CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

18 de jan. de 2013

OS RUMOS DA REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL...


GERSON TEIXEIRA
Os rumos da "Reforma Agrária"
Nos últimos dois anos, foram desapropriados apenas 130 mil hectares; desempenho tão pífio que, desde 1985, só rivaliza com o período Collor
Na década de 1990, as organizações dos trabalhadores do campo combateram, com êxito, a implantação, no Brasil, das estratégias do Banco Mundial para as áreas rurais da América Latina, centradas na chamada reforma agrária de mercado. No auge do neoliberalismo, pretendia-se delegar ao mercado o poder regulatório sobre a questão agrária brasileira.
Restou que os instrumentos de compra e venda de terra ficaram nas franjas institucionais. Tanto que, de 1995 a 2002, a desapropriação de grandes propriedades alcançou 10,3 milhões de hectares contra 4,3 milhões nos oito anos seguintes.
Assim, em termos de "obtenção de terras privadas para a política de assentamentos" (grifei), "bons tempos" os anos de 1990! Afinal, por força das lutas sociais, as desapropriações, com as insuficiências e anomalias conhecidas, foram preservadas, e as restritas operações de compra e venda de terras continham uma réstia redistributiva, pois transferiam para os camponeses frações de grandes propriedades.
Hoje, percebemos sinais em sentido oposto. Terras da União sob o controle dos assentados poderão vir a ser transferidas para as grandes propriedades. É o desfecho esperado da proposta de emancipação dos assentamentos abandonados pelos poderes públicos.
Sugerida pela entidade máxima do agronegócio, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a emancipação traduziria a sensibilidade social da sua presidente pela "libertação dos assentados". O alvo real: a expectativa de apropriação, pelo agronegócio, de milhões de hectares dos assentados, a exemplo do que ambicionam com as suas lutas pela subtração dos territórios indígenas, quilombolas e das áreas protegidas em geral.
Entre as medidas do "pacote da CNA", supostamente acolhido pelo governo, constariam também a regularização "de ofício" dos imóveis localizados às margens das rodovias federais na Amazônia, o que equivaleria ao "carnaval do grilo". E, ainda, a facilitação da ratificação dos títulos das propriedades nas faixas de fronteiras indevidamente emitidos pelos Estados.
Nos últimos dois anos, foram desapropriados apenas 130 mil hectares; desempenho tão pífio que, desde 1985, só rivaliza com o período Collor. Comenta-se que tal desempenho resultou da imposição, pela Casa Civil, do limite de R$ 100 mil por família nos projetos de assentamentos. O equívoco do limite deve-se à sua forma irrefletida. Até as cercas dos latifúndios sabem que a desapropriação gera enormes ganhos indevidos aos seus donos, graças à persistência de legislações lenientes e jurisprudências duvidosas.
Exemplo: enquanto a taxa Selic, na atualidade, é de 7,25% aa e a inflação, menor ainda, os juros compensatórios, indevidamente aplicados sobre os valores da desapropriação contestados em juízo, são de 12% aa. Então, em vez de se extinguir anomalias da espécie, opta-se por um corte arbitrário que inviabiliza de vez a desapropriação.
Mas, esse é apenas um detalhe de uma mudança essencial. Efetivadas as medidas anunciadas, a política agrária terá "evoluído" do seu tradicional perfil restrito de contenção de conflitos sociais em proteção ao latifúndio/agronegócio para um estágio de funcionalidade direta às necessidades da própria expansão do agronegócio. Transição equivalente ocorre com a política ambiental.
Em suma, a sedução e a rendição política aos quase US$ 100 bilhões gerados pelas exportações do agronegócio poderão levar o Brasil a cenários sombrios de um "abismo agrário-ambiental". A presidente Dilma Rousseff, que vem enfrentando com coragem interesses econômicos poderosos em defesa do povo brasileiro, haverá de rever esses rumos desastrosos das políticas agrária e ambiental.
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GERSON TEIXEIRA, 60, engenheiro agrônomo, é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra)
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
Fonte:fhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/88958-os-rumos-da-quotreforma-agrariaquot.shtml, 18/01/2013
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Comentário de Carmem: Porém, é preciso repensar as variáveis que resultaram neste processo. Outro fato é que precisamos não só de um modelo eficaz e eficiente de reforma agrária como também de um novo modelo de extensão rural e assistência técnica que contribua para que realmente as terras dos assentamentos e demais categorias que, de acordo com a PNATER, são consideradas como agricultores(as) familiares cada vez mais contribuam com eficácia e eficiência a função a qual se destinam, pois, por incrível que pareça, é fato que apesar de toda tecnologia existente, em geral os assentamentos possuem  baixa produção e produtividade e, isto para não falar de outros problemas...

