CIÊNCIAS SOCIAIS

CIÊNCIAS SOCIAIS

13 de jul. de 2014

COMO É ADMINISTRADO O FUTEBOL EM ALGUNS PAÍSES...

Comentário de Carmem: O que mais me deixou admirada no desabafo de Romário é o fato de que a CBF e os Clubes Brasileiros mesmo sendo entidades privadas bancadas com os impostos dos cidadãos brasileiros (ao receberem recursos governamentais e perdão de dívidas) ainda até hoje são isentos de fiscalização do TCU e de prestarem contas ao poder público!!!!!!!!!!!!! ACORDA BRASIL, ACORDA TORCEDOR BRASILEIRO, DEIXA DE SER BOBO MATANDO E MORRENDO POR JOGADOR DE FUTEBOL E POR SEUS TIMES E APRENDE A VOTAR E COBRAR SEUS DIREITOS E A MORALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FISCAL DE QUEM USA O NOSSO DINHEIRO !!!!!!!!!!!!!!! VEJAM ABAIXO COMO É ADMINISTRADO O FUTEBOL EM ALGUNS PAÍSES:
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Comparativamente com o que ocorre em outros países, o Brasil está cerca de 20 anos atrasado, em relação ao que acontece na Europa e Estados Unidos. Na Itália, por exemplo, os clubes foram obrigados a se converterem em empresas em 1974. Os campeonatos europeus, hoje, em todas as modalidades, são muito melhor organizados, com uma rentabilidade brutal. Nos Estados Unidos, o esporte representa 3,5%, do Produto Interno Bruto. No Brasil, menos de 0,1% (Grellet, 1998).
A tabela abaixo mostra quais os recursos que alguns clubes europeus utilizam para otimizar a captação de recursos financeiros, investindo na venda de ingressos, direitos de transmissão das partidas disputadas, direitos de propagandas com os principais jogadores das equipes e venda de produtos licenciados.


EM PORTUGAL:


No cumprimento da sua missão, objectivos e atribuições, a LPFP funciona, no âmbito operacional, com uma estrutura organizacional orientada para a acção no terreno e, no âmbito institucional e regulador, através dos seus orgãos estatutários.
Órgãos estatutários
Assembleia Geral
A Assembleia Geral constitui o órgão supremo da Liga, podendo tomar deliberações sobre todas as matérias.
É formada por todos os associados no pleno exercício dos seus direitos. Compete exclusivamente à Assembleia Geral:
a) Eleger e destituir o seu Presidente, os membros da mesa, o Presidente da Liga, bem como os membros do Conselho Fiscal, da Comissão Arbitral, da Comissão Disciplinar e da Comissão de Arbitragem prevista no artigo 77.º;
b) Proceder à designação de novos secretários de Mesa, até ao termo do mandato deste órgão, em caso de vacatura destes lugares;
c) Eleger os delegados representativos dos clubes e sociedades desportivas na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol;
d) Discutir e aprovar o relatório de contas apresentado pela Comissão Executiva e os orçamentos geral e suplementar, visto o parecer do Conselho Fiscal;
e) Apreciar, discutir e votar as alterações aos Estatutos e Regulamento Geral;
f) Elaborar e aprovar os Regulamentos de Competições, de Arbitragem e Disciplinar aplicáveis às competições profissionais de futebol;
g) Aprovar os demais regulamentos internos da Liga;
h) Fixar o valor da jóia para a admissão na Liga e a tabela das quotas devidas pelos associados;
i) Deliberar a extinção da Liga;
j) Confirmar a pena de exclusão de associados, nos termos do n.º 3 do artigo 70.º;
k) Autorizar a Liga a demandar o Presidente da Liga, os demais vogais da Comissão Executiva e os membros do Conselho Fiscal por actos praticados no exercício dos cargos;
l) Autorizar a alienação ou oneração de bens imóveis;
m) Criar delegações da Liga;
n) Deliberar sobre todos os recursos que se encontrem expressamente previstos nos Estatutos ou nos regulamentos internos.
o) Aprovar critérios de distribuição das receitas previstas nos números 3 e 4 do artigo 5º dos presentes estatutos
Mesa da Assembleia Geral
A Mesa da Assembleia Geral é constituída pelo seu Presidente, um Vice-Presidente e dois Secretários.
Compete ao Presidente da Assembleia Geral:
a) Convocar a Assembleia Geral e dirigir os respectivos trabalhos; 
b) Rubricar os livros de actas e assinar os termos de abertura e encerramento; 
c) Dar posse aos titulares dos órgãos da Liga; 
d) Verificar a regularidade das listas concorrentes às eleições e a elegibilidade dos candidatos; 
e) Admitir e dar andamento aos recursos interpostos para a Assembleia Geral; 
f) Exercer os poderes e atribuições que lhe sejam conferidos pela lei, Estatutos, Regulamento Geral ou deliberações da Assembleia Geral. 

