CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

12 de mar. de 2013

NOVO FEDERALISMO-4


Ex-governador de Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) avaliou que "a centralização é um grande defeito do Brasil, uma falsa federação". "Tudo no Brasil tem que ser decidido em Brasília. Isso é um absurdo", reclamou.
Fonte: Blog do Jamildo

4 de mar. de 2013

NOVO FEDERALISMO-3


PACTO FEDERATIVO



A bandeira nacional levantada por Eduardo Campos (PSB), a da reformulação do Pacto Federativo, também foi defendida pelo senador Armando Monteiro Neto. "O Brasil precisa rearrumar o federalismo. O nosso formato é desintegrador. E precisamos de um federalismo cooperativo. É preciso fortalecer os municípios, defendendo a partilha de todos os impostos e contribuições".

Fonte: Blog do Jamildo.

25 de fev. de 2013

NOVO FEDERALISMO-2


Com jeito de candidato, Eduardo Campos diz que não adianta o Brasil crescer sem um novo Pacto Federativo
            POSTADO ÀS 13:55 EM 25 DE FEVEREIRO DE 2013
Foto: reprodução do Instagram
Palestrante no seminário "Nordeste: Como enfrentar as dores do cresimento", o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, defendeu mais uma vez a discussão de um novo Pacto Federativo, colocando o debate como fundamental para o crescimento do País e a superação das desigualdades regionais.

Repetindo o discurso em que faz uma retomada das últimas gestões no País, Eduardo afirmou que é preciso "aprender que foi importante o Brasil crescer e pôr fim à inflação. Foi importante o Brasil crescer e distribuir renda. Mas é importante crescer no século 21 reduzindo as desigualdades regionais". As referências são claras ao período de oito anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à frente da Presidência da República, seguido dos anos do PT (Lula e Dilma Rousseff) e, agora, seria a hora de um pós-PT.

E o desenvolvimento regional com a diminuição da desigualdade entre as regiões se daria pelo fortalecimento das lideranças locais, dando mais autonomia aos estados e municípios da federação. Mas como se daria essa mudança? Com um novo Pacto Federativo. E esta bandeira é carregada por Eduardo Campos, que lidera debate sobre o tema no País.

Mas ele diz não estar pensando em campanha. "A hora é de juntar o Brasil", pede. Mas sem poupar as críticas à gestão "aliada".

"O País não tem uma política de desenvolvimento regional que se torne um sistema. O país tem iniciativas, fundos, políticas setoriais para a região. Até houve um esforço em 2002 para definir a política, mas que não se tornou um sistema".

"Em 2012, o governo federal fez encontros dos Estados para desenhar esta política. E terá uma conferência no final deste semestre, em Brasília, para definir a política e o sistema. Acho uma bela iniciativa que precisamos aproveitar para que ela efetivamente crie na institucionalidade brasileira uma política que não dependa do governante 'A' ou 'B', mas do País."

Ao falar sobre as guerras fiscais que os estados travam para conseguir atrair os investimentos, Eduardo Campos afirmou que a estratégia é algo superado. "O que precisamos é de incentivos em tributos federais para que direcionem investimentos para as áreas mais adequadas no país, como fez a União Europeia na experiência de sua unificação", pregou.

CARTA 
- Enquanto Eduardo Campos conversava com a imprensa, a jornalista e empresária Manuela Carta, da Carta Capital, escutava atentamente, chegando a fechar os olhos em alguns momentos para se concentrar melhor. Um metro nas costas de Eduardo Campos, Manuela não parecia muito alegra com o discurso de Eduardo.

O governador, ao encerrar sua palestra, fez muitos elogios à Carta Capital - revista que defendeu publicamente as candidaturas petistas nas últimas eleições. Campos agradeceu o espaço e pediu que a publicação continuasse "ouvindo os anseios dos que querem melhorias para o País".


Fonte: Blog do Jamildo

21 de fev. de 2013

RETIRANDO DO BAÚ 13: DATAS COMEMORATIVAS DE PERNAMBUCO-LEMBRANÇAS DE UMA HISTÓRIA QUE VEZ POR OUTRA, AQUI E ACOLÁ SE REPETE E JAMAIS DEVEMOS ESQUECER E NOS CONFORMAR...