22 de dez. de 2012

BOAS FESTAS...


Boas Festas e que 2013 continue repleto de saúde, paz, sucesso, prosperidade e agradáveis surpresas para todos(as) nós. 


8 de dez. de 2012

PAÍSES MENOS E MAIS CORRUPTOS-RELATÓRIO TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL-2012



OS GOVERNOS DEVEM PRIORIZAR A LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

Olhando para os Índices de Percepção da Corrupção 2012, é claro que a corrupção é a maior ameaça que a humanidade enfrenta. Corrupção destrói vidas e comunidades, e prejudica países e instituições. Ele gera ira popular que ameaça desestabilizar ainda mais as sociedades e exacerbar os conflitos violentos.
Percepções da Corrupção Índice pontuações países em uma escala de 0 (muito corrupto) a 100 (muito limpos). Embora nenhum país tem uma pontuação perfeita, dois terços dos países pontuação abaixo de 50, indicando um problema de corrupção grave.
Traduz corrupção, para o sofrimento humano, com famílias pobres sendo extorquido por subornos para ver os médicos ou para ter acesso a água potável. Isso leva a falha na prestação de serviços básicos, como educação ou saúde. Ele desvia a construção de infra-estruturas essenciais, como líderes corruptos desnatado fundos.
Corrupção equivale a um imposto sujo, e os pobres e mais vulneráveis ​​são as suas principais vítimas.
Então, como podemos combater os efeitos da corrupção no sector público?
Os governos precisam integrar as ações de combate à corrupção em todos os aspectos da tomada de decisão. Eles devem priorizar as regras melhores no lobby e financiamento político, tornar os gastos públicos e contratação de mais transparente, e fazer os órgãos públicos mais responsáveis.
Depois de um ano com um enfoque global sobre a corrupção, que se espera mais governos a tomar uma posição mais dura contra o abuso de poder. Percepções da Corrupção resultados do Índice demonstram que há ainda muitas sociedades e governos que precisam dar uma maior prioridade a esta questão.
O Índice de Percepção da Corrupção classifica os países e territórios com base em quão corrupto seu setor público é percebido como. A pontuação de um país ou território indica o nível de percepção de corrupção no sector público em uma escala de 0 - 100, onde 0 significa que um país é percebido como meio altamente corruptos e 100, é percebida como muito limpos. Classificação de um país indica a sua posição em relação aos outros países e territórios incluídos no índice. Índice deste ano inclui 176 países e territórios.

OBS: Em amarelo os Países menos corruptos.
Fonte: http://www.transparency.org/cpi2012/results

5 de dez. de 2012

COMO SEMPRE, ATRÁS DE TODA CRISE ECONÔMICA EXISTE A MÃO DA CORRUPÇÃO SOCIAL, POLÍTICA, ADMINISTRATIVA, ECONÔMICA E FINANCEIRA...


BERLIM, 05 dez 2012 (AFP) - A corrupção continua fazendo estragos no mundo e prejudica, em particular, os países mais atingidos pela crise na Eurozona, como Grécia e Itália, cuja classificação na lista se deteriora, indica a Transparência Internacional em seu relatório anual publicado nesta quarta-feira. Na América Latina, os países mais virtuosos são Chile e Uruguai, que compartilham a 20ª posição com uma nota de 70 pontos em 100, e o mais corrupto é a Venezuela, situado na 165ª posição com 19 pontos, na frente apenas de Iraque, Uzbequistão, Somália e Afeganistão. A Transparência Internacional constata que "a corrupção continua fazendo estragos nas sociedades em todo o mundo" e aponta expressamente para os países mais afetados da Eurozona pela crise econômica e financeira, pelo nível "decepcionante" de corrupção, segundo o comunicado. A Transparência Internacional analisa a corrupção em 174 países e lhes concede uma nota que vai de 0 a 100, dependendo da percepção de corrupção. Na Europa, neste ano, Itália e Grécia aparecem, respectivamente, nas posições 72 e 94 da lista, com 42 e 36 pontos, três e 14 posições a menos que no relatório anterior da Transparência. O nível de percepção da corrupção na Itália é similar ao da Tunísia (41 pontos), enquanto o da Grécia é igual ao da Colômbia. Entre os países afetados pela crise da dívida, Irlanda (25ª), Espanha (30ª) e Portugal (33ª) obtêm resultados superiores a 60. Menos afetados pela crise, Alemanha e França estão classificados na 13ª e 22ª posição, respectivamente, com notas superiores a 70. Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia compartilham o primeiro lugar de países mais virtuosos, com resultados de 90 pontos. Japão e Reino Unido aparecem na 17ª posição, na frente dos Estados Unidos (19ª).Os resultados da maioria dos países da "primavera árabe" são inferiores ou levemente superiores a 40. Afeganistão, Coreia do Norte e Somália compartilham a última posição com notas de 8 pontos. A Rússia (133ª), com uma nota de 28, continua sendo um dos países mais corruptos do mundo, segundo a Transparência, mas voltou a melhorar sua posição, subindo 10 posições desde o último relatório. Para realizar esta lista, que reflete apenas a percepção da corrupção, a ONG se baseia em dados recolhidos por 13 instituições internacionais, entre elas o Banco Mundial, os bancos asiático e africano de desenvolvimento ou o Fórum Econômico Mundial. 
Fonte: Terra Notícias