Ao Vice-Presidente compete auxiliar o Presidente nas suas funções e substituí-lo nas suas faltas e impedimentos. Faltando o Vice-Presidente, será substituído pelo clube associado mais antigo nessa condição, ou mais antigo na sua existência, de entre os mais antigos associados. Se entre os pontos de ordem do dia figurar a destituição do Presidente da Mesa, a Assembleia Geral será presidida pelo Vice-Presidente.
Aos Secretários compete providenciar quanto ao expediente, coadjuvar na elaboração das actas das reuniões e auxiliar o Presidente no exercício das suas funções.
Presidente
Compete ao Presidente representar a Liga, assegurar o seu regular funcionamento e promover a colaboração entre os seus órgãos. 
Compete ainda e em especial ao Presidente:
a) Representar a Liga perante a F.P.F., as Organizações de Futebol Nacional e Internacional, a Administração Pública e todas as demais entidades públicas e privadas;
b) Representar a Liga em juízo e em todos os actos oficiais; 
c) Convocar e presidir às reuniões da Comissão Executiva e do Conselho de Presidentes e dirigir os respectivos trabalhos; 
d) Nomear os vogais da Comissão Executiva, sob parecer vinculativo do Conselho de Presidentes;
e) Exonerar os vogais da Comissão Executiva;
f) Assegurar a execução das deliberações da Comissão Executiva. 

O Presidente da Liga pode delegar as suas competências num vogal da Comissão Executiva. Nas suas faltas e impedimentos, o Presidente da Liga pode designar substitutos em função dos actos a praticar, que poderão ser vogais da Comissão Executiva. Na falta de designação, o Presidente da Liga é substituído pelo vogal mais antigo da Comissão Executiva nessas funções e, em caso de igual antiguidade, pelo de maior idade. Durante a vacatura do cargo as competências do Presidente da Liga são exercidas, em regime de substituição, pelo vogal mais antigo da Comissão Executiva nessas funções e, em caso de igual antiguidade, pelo de maior idade, que apenas pode praticar actos de administração ordinária.
Conselho de Presidentes
O Conselho de Presidentes é um órgão colegial de natureza essencialmente consultiva. 
Compõem o Conselho de Presidentes:
a) O Presidente da Liga, que preside com voto de desempate;
b) Os clubes ou sociedades desportivas da I Liga, representados pelos seus Presidentes, de entre os quais será eleito o Primeiro Vice-Presidente;
c) Os clubes ou sociedades desportivas da II Liga, representados pelos seus Presidentes, de entre os quais será eleito o Segundo Vice-Presidente.