   
Brasão da Cidade do Recife: Símbolos de fé, força e esperança completam o visual da bandeira do Recife. São eles: a cruz, representando a colonização portuguesa, que trouxe o cristianismo para o Brasil; o leão neerlandês coroado, em amarelo, remetendo ao escudo de armas de Maurício de Nassau e ao Leão do Norte, apelido adquirido por Pernambuco pelo seu potencial histórico de lutas e, por fim, o sol e a estrela, ambos em amarelo, aludindo ao nosso astro maior e à representação da república brasileira, considerada originária das terras pernambucanas, através do movimento de 1817. 
Brasão do Estado de Pernambuco: O brasão de Pernambuco foi oficializado pelo governador Alexandre José Barbosa Lima (1892-1896), em 1895. O leão representa a bravura do povo pernambucano; os ramos de algodão e de cana-de-açúcar simbolizam riquezas do estado; o sol é a luz cintilante do equador; as estrelas são os municípios. Ainda estão no brasão o mar de Recife e o farol do Forte da Barra, de onde se vê a cidade de Olinda. Na faixa, aparecem as datas históricas mais importantes do Estado: 1710 (guerra dos Mascates), 1817 (Revolução Pernambucana), 1824 (Confederação do Equador) e 1889 (Proclamação da República).

Datas dos Brasões e Seus Significados: 

1537= Fundação do Recife;
1637= Expulsão dos holandeses de Recife;
1710= Guerra dos Mascates: Confrontaram-se os senhores de terras e de engenhos pernambucanos (aristocracia), concentrados em Olinda, e os comerciantes portugueses do Recife, chamados pejorativamente de mascates. Em 1711 os mascates recifenses atacam Olinda, provocando incêndios e destruição em vilas e engenhos na região. O conflito finalizou com a Coroa Portuguesa nomeando outro governador para Pernambuco e a equiparação de Recife ao mesmo status de Olinda;
1817= Revolução Pernambucana (Revolução dos Padres): Dentre as suas causas destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das idéias  Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas. O movimento iniciou com ocupação do Recife, em 6 de março de 1817.   O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e proclamaram a República. Tropas enviadas da Bahia avançaram pelo sertão pernambucano, enquanto uma força naval, despachada do Rio de Janeiro, bloqueou o porto do Recife. Em poucos dias 8000 homens cercavam a província. No interior, a batalha decisiva foi travada na localidade de Ipojuca. Derrotados, os revolucionários tiveram de recuar em direção ao Recife. Em 19 de maio as tropas portuguesas entraram no Recife e encontraram a cidade abandonada e sem defesa. O governo provisório, isolado, se rendeu no dia seguinte. Dominada a revolução, foi desmembrada de Pernambuco a comarca de Rio Grande (atual Rio Grande do Norte), tornando-se província autônoma. Essa havia sido anexada ao território pernambucano ainda na segunda metade do século XVIII, juntamente a Ceará e Paraíba, que também se tornaram autônomas ainda no período colonial, em 1799. Também a comarca de Alagoas, cujos proprietários rurais haviam se mantido fiéis à Coroa, como recompensa, puderam formar uma província independente.
1823= Mudança do nome de “Vila de Santo Antônio do Recife” para “Cidade do Recife”;
1824= Confederação do Equador: foi um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista (ou autonomista) e republicano ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de  D. Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país. A revolução queria a formação de uma república baseada na constituição da Colômbia. A dissolução da Assembleia Constituinte por D. Pedro I do Brasil em fins de 1823 não foi bem recebida em Pernambuco. Dois navios de guerra (Niterói e Piranga) foram enviados para Recife para fazer a lei ser obedecida. O comandante da pequena divisão naval, o britânico John Taylor. Não alcançou sucesso. Os Liberais se recusaram veementemente a reempossar Paes Barreto e alardearam: "morramos todos, arrase-se Pernambuco, arda à guerra". Em 2 de agosto o Imperador enviou uma divisão naval comandada por Cochrane, composta por uma nau, um brigue, uma corveta e dois transportes, além de 1.200 soldados liderados pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva. As tropas desembarcaram em Maceió, capital da província de Alagoas, de onde partiram em direção a Pernambuco. As forças legalistas logo se encontraram com Paes Barreto e 400 homens que se uniram à marcha. Ao longo do caminho, as tropas foram reforçados por milicianos que aumentaram o contingente para 3.500 soldados. A maior parte da população de Pernambuco, que vivia no interior, incluindo os partidários de Paes Barreto e mesmo os neutros ou indiferentes a disputas entre as facções, permaneceu fiel a monarquia.
Enquanto isso, Cochrane, que já se encontrava em Recife bloqueado a cidade, buscou convencer Paes de Andrade a render-se e assim evitar mortes desnecessárias. Andrade recusou a oferta, alegando que preferiria morrer lutando "no campo da glória". Em 12 de setembro as forças terrestres lideradas pelo Brigadeiro Lima e Silva e Paes Barreto atacaram Recife. Manuel Carvalho Paes de Andrade, que jurara lutar até a morte, fugiu escondido sem sequer avisar a seus homens juntamente com Natividade Saldanha e partiram para um navio britânico. Os rebeldes, sem liderança e desmotivados, foram completamente derrotados cinco dias mais tarde. Alguns poucos liderados por frei Caneca lograram escapar e foram em direção ao Ceará. Acreditavam poder unir forças com os revoltosos daquela província. Poucas semanas mais tarde foram completamente derrotados por tropas legalistas. Alguns morreram, como João Soares Lisboa, e Alencar Araripe (assassinado por seus próprios homens), enquanto outros foram encarcerados, como Caneca. Não tiveram melhor sorte os rebeldes na Paraíba, que foram aniquiladas rapidamente por tropas da própria província. O processo judicial para apurar os culpados iniciou-se em outubro de 1824 e estendeu-se até abril de 1825. Das centenas de pessoas que participaram da revolta nas três províncias, somente 15 foram condenadas à morte, dentre elas, frei Caneca e Pe. Mororó. As execuções das lideranças puseram fim ao movimento, cujo lema era "Religião, Independência, União e Liberdade", e custaram a Província de Pernambuco a perda de parte de seu território (a antiga comarca de Rio São Francisco), incorporada à província da Bahia. O movimento deixou também um rastro de rivalidades mortais, estagnação econômica e confrontos políticos por toda a região. Todas as demais foram perdoadas por Pedro I em 7 de março de 1825.
1827= Elevação do Recife a condição de Capital Oficial do Estado de PE;
1889= Proclamação da República.
Fontes: http://www.pe.gov.br/conheca/simbolos; http://www.recife.pe.gov.br/pr/simbolos.php; http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Mascates; http://pt.wikipedia.org/wiki/Recifehttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/guerra-dos-mascastes/guerra-dos-mascastes-1.php