7 de nov. de 2012

NOVO FEDERALISMO-1 (FEDERALISMO. QUE FEDERALISMO?)


Por Gustavo Krause

O governo federal abusou de dar boa noite com o chapéu alheio. Usou o IPI para turbinar o consumo de automóveis e encher a burra de toda cadeia produtiva. Em contrapartida, enfartou o trânsito nas cidades, engordou a inadimplência do consumidor ávido e, o que é mais grave, reduziu significativamente o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e, de modo mais agudo, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Todo mundo sabe que o governo federal (e, para ser justo, a distorção vem de longe), para evitar perda de receita, criou as contribuições sociais que não alimentam os mencionados fundos, restritos à parte da arrecadação do IPI e do IR.

Em boa hora, o governador de Pernambuco reagiu e interpretou o sentimento generalizado dos prefeitos que sentiram soco no estômago, melhor dizendo, no bolso que, segundo o pragmatismo anatômico, é a parte mais sensível do corpo humano.

Sua Excelência defende um novo pacto federativo. Ora, Federação etimologicamente já significa pacto e, na origem do caso brasileiro, nunca houve este pacto. O que há é um nominalismo oco, inscrito nas constituições brasileiras desde a de 1891. E no caso do federalismo, nossos constituintes de 91 fizeram nascer os Estados Unidos do Brasil, uma cópia tosca e desbotada da sólida federação dos Estados Unidos da América.

Desta forma, o governador de Pernambuco coloca na agenda nacional um tema que, espero, transcenda o federalismo fiscal e estimule o debate mais amplo, complexo e conflituoso sobre o federalismo político.    

A propósito, o tema me faz recordar uma exposição que fiz, no exercício do mandato de deputado federal (1992), sobre a conjuntura brasileira para uma comitiva de deputados americanos. Na ocasião, parti de uma premissa pouco usual, ao propor que os colegas arquivassem os instrumentos convencionais de análise porque o Brasil era um país que funcionava sem moeda, orçamento e federação, três pilares de qualquer sociedade razoavelmente civilizada.

Antes que o espanto e a incredulidade tomasse conta da comitiva passei a explicar que no lugar da moeda existia uma cumplicidade aritmética entre os agentes econômicos garantida pelos índices de correção monetária por conta de uma inflação crônica e crescente (não sei se entenderam): o orçamento era uma lei meramente autorizativa (lei autorizativa?),  uma peça de ficção, um espaço de tramoia e escândalos recorrentes; e o federalismo, bom, aí estava eu diante de cidadãos cuja história e cultura política deram origem e fizeram funcionar o federalismo moderno  que é o mais notável resultado da Convenção Federal.

De fato, o federalismo americano nasceu de baixo para cima: um pacto entre entidades que partiram de uma confederação, como está escrito na Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776), para um pacto federativo estabelecido pela Constituição (1787), somente ratificada em 1788, merecendo destaque o amplo debate que deu origem à notável obra O federalista (textos de Hamilton, Madison e Jay).

Por outro lado, é importante não esquecer que a cruenta guerra de secessão (1861\65) representou um grave risco de fragmentação que, segundo Lincoln, ao assumir a presidência, via na nação americana “uma casa dividida”. Terminou por fortalecer o ideal federalista frente ao risco confederado.

Além de ter nascido de baixo para cima, a federação americana resulta de um movimento de centralização de poder suficiente para manter o equilíbrio entre forças centrifugas e centrípetas que ameacem a integridade nacional.