Os Vice-Presidentes do Conselho de Presidentes são eleitos por voto secreto e, sempre que possível, com recurso a meios electrónicos.
Participam, sem direito a voto, nas reuniões do Conselho de Presidentes:
a) O Presidente da Assembleia Geral;
b) O Secretário-Geral, que secretariará;
c) Entidades convidadas pelo Presidente da Liga

Compete ao Conselho de Presidentes:
a) Emitir parecer sobre os projectos dos Regulamentos da Liga, bem como sobre alterações aos seus Estatutos;
b) Emitir parecer sobre o plano anual de actividades e sobre o orçamento;
c) Emitir parecer sobre a vinculação da Liga a instrumentos de regulação colectiva de trabalho e sobre as directrizes relativas à sua negociação;
d) Emitir parecer nas matérias respeitantes às atribuições da Liga nas suas vestes de associação patronal representativa dos clubes e sociedades desportivas de futebol profissional; 
e) Emitir parecer sobre qualquer questão que lhe seja submetida pelo Presidente da Liga; 
f) Nomear um membro para a Comissão de Remunerações prevista no artigo 23.º; 
g) Emitir parecer vinculativo sobre a nomeação dos vogais da Comissão Executiva. 
h) Nomear o Presidente da Comissão de Instrução e Inquéritos.
Os pareceres do Conselho de Presidentes são obrigatórios e, com excepção do estabelecido na alínea g) do número anterior, não vinculativos. 
Comissão Executiva
A Comissäo Executiva da Liga é composta pelo Presidente da Liga, que preside, e até dois vogais.
É competência da Comissäo Executiva:
a) Assegurar a gestão e administração da Liga, decidindo sobre todos os assuntos que não estejam expressamente atribuídos a outro órgão; 
b) Explorar comercialmente as competições de natureza profissional; 
c) Elaborar anualmente e submeter à aprovação da Assembleia Geral, depois de obtido o parecer do Conselho Fiscal, o orçamento anual, o balanço e o relatório e a conta de gerência; 
d) Aprovar a estrutura orgânica dos serviços internos da Liga; 
e) Aprovar o quadro de pessoal da Liga e fixar as regras relativas à admissão de pessoal;
f) Exercer a acção disciplinar sobre os trabalhadores da Liga; 
g) Autorizar a realização de despesas e encargos com a aquisição de bens e serviços, bem como fixar os patamares dentro dos quais essa autorização pode ser dada individualmente pelos vogais da Comissão Executiva, no âmbito dos respectivos pelouros, ou pelo Secretário-Geral, no âmbito dos assuntos de administração corrente; 
h) Cumprir e fazer cumprir as decisões dos demais órgãos da Liga, as decisões jurisdicionais da Comissão Arbitral, bem como as deliberações dos órgãos de justiça e disciplina desportiva;
i) Exigir o pagamento das quotas e demais prestações aos associados nos termos previstos nos presentes Estatutos e no Regulamento Geral;
j) Em geral, exercer as competências da Liga relativas à organização e gestão das competições profissionais de futebol que não tenham sido atribuídas ao Presidente da Liga ou a outros órgãos sociais;
k) Registar os contratos de trabalho e de formação dos praticantes desportivos;
l) Fixar os valores das senhas de presença e das ajudas de custo referidas no artigo 23.º.
A Comissão Executiva pode delegar poderes no Presidente da Liga, nos seus vogais ou no Secretário-Geral, designadamente como modo de atribuição de pelouros específicos. 
A Comissão Executiva pode, para a prossecução das suas tarefas, criar comissões específicas, que funcionam na sua dependência, incluindo uma Comissão de Auditoria Económico-financeira dos clubes ou sociedades desportivas. 
Comissão Arbitral
A Comissäo Arbitral é formada por um Presidente, 9 Vogais efectivos e três suplentes.
Compete à Comissão Arbitral: a) Julgar os recursos interpostos das deliberações disciplinares da Comissão Disciplinar, nas matérias estritamente respeitantes às infracções disciplinares previstas no Capítulo V dos presentes Estatutos; b) Dirimir os litígios entre a Liga e os clubes membros ou entre estes, compreendidos no âmbito da associação..
Comissão Disciplinar
A Comissão Disciplinar é constituida por um presidente e quatro vogais e dois suplentes, todos licenciados em Direito, preferencialmente magistrados.
A Comissão Disciplinar pode funcionar em secções nos termos a definir em regulamento disciplinar.
A Comissäo Disciplinar é constituída por um Presidente, quatro Vogais efectivos e dois suplentes.
Compete à Comissão Disciplinar exercer o poder disciplinar sobre os clubes e sociedades desportivas associados da Liga, instaurando, instruindo e julgando os processos disciplinares pela prática das infracções previstas no Capítulo V dos Estatutos da Liga e aplicando as correspondentes sanções.
Comissão de Instrução e Inquérito
É composta por um Presidente e um mínimo de dois vogais;
Compete à Comissão de Instruções e Inquéritos (CII)
a) Instaurar processos disciplinares ou de inquérito, por iniciativa própria ou na sequência de participação;
b) Dirigir os processos de inquérito, ainda que mandados instaurar por outro órgão ou entidade;
c) Dirigir a instrução dos processos disciplinares, mesmo quando mandados instaurar por outro órgão ou entidade;