Comentários de Carmem: Apesar de proclamada a República há mais de 100 anos atrás, porventura não se comporta a República Brasileira ainda nos dias de hoje com resquícios absolutista monárquico seja pela presença de seus Coronéis (figuras existentes até o dia de hoje no cenário político brasileiro), seja por decretos/medidas provisórias emitidas de forma indiscriminada pelo Poder Federal Central onde o povo e as suas representações políticas das federações nem sequer são consultados sobre as decisões palacianas brasilienses que interferem diretamente nos destinos e autonomia Estaduais, sem considerar as peculiaridades e particularidades regionais e locais, sendo a última desses dias a Medida Provisória que passa a gestão dos Portos Estaduais para o Governo Federal?
Infelizmente (por descuido, herança e aparato jurídico e político atrasado, etc.), vez por outra, aqui e acolá a História se repete e, mais uma vez, de forma oculta devido a “objetivos dissimulados” (estratégias de um projeto de poder de um partido) emanados de um Poder Central, não estaria PE mais uma vez sendo punido por estar na vanguarda de muitas coisas e pela ousadia em aspirar novas coisas?
Eu hein, que coincidência...!!! Fazendo uma analogia, parece que mexer na memória histórica da família imperial no Brasil para realizar descobertas historiográficas em suas catatumbas conforme ocorrido recentemente está contribuindo para cada vez mais despertar e aguçar  algo estranho (práticas estranhas) em algumas pessoas e instituições republicanas, coisas estas que apesar de estranhas ao mesmo tempo nós, pernambucanos(as), bem conhecemos e jamais devemos esquecer e nos conformar...   
Com certeza, realmente é urgente e precisamos de um novo Federalismo, um novo paradigma e uma nova forma de fazer política no Brasil...        

20 de fev. de 2013

REDE SUSTENTABILIDADE-UMA PROPOSTA DE UM NOVO PARADIGMA NA FORMA DE FAZER POLÍTICA NO BRASIL...