No caso brasileiro, ocorre o inverso: o federalismo nasceu de cima para baixo associado a um precário processo descentralizador. Ademais, a história e a cultura política não ajudam o aperfeiçoamento do federalismo político: o império unitário e os ciclos centralizadores do autoritarismo político desequilibraram as relações entre os entes federados; a relação clientelista entre o governo central, os estados-membros e os municípios, é uma força que atua na manutenção de conveniente dependência.

O pires na mão é a triste imagem que ratifica a frase do ex-governador Joaquim Francisco de que não existe liso brabo. Ainda assim, vale a pena lutar.

Fonte: Blog do Jamildo

5 de nov. de 2012

ENQUETE: O NOVO FEDERALISMO BRASILEIRO.

Boa Tarde, Leitores(as):

Ao lado encontra-se uma enquete que lhe convidamos para participar e responder sobre a questão de um novo pacto federalista brasileiro. 
Você é contra, à favor, não tem opinião a respeito da necessidade de um novo federalismo brasileiro ou acha que o tema precisa ser mais debatido nacionalmente? 
A enquete ficará online até o dia 31 de Março de 2013. 
Convidamos vocês a participarem!
Você também poderá acrescentar nesta postagem abaixo comentários a respeito deste tema que voltou a ser debate nacional nestes últimos dias ou então postar neste blog (caso seja autor) suas opiniões (ou textos de terceiros) sobre o tema ou então enviar para o e-mail deste blog (sociologiabr@gmail.com) seus comentários ou textos sobre o tema.
Para votar basta clicar em votar ou alterar o seu voto na janela ao lado.
Aguardamos a sua participação...

29 de out. de 2012

PT E PSB TÊM MAIS PREFEITURAS E ELEITORES E O PMDB RECUA...


Por Daniel Bramatti, José Roberto de Toledo, Amanda Rossi, Diego Rabatoni e Vitor Baptista  

No balanço final da eleição de 2012, o PT e o PSB foram os partidos que mais ampliaram o número de prefeituras conquistadas e o contingente de eleitores a governar em relação a 2008. O PSD, em sua primeira disputa, obteve um lugar entre os maiores partidos, mas terá pouca influência nas cidades grandes.
O PMDB encolheu tanto em número de prefeituras quanto de eleitores. O PSDB elegeu menos prefeitos, mas praticamente manteve sua fatia do eleitorado. E o DEM manteve sua tendência de definhamento.
Principal vencedor da eleição, o PT conquistou prefeituras que, somadas, concentram 20% do eleitorado. Em 2008, as cidades petistas abrigavam 17% dos eleitores do País. Sem o triunfo em São Paulo, o partido teria até recuado no quesito eleitorado governado - sozinha, a capital paulista abriga pouco mais de 6% dos brasileiros com direito a voto.
Primeiros colocados no ranking do eleitorado, os petistas ficaram em terceiro no número de prefeitos eleitos, com 635. O fato revela que o PT ainda tem dificuldades para conquistar as pequenas cidades, seara na qual o PMDB é a legenda mais forte.
O PT elegeu quatro prefeitos de capitais neste ano, menos do que em 2008 (seis) e 2004 (nove), mas ampliou seu espaço no conjunto dos 83 municípios com mais de 200 mil eleitores, o chamado clube do 2.º turno. Nesse grupo, os petistas vão governar 30% do eleitorado - porcentual acima de sua média nacional.
Não se pode dizer que o PMDB teve um resultado ruim nesta eleição - afinal, manteve o primeiro lugar no ranking dos prefeitos eleitos, com 1.025, e só ficou atrás do PT no do eleitorado a governar (17%). Mas o partido se saiu pior do que há quatro anos.
O principal recuo dos peemedebistas ocorreu no clube do 2.º turno. Em 2008, no grupo das cidades com mais de 200 mil eleitores, a legenda venceu em municípios que abrigavam 26% do eleitorado nacional. Agora, sua participação vai cair para 14%.
Destaque no 1.º turno, com a conquista de duas capitais de grande peso político - Belo Horizonte e Recife -, o PSB chega ao final da disputa com saldo positivo sob todos os aspectos, principalmente no número de eleitores a governar.
O partido presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos - já citado como possível candidato a presidente em 2014 -, deve governar cerca de 11% do eleitorado a partir da posse dos novos prefeitos, em 2013. É um salto em relação ao porcentual obtido em 2008: 6%. Em número de prefeitos, o PSB avançou de 310 para 440.
Em termos comparativos, o DEM terá neste ano o pior desempenho de sua história. Vai eleger prefeitos que comandarão 5% do eleitorado, menos da metade que obteve há quatro anos. Mas 2008 foi um ano atípico para o DEM - o partido conquistou na época a capital paulista, com a reeleição de Gilberto Kassab.
O mesmo Kassab desestruturou as bases municipais do DEM ao criar o PSD, no ano passado, e atrair centenas de políticos de seu antigo partido. A nova legenda elegeu 278 prefeitos e governará 6% do eleitorado. No grupo das 83 maiores cidades, porém, sua influência será menor: governará apenas 3% dos eleitores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: O Estadão/Yahoo