d) Encerrar a instrução dos processos disciplinares, deduzindo a acusação ou determinando o arquivamento nos termos previstos no presente Regulamento;
e) Sustentar a acusação perante o orgão decisório disciplinar e intervir na audiência disciplinar;
f) Executar, sob a orientação e superintendência da Comissão Executiva, as decisões disciplinares proferidas ao abrigo do Regulamento Disciplinar da LPFP.
Compete ao Presidente da Comissão de Instruções e Inquéritos:
- Convocar e presidir às reuniões da CII;
- Pronunciar-se acerca da designação dos demais membros da Comissão, e conferir-lhes posse;
- Distribuir os processos entre os demais membros da Comissão e, sempre que se lhe afigurar necessário ou conveniente, proceder à sua avocação ou redistribuição;
- Ordenar a apensação ou separação de processos de inquéritos, bem como, enquanto estiverem em fase de instrução, de processos disciplinares;
- Superintender na actuação individual dos membros da Comissão, em especial assegurando o cumprimento dos prazos procedimentais.
- Demais membros
– são recrutados pela Liga de entre juristas com demonstrada experiência profissional e são designados por um período de 2 anos, ouvido o Presidente da CII.
 Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal é constituído por um Presidente, um Vice-Presidente, Compete-lhe:
a) Fiscalizar a Administração da Liga;
b) Vigiar pela observância da Lei, dos Estatutos e dos Regulamentos internos; 
c) Verificar a regularidade dos livros, registos contabilísticos e documentos que lhes sirvam de suporte; 
d) Verificar, quando o julgue conveniente e pela forma que entenda adequada, a extensão da caixa e as existências de qualquer espécie dos bens ou valores pertencentes à Liga ou por ela recebidos em garantia, depósito ou outro título; 
e) Verificar a exactidão do balanço; 
f) Verificar se os critérios valorimétricos adoptados pela Comissão Executiva conduzem a uma correcta avaliação do património e dos resultados; 
g) Elaborar anualmente relatório sobre a sua acção fiscalizadora e dar parecer sobre os projectos de orçamento, o relatório, contas e propostas apresentadas pela Comissão Executiva e sobre quaisquer assuntos que os outros órgãos da Liga submetam à sua apreciação;
h) Convocar a Assembleia Geral quando o respectivo Presidente o não faça, estando vinculado à convocação; 
i) Ordenar a realização de inquéritos, sindicâncias e inspecções;
j) Cumprir as demais obrigações impostas pela lei, pelos estatutos e pelos regulamentos internos. 
k) Participar, através do seu Presidente, sem direito a voto nas reuniões da Comissão Executiva.
Relações com terceiros
FPF – Federação Portuguesa de Futebol
A Liga é um dos sócios da Federação Portuguesa de Futebol, onde tem direito a 25 por cento dos votos em Assembleia-geral (21 delegados num total de 84). De acordo com os estatutos da FPF, o seu vice-presidente é designado pela Liga P.F.P.. Neste momento a Liga, por escolha unânime da direcção, está representada naquele cargo pelo seu presidente, Mário Figueiredo.
Clubes e Sociedades Anónimas Desportivas
A Liga resulta da vontade dos clubes e sociedades anónimas desportivas em criarem uma entidade específica para organizar, gerir e regulamentar o futebol profissional em Portugal, no quadro da FPF e de acordo com a Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto. A Liga promove e defende os interesses comuns dos Clubes/SAD’s seus associados, prestando, nesse âmbito, uma diversidade de serviços, como o registo de contratos dos jogadores profissionais de futebol. A Liga exerce o poder disciplinar sobre todas as pessoas que participam, desenvolvam actividade ou desempenham funções nas competições profissionais, sejam jogadores, técnicos, dirigentes ou Clubes/SAD’s.
EPFL – Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional
A Liga é sócia Fundadora da EPFL, Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional, que representa as ligas profissionais junto de entidades internacionais, nomeadamente a FIFA, UEFA ou a União Europeia.
Atletas profissionais
Os futebolistas profissionais relacionam-se com a Liga, preferencialmente através dos clubes. A Liga tem ainda a atribuição de fazer cumprir as regras disciplinares, aplicando e fiscalizando a aplicação de castigos e multas aos atletas sempre que tal se justifique. Através de uma comissão específica, a Liga pode intervir como árbitro nos litígios laborais entre atletas e clubes, sempre que tal seja solicitado pelas partes.
Árbitros
Compete à Liga gerir o sector da arbitragem afecto ao futebol profissional. Entre as obrigações da Liga para com o sector incluem-se: preparação, certificação, nomeação, remuneração e classificação (que terá de ser ratificada no âmbito da FPF).
Comunicação Social
A principal via de diálogo entre a Liga e o público é a Comunicação Social. Para isso, a Liga dispõe de um Gabinete de Comunicação vocacionado para atender os pedidos de informação dos media que a ele se dirigem e para distribuir a informação relacionada com os eventos que organiza.