Postado em 19/02/2013 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

A #rede ajudará a quebrar o monopólio dos partidos

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“Há hoje um grande número de pessoas que não se identificam com o projeto de poder pelo poder, de dinheiro pelo dinheiro. Elas querem ser protagonistas, não espectadoras da política.” A avaliação foi feita ontem (18) pela ex-senadora Marina Silva durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. “Os partidos têm o monopólio do fazer político. A #rede que acabamos de criar é justamente para ajudar a quebrar esse monopólio”, disse.
Quem são os integrantes da #rede? “São donas de casa, trabalhadores, funcionários públicos, intelectuais, empresários. São cidadãos comprometidos com a sustentabilidade”, respondeu Marina à bancada de jornalistas.
A ex-candidata à Presidência da República lembrou que, antes, o ativismo político era “dirigido” pelos partidos, sindicatos e, depois, pelas ONGs. Hoje, com os meios modernos de comunicação, há uma nova forma de ativismo, o “ativismo autoral”, feito espontaneamente pelas pessoas. “Enganam-se os que acham que elas vêm pela ‘Marina’, elas vêm por uma causa”.
“O esforço que estamos fazendo é para ter uma nova ferramenta institucional que funcione quase como um Cavalo de Tróia dentro da forma como estão configurados os partidos políticos”, disse Marina. A ex-senadora citou, entre as inovações dessa ferramenta, o teto para as doações eleitorais de pessoas físicas e jurídicas, para que muitos contribuam com pouco, em vez de poucos contribuindo com muito.
Outra inovação da #rede, lembrou Marina, é a reserva de 30% das vagas nas eleições proporcionais para candidaturas independentes de cidadãos não filiados que representem movimentos sociais relevantes para o País. Outra novidade é a divulgação em tempo real das doações e dos gastos de campanha por meio da Internet, sugestão feita pelo senador Eduardo Suplicy (SP).
O próprio Encontro Nacional da Rede Pró-Partido, que decidiu pela criação da #rede, é um exemplo de uma nova maneira de fazer política. “Nós fizemos uma convenção que contou com 1.700 pessoas, cuja mobilização foi feita via rede. Um partido convencional gastaria cerca de R$ 700 mil com passagens, hospedagens e alimentação. No nosso encontro, pessoas vindas de todo o país bancaram R$ 500 mil com os próprios recursos. Isso já é um diferencial. Os 300 fundadores da #rede ratearam o restante”, afirmou Marina.
Para a ex-senadora, não basta ter transparência na política. “É preciso ter visibilidade. As novas tecnologias permitem que possamos fazer as coisas de forma cada vez mais visível”, afirmou.
Fonte: http://www.minhamarina.org.br/blog/2013/02/a-rede-ajudara-a-quebrar-o-monopolio-dos-partidos/
Comentário de Carmem: Há um bom tempo pessoas como eu esperávamos iniciativas como estas...Parabéns à Marina, à Heloísa Helena e aos seus colaboradores (articuladores e mobilizadores)...A rede já está nos Estados coletando as assinaturas para a formação desta nova forma de agremiação política e de fazer política...Aos interessados fiquem de olho nas mobilizações desta nova proposta...

ATENÇÃO: Para quem quiser já iniciar a coleta de assinaturas basta entrar no site http://www.brasilemrede.com.br/index.php#.USVgfh32-Jt, se cadastrar como colaborador, baixar o modelo de coleta de assinaturas e as instruções para a coleta das assinaturas...

18 de jan. de 2013

OS RUMOS DA REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL...