9 de out. de 2012

VEREADORES(AS) ELEITOS EM RECIFE-2012


 André Ferreira (PMDB) – 15.774
 Antônio Luiz Neto (PTB) – 13.833
 Priscila Krause (DEM) – 13-386
 Estefano Menudo (PSB) – 12.012
 Raul Jungmann (PPS) – 11.873
 Professor Jairo Brito (PT) – 11.233
 Maguari (PSB) – 10.806
 Missionária Michele Collins (PP) – 10-589
 Luiz Eustáquio (PT) – 9.928
 Irmã Aimée (PSB) – 9.916
 Felipe Francismar (PSB) – 9.788
 Jurandir Liberal (PT) – 9.113
 Carlos Gueiros (PTB) – 8.949
 Osmar Ricardo (PT) – 8.714
 Almir Fernando (PCdoB) – 8.522
 Marilia Arraes (PSB) – 8.481
 Isabella de Roldão (PDT) – 8.480
 Augusto Carreiras (PV) – 8.376
 Eduardo Marques (PTB) – 8.234
 Eriberto Rafael (PTC) – 7.952
 Alfredo Santana (PRB) – 7.854
 Vicente (PSB) – 7.823
 Dr. Rogério Lucca (PSL) – 7.597
 André Regis (PSDB) – 7.273
 Henrique Leite (PT) – 7.271
 Aline Mariano (PSDB) – 6.948
 Gilberto Alves (PTN) – 6.015
 Marco Aurélio Meu Amigo (PTC) – 5.999
 Jadeval de Lima (PTN) – 5.784
 Eurico Freire (PV) 5.733
 Rodrigo Vidal (PDT) – 5.441
 Edmar de Oliveira (PHS) – 5.352
 Marcos Di Bria (PTdoB) – 5.350
 Aderaldo Pinto (PRTB) – 5.203
 Eri (PTC) – 4.902
 Aerto Luna (PRP) – 4746
 Davi Muniz (PHS) – 4.739
 Wilton Brito (PHS) – 4.518
 Eduardo Chera (PTN) – 4.205

OBS: Vale salientar que dos 37 vereadores(as) eleitos, 24 (64,87%) pertencem à base da coligação PSB com outros partidos (Frente Popular) que elegeu Geraldo Júlio. Configura-se assim o que em rodas íntimas de amigos, colegas de trabalho e familiares a minha pessoa analisava: mesmo que Geraldo Júlio não vencesse, quem ganhasse para Prefeito em Recife teria que dialogar e negociar com a coligação e propostas da Frente Popular tendo em vista que a maior parte dos(as) vereadores(as) eleitos seria desta coligação.


23 de set. de 2012

GOVERNO BRASILEIRO ESTUDA FLEXIBILIZAR LEIS TRABALHISTAS


Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia, a presidente Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. A Casa Civil analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais, baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em vigor há 69 anos.
Na prática, o projeto permite que os salários e a jornada de trabalho sejam reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas. Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas, pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional, e compensam o tempo trabalhado a mais com folgas.
Os acordos entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical de Empresa (CSE), segundo prevê o projeto de lei. As normas à margem da CLT comporiam um acordo coletivo de trabalho. Empresas que concordarem em reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do governo.
O papel dos sindicatos, nesse sistema, seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o "modelo CLT". Eles também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas - por meio das quais empregados e patrões definem, anualmente, aumentos salariais. Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.
A proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, baseada no modelo alemão e foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Recentemente, a Casa Civil, que auxilia Dilma na elaboração de normas legais, pediu para analisar o projeto. Mas ainda não está certo se o governo adotará o projeto como seu e o enviará ao Congresso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: O Estadão / MSN

Comentário: Na Europa a redução da jornada de trabalho já é uma realidade há bastante tempo. Inclusive outros benefícios como licença prêmio também existem. Por exemplo, existem Países na Europa onde para cada dez anos de trabalho, o trabalhador ganha 11 meses de licença prêmio a qual juntando com as férias totalizam um período de um ano de repouso. Para gerar mais empregos, não basta apenas reduzir impostos sendo, portanto, a redução da jornada de trabalho significativamente importante para gerar mais empregos, desde que não venha acompanhada de redução salarial.