NA ALEMANHA:









NA FRANÇA:


FFF

Na França, o futebol é administrado pela Federação Francesa de Futebol (FFF). Essa organização supervisiona as atividades do futebol dentro do país (e em localidades como a Polinésia Francesa e a Guiana Francesa). A FFF faz parte da FIFA, que é o órgão responsável pelas operações internacionais de futebol. A FFF foi criada em 1919 e desde então tem sancionado todos os eventos de futebol que ocorrem em ligas pelo país. A FFF também administra centros de treinamento que ajudam a desenvolver jogadores de futebol franceses.

Ligas principais

Muitos países pelo mundo utilizam o sistema de ligas para suas organizações de futebol profissional. Esse sistema deve nutrir competições para que times com dificuldades não precisem passar por constrangimentos nas mãos de potências no esporte. A França possui duas ligas profissionais, conhecidas como a Liga 1 e a Liga 2, e essas duas ligas são governadas pela Liga de Futebol Profissional. A Liga 1 foi considerada a quinta maior liga de futebol da Europa em 2010. O time de Bordeaux foi campeão da Liga 1 em 2009.

Ligas menores

A Championnat National é a terceira divisão do futebol na França. Essa liga também é governada pela FFF, mas não faz parte da Liga de Futebol Profissional. A França também conta com duas ligas amadoras, que são utilizadas para desenvolver jogadores e equipes. Essas duas ligas são a Championnat de France Amateur 1 e 2. As ligas amadoras têm seu próprio órgão regulador, que é a Liga do Futebol Amador.