GERSON TEIXEIRA
Os rumos da "Reforma Agrária"
Nos últimos dois anos, foram desapropriados apenas 130 mil hectares; desempenho tão pífio que, desde 1985, só rivaliza com o período Collor
Na década de 1990, as organizações dos trabalhadores do campo combateram, com êxito, a implantação, no Brasil, das estratégias do Banco Mundial para as áreas rurais da América Latina, centradas na chamada reforma agrária de mercado. No auge do neoliberalismo, pretendia-se delegar ao mercado o poder regulatório sobre a questão agrária brasileira.
Restou que os instrumentos de compra e venda de terra ficaram nas franjas institucionais. Tanto que, de 1995 a 2002, a desapropriação de grandes propriedades alcançou 10,3 milhões de hectares contra 4,3 milhões nos oito anos seguintes.
Assim, em termos de "obtenção de terras privadas para a política de assentamentos" (grifei), "bons tempos" os anos de 1990! Afinal, por força das lutas sociais, as desapropriações, com as insuficiências e anomalias conhecidas, foram preservadas, e as restritas operações de compra e venda de terras continham uma réstia redistributiva, pois transferiam para os camponeses frações de grandes propriedades.
Hoje, percebemos sinais em sentido oposto. Terras da União sob o controle dos assentados poderão vir a ser transferidas para as grandes propriedades. É o desfecho esperado da proposta de emancipação dos assentamentos abandonados pelos poderes públicos.
Sugerida pela entidade máxima do agronegócio, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a emancipação traduziria a sensibilidade social da sua presidente pela "libertação dos assentados". O alvo real: a expectativa de apropriação, pelo agronegócio, de milhões de hectares dos assentados, a exemplo do que ambicionam com as suas lutas pela subtração dos territórios indígenas, quilombolas e das áreas protegidas em geral.
Entre as medidas do "pacote da CNA", supostamente acolhido pelo governo, constariam também a regularização "de ofício" dos imóveis localizados às margens das rodovias federais na Amazônia, o que equivaleria ao "carnaval do grilo". E, ainda, a facilitação da ratificação dos títulos das propriedades nas faixas de fronteiras indevidamente emitidos pelos Estados.
Nos últimos dois anos, foram desapropriados apenas 130 mil hectares; desempenho tão pífio que, desde 1985, só rivaliza com o período Collor. Comenta-se que tal desempenho resultou da imposição, pela Casa Civil, do limite de R$ 100 mil por família nos projetos de assentamentos. O equívoco do limite deve-se à sua forma irrefletida. Até as cercas dos latifúndios sabem que a desapropriação gera enormes ganhos indevidos aos seus donos, graças à persistência de legislações lenientes e jurisprudências duvidosas.
Exemplo: enquanto a taxa Selic, na atualidade, é de 7,25% aa e a inflação, menor ainda, os juros compensatórios, indevidamente aplicados sobre os valores da desapropriação contestados em juízo, são de 12% aa. Então, em vez de se extinguir anomalias da espécie, opta-se por um corte arbitrário que inviabiliza de vez a desapropriação.
Mas, esse é apenas um detalhe de uma mudança essencial. Efetivadas as medidas anunciadas, a política agrária terá "evoluído" do seu tradicional perfil restrito de contenção de conflitos sociais em proteção ao latifúndio/agronegócio para um estágio de funcionalidade direta às necessidades da própria expansão do agronegócio. Transição equivalente ocorre com a política ambiental.
Em suma, a sedução e a rendição política aos quase US$ 100 bilhões gerados pelas exportações do agronegócio poderão levar o Brasil a cenários sombrios de um "abismo agrário-ambiental". A presidente Dilma Rousseff, que vem enfrentando com coragem interesses econômicos poderosos em defesa do povo brasileiro, haverá de rever esses rumos desastrosos das políticas agrária e ambiental.
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GERSON TEIXEIRA, 60, engenheiro agrônomo, é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra)
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
Fonte:fhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/88958-os-rumos-da-quotreforma-agrariaquot.shtml, 18/01/2013
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Comentário de Carmem: Porém, é preciso repensar as variáveis que resultaram neste processo. Outro fato é que precisamos não só de um modelo eficaz e eficiente de reforma agrária como também de um novo modelo de extensão rural e assistência técnica que contribua para que realmente as terras dos assentamentos e demais categorias que, de acordo com a PNATER, são consideradas como agricultores(as) familiares cada vez mais contribuam com eficácia e eficiência a função a qual se destinam, pois, por incrível que pareça, é fato que apesar de toda tecnologia existente, em geral os assentamentos possuem  baixa produção e produtividade e, isto para não falar de outros problemas...

22 de dez. de 2012

BOAS FESTAS...


Boas Festas e que 2013 continue repleto de saúde, paz, sucesso, prosperidade e agradáveis surpresas para todos(as) nós. 


8 de dez. de 2012

PAÍSES MENOS E MAIS CORRUPTOS-RELATÓRIO TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL-2012



OS GOVERNOS DEVEM PRIORIZAR A LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

