se encontra organizada em todos os estados? Mesmo nos grandes estados, qual é o grau de organização da categoria? Já vi conselhos serem criados de cima para baixo e hoje se apresentam como um problema para a categoria que, em tese, representam ou deveriam representar. Não vou citar exemplos porque a lista seria, talvez, extensa. Um conselho sem representatividade é tudo o que os sociólogos não precisam!
POR FIM, FALE-NOS SOBRE O TRABALHO DO SINDSERJ E QUAIS SÃO AS PROPOSTAS DE SUA ENTIDADE EM PLANO NACIONAL PARA A REORGANIZAÇÃO DOS SOCIÓLOGOS BRASILEIROS.
Quando ocorreu o Congresso da Federação Nacional de Sociólogos, em Natal, a diretoria da primeira gestão, decidiu comparecer e os relatos foram demasiadamente frustrantes. Atualmente, nos mantemos distantes da Federação. Mas, pessoalmente, fico perplexo em assistir a uma entidade, que se propõe nacional, adotar bandeiras de luta distantes das aspirações dos sociólogos. Só leio informações sobre o SUAS. Não vejo nenhuma iniciativa voltada para a promoção de um debate amplo sobre a formação do sociólogo, o mercado de trabalho e o ensino de Sociologia. Uma entidade nacional deve ser capaz de promover conferências, fóruns, seminários, congressos nacionais sobre as questões mais candentes que envolvem a profissão do sociólogo. Ela deve ser plural, democrática e estimular a participação de todos. Ela tem que ser representativa de todos. Isso me parece ainda ser um sonho distante! Contudo, paradoxalmente, o movimento dos sociólogos tem avançado em vários estados, mesmo que isoladamente. Por isso, temos a vontade de contribuir para a construção de um movimento nacional dos sociólogos que seja representativo e unitário de fato.