Seleção francesa

A FFF escolhe os jogadores que jogarão na seleção nacional francesa. Através da história, a seleção francesa já vivenciou o sucesso e o fracasso. Em 1998, a França ganhou a Copa do Mundo, e foi também país sede do torneio. A seleção francesa se classificou para a Copa do Mundo de 2010 em segundo lugar no grupo. O time jogou todos os jogos no Stade de France, localizado em Saint-Denis. De acordo com o Soccer Power Index da ESPN, a seleção francesa ocupava em abril de 2010 a 11ª colocação no ranking mundial.

Seleção francesa feminina

O futebol feminino na França é dividido em três ligas: Divisão Feminina 1, 2 e 3. Essas ligas são operadas pela FFF e funcionam com um sistema de regras similar àquele das ligas masculinas. A França também conta com um time feminino que disputa a Copa do Mundo de Futebol Feminino.

NA ESPANHA

Futebol Espanhol, um modelo mais próximo a realidade brasileira

 Por Amir Somoggi: amir18amir@hotmail.com
Consultor e Professor de Gestão de Entidades Esportivas e Estratégias de Marketing Esportivo. Pós Graduação em Direção de Marketing Estratégico de Entidades Esportivas pela Universidade de Barcelona, Espanha.
O futebol espanhol, na década de 80 passou por problemas muito similares ao que o Brasil vive atualmente. Embora com grandes clubes de futebol como Real Madrid, FC Barcelona, Atlético de Madrid e Valência, o campeonato espanhol era deficitário e os clubes passaram por sérios problemas financeiros. Este período para o futebol Espanhol foi muito similar a realidade atual do Brasil. A televisão pagava valores muito baixos para transmitir os campeonatos, a violência nos estágios espanhóis era altíssima, o valor do produto do futebol era baixo e a maioria de seus clubes tinham dívidas altíssimas com a Receita Federal Espanhol (Hacienda) e com bancos, que se multiplicaram e que atualmente superaram os €1,3 bilhões.
Em 15 de outubro de 1990, foi promulgada a lei do Esporte da Espanha , com o intuito de profissionalizar a gestão do esporte espanhol e particularmente controlar a gestão dirigentes dos clubes de futebol daquele país. A partir daquele momento era criada a LFP - Liga Nacional de Futebol Profissional, responsável pela organização do Campeonato Espanhol e Copa do Rey, em coordenação com a Real Federação Espanhola de Futebol. Segundo a lei recém- criada, todos os Clubes da 1º Divisão (20 clubes) e da 2º Divisão (22 clubes) teriam que se transformar em Sociedades Anônimas Desportivas (SAD) para poderem participar da Liga. Segundo a lei, apenas os clubes que obtiveram desde o exercício de 1985/86 um saldo patrimonial líquido positivo poderiam manter sua estrutura jurídica. Assim, apenas FC Barcelona, Real Madrid, Athetic de Bilbao e Osasuna cumpriam com este requisito e puderam permanecer como clubes, todos os demais mudaram sua estrutura jurídica para SAD. Os clubes e sociedades anônimas desportivas deveriam, a partir daquele momento, apresentar um balanço patrimonial auditado por uma empresa independente de auditoria e consultoria e aprovar um orçamento antes da temporada. Além destas normas, deveriam depositar para a LFP 15% de seus orçamento de despesas no início da temporada, como aval para poderem participar da Liga Espanhola.