Olhando para os Índices de Percepção da Corrupção 2012, é claro que a corrupção é a maior ameaça que a humanidade enfrenta. Corrupção destrói vidas e comunidades, e prejudica países e instituições. Ele gera ira popular que ameaça desestabilizar ainda mais as sociedades e exacerbar os conflitos violentos.
Percepções da Corrupção Índice pontuações países em uma escala de 0 (muito corrupto) a 100 (muito limpos). Embora nenhum país tem uma pontuação perfeita, dois terços dos países pontuação abaixo de 50, indicando um problema de corrupção grave.
Traduz corrupção, para o sofrimento humano, com famílias pobres sendo extorquido por subornos para ver os médicos ou para ter acesso a água potável. Isso leva a falha na prestação de serviços básicos, como educação ou saúde. Ele desvia a construção de infra-estruturas essenciais, como líderes corruptos desnatado fundos.
Corrupção equivale a um imposto sujo, e os pobres e mais vulneráveis ​​são as suas principais vítimas.
Então, como podemos combater os efeitos da corrupção no sector público?
Os governos precisam integrar as ações de combate à corrupção em todos os aspectos da tomada de decisão. Eles devem priorizar as regras melhores no lobby e financiamento político, tornar os gastos públicos e contratação de mais transparente, e fazer os órgãos públicos mais responsáveis.
Depois de um ano com um enfoque global sobre a corrupção, que se espera mais governos a tomar uma posição mais dura contra o abuso de poder. Percepções da Corrupção resultados do Índice demonstram que há ainda muitas sociedades e governos que precisam dar uma maior prioridade a esta questão.
O Índice de Percepção da Corrupção classifica os países e territórios com base em quão corrupto seu setor público é percebido como. A pontuação de um país ou território indica o nível de percepção de corrupção no sector público em uma escala de 0 - 100, onde 0 significa que um país é percebido como meio altamente corruptos e 100, é percebida como muito limpos. Classificação de um país indica a sua posição em relação aos outros países e territórios incluídos no índice. Índice deste ano inclui 176 países e territórios.

OBS: Em amarelo os Países menos corruptos.
Fonte: http://www.transparency.org/cpi2012/results

5 de dez. de 2012

COMO SEMPRE, ATRÁS DE TODA CRISE ECONÔMICA EXISTE A MÃO DA CORRUPÇÃO SOCIAL, POLÍTICA, ADMINISTRATIVA, ECONÔMICA E FINANCEIRA...


BERLIM, 05 dez 2012 (AFP) - A corrupção continua fazendo estragos no mundo e prejudica, em particular, os países mais atingidos pela crise na Eurozona, como Grécia e Itália, cuja classificação na lista se deteriora, indica a Transparência Internacional em seu relatório anual publicado nesta quarta-feira. Na América Latina, os países mais virtuosos são Chile e Uruguai, que compartilham a 20ª posição com uma nota de 70 pontos em 100, e o mais corrupto é a Venezuela, situado na 165ª posição com 19 pontos, na frente apenas de Iraque, Uzbequistão, Somália e Afeganistão. A Transparência Internacional constata que "a corrupção continua fazendo estragos nas sociedades em todo o mundo" e aponta expressamente para os países mais afetados da Eurozona pela crise econômica e financeira, pelo nível "decepcionante" de corrupção, segundo o comunicado. A Transparência Internacional analisa a corrupção em 174 países e lhes concede uma nota que vai de 0 a 100, dependendo da percepção de corrupção. Na Europa, neste ano, Itália e Grécia aparecem, respectivamente, nas posições 72 e 94 da lista, com 42 e 36 pontos, três e 14 posições a menos que no relatório anterior da Transparência. O nível de percepção da corrupção na Itália é similar ao da Tunísia (41 pontos), enquanto o da Grécia é igual ao da Colômbia. Entre os países afetados pela crise da dívida, Irlanda (25ª), Espanha (30ª) e Portugal (33ª) obtêm resultados superiores a 60. Menos afetados pela crise, Alemanha e França estão classificados na 13ª e 22ª posição, respectivamente, com notas superiores a 70. Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia compartilham o primeiro lugar de países mais virtuosos, com resultados de 90 pontos. Japão e Reino Unido aparecem na 17ª posição, na frente dos Estados Unidos (19ª).Os resultados da maioria dos países da "primavera árabe" são inferiores ou levemente superiores a 40. Afeganistão, Coreia do Norte e Somália compartilham a última posição com notas de 8 pontos. A Rússia (133ª), com uma nota de 28, continua sendo um dos países mais corruptos do mundo, segundo a Transparência, mas voltou a melhorar sua posição, subindo 10 posições desde o último relatório. Para realizar esta lista, que reflete apenas a percepção da corrupção, a ONG se baseia em dados recolhidos por 13 instituições internacionais, entre elas o Banco Mundial, os bancos asiático e africano de desenvolvimento ou o Fórum Econômico Mundial. 
Fonte: Terra Notícias