O clube espanhol que melhor estava adequado à nova regulamentação era o FC Barcelona, por ser o primeiro clube espanhol a instituir uma gestão profissional, onde o orçamento aprovado era respeitado e principalmente por não ter dívidas no decorrer dos anos. Em meados da década de 90, o FC Barcelona proibiu que diferentes emissoras de TV gravassem imagens dos treinos e transmitissem os jogos do Clube no seu estádio, o Camp Nou, caso não fosse pago um valor adequado, já que o clube catalão não tinha dívidas e sempre estava com seu estádio lotado. A partir desta atitude do FC Barcelona, os valores pagos pela TV se ampliaram e beneficiaram outros clubes também. A Liga Espanhola se desenvolveu e tornou-se um mercado dentro da Football Industry, junto com Inglaterra, Itália, França e Alemanha. A Liga Espanhola, depois de 10 anos de sua criação, foi considerada a melhor da Europa. No final da década de 90 e início de 2000, clubes como Real Madrid, Valência e FC Barcelona começaram a disputar com o Bayer de Munique, Milan, Juventus e Manchester a supremacia nas competições européias. A importância da Espanha no cenário europeu não se resumia apenas a disputa das competições mas sim no impacto econômico do futebol espanhol na Football Industry na Europa. Na temporada 2000/01 a LFP da Espanha, tornou-se o segundo maior mercado de compra de jogadores com investimentos de US$ 409,31 milhões, atrás apenas da Liga Italiana.
Os dirigentes espanhóis, muito parecidos com os dirigentes brasileiros, com o intuito de montar equipes competitivas ano após ano, passaram a investir boa parte de suas receitas na aquisição de novos jogadores e na evolução dos salários, acreditando que as receitas não parariam de subir. A brutal elevação de folha salarial, que muitos casos superaram o orçamento total do clube, transformou o negocio futebol que antes era visto com potencial em uma incógnita.
A situação financeira dos clubes espanhóis aproxima-se da realidade, onde os clubes não conseguem gerar negócios que sustentem o investimento no futebol. A diferença é que na Espanha o desenvolvimento das receitas já ocorreu e agora grande parte dos clubes têm dificuldades de criar novas fontes de receitas ou maximizar as existentes. No Brasil passamos por outros problemas, já que nossos clubes ainda não profissionalizaram completamente seus departamentos de marketing e planejamento estratégico, fazendo com que a geração de negócios esteja muito aquém dos mercados mais desenvolvidos que o Brasil com a Espanha, mas em desenvolvimento quando comparados com a Inglaterra e a Itália.
Os clubes na Espanha, embora precisem reestruturar suas dívidas e controlar seus orçamentos, mostraram-se no decorrer da década de 90 excelentes geradores de receitas e negócios. As áreas de gestão dos clubes foram reestruturadas e começou-se a contratar profissionais no mercado que conhecessem de marketing , finanças, legislação e planejamento estratégico. A marca e o relacionamento com torcedores/consumidores dos clubes foram muito bem desenvolvidos nos últimos anos, tornando-se um ativo de altíssimo valor e excelente apelo comercial . Os clubes, através de suas marcas e de um excelente processo de branding, puderam gerar oportunidades de negócio e retorno sobre o investimento para patrocinadores, parceiros estratégicos e investimentos.

EM ISRAEL:
A Associação de Futebol de Israel (em hebraico: ההתאחדות לכדורגל בישראל‎, transl. HaHit'aḥdut leKaduregel beIsrael, também conhecida pela sigla IPA, do inglês Israel Football Association) é o órgão responsável pela administração do futebol de Israel, comandando as competições nacionais e a seleção Israelense de Futebol. A sede da associação está localizada em Ramat Gan.
A associação esteve durante muito tempo filiada à AFC (Confederação de futebol da Ásia), filiando-se à UEFA no ano de 1994.


10 de jul. de 2014

O DESABAFO DE ROMÁRIO APÓS A DERROTA DO BRASIL PARA A ALEMANHA!

O desabafo de Romário
"Ladrões, corruptos e quadrilheiros!". Campeão mundial e principal jogador na campanha do tetracampeonato, Romário detonou a organização do futebol brasileiro após a humilhante eliminação na Copa do Mundo de 2014
Publicado por Pragmatismo Político - 5 horas atrás

Após a goleada histórica sofrida pelo Brasil diante da Alemanha nas semifinais daCopa do Mundo, o ex-jogador e deputado federal Romário desabafou. Através das redes sociais, afirmou que José Maria Marin, presidente da CBF, e seu vice e sucessor eleito, Marco Polo Del Nero, deveriam estar na cadeia. O parlamentar fez duras críticas à corrupção e à gestão no futebol brasileiro, e falou em "falência" do esporte no país.
"Passado o luto das primeiras horas seguidas da derrota, vamos ao que verdadeiramente interessa! Quem tem boa memória, vai lembrar da minha frase: Fora de campo, já perdemos a Copa de goleada!
Infelizmente, dentro de campo, não foi diferente.
Ontem foi um dia muito triste para nosso futebol. Venceu o melhor e ninguém há de questionar a superioridade do futebol alemão já há alguns anos. Ainda assim, o mundo assistiu com perplexidade esta derrota, porque nem a Alemanha, no seu melhor otimismo, deve ter imaginado essa vitória histórica.
Porém, se puxarmos da memória, vamos lembrar que nossa seleção já não vinha apresentando nosso melhor futebol há muito tempo. Jogamos muito mal. Infelizmente, levamos sete e, por mais que isso cause mal-estar, devemos admitir que a chuva de gols foi apenas reflexo do pânico, da incapacidade de reação dos nossos jogadores e da falta de atitude do treinador de mudar o time.
Vivemos uma crise no nosso esporte mais amado, chegamos ao auge dela. Acha que isso é problema só dos jogadores ou do Felipão? Nem de longe.
Nosso futebol vem se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha. Ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas. Um bando de ladrões, corruptos e quadrilheiros!
O meu sentimento é de revolta.
Estou há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores. Porque não se iludam, futebol é negócio, business, entretenimento e move rios de dinheiro. Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Que todos saibam: já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol.
Em 2012, eu apresentei um pedido de CPI da CBF, baseado em um série de escândalos envolvendo a entidade, como o enriquecimento ilícito de dirigentes, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e desvio de verba do patrocínio da empresa área TAM. O pedido está parado em alguma gaveta em Brasília há dois anos. Em questionamento ao presidente da Câmara dos Deputados, sr. Henrique Eduardo Alves, mas ouvi como resposta que este não era o melhor momento para se instalar esta CPI. Não concordei, mas respeitei a decisão. E agora, presidente, está na hora?
Exceto por um vexame como o de ontem, o Brasil não precisaria se envergonhar de uma derrota em campo, afinal, derrotas fazem parte do esporte. Mas vergonha mesmo devemos sentir de ter uma das gestões de futebol mais corruptas do mundo. A arrogância dessa entidade é tão grande que até o chefe da assessoria de imprensa chega ao absurdo de bater em um atleta de outra seleção, como fez o Rodrigo Paiva contra um jogador do Chile Pinilla. Paiva pegou quatro jogos de suspensão e foi proibido de acessar o vestiário dos jogadores. Este ato foi muito simbólico e diz muito sobre eles. O presidente da entidade, José Maria Marin, é ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente foi detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha. São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa?
Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!
A corrupção da CBF tem raízes em todos os clubes brasileiros, vale lembrar que são as federações e clubes que elegem há anos o mesmo grupo de cartolas, com os mesmos métodos de gestão arcaicos e corruptos implementados por João Havelange e Ricardo Teixeira e mantidos por Marin e Del Nero. Vale lembrar, que estes dois últimos mudaram o estatuto da entidade e anteciparam a eleição da CBF para antes da Copa. Já prevendo uma possível derrota e a dificuldade que eles teriam de se manter no poder com um quadro desfavorável.
E os clubes? Sim, eles também são responsáveis por essa crise. Gestões fraudulentas, falta de investimento na base, na formação de atletas. Grandes clubes brasileiros estão falindo afogados em dívidas bilionárias com bancos e não pagamentos de impostos como INSS, FGTS e Receita Federal.
E toda essa má gestão que tem destruído o nosso futebol, infelizmente, tem sido respaldada há anos pelo Congresso Nacional com anistias e mais anistia destes débitos. Este ano tivemos mais um projeto desses vexatórios para salvar os clubes. Um projeto que previa que clubes pagassem apenas 10% de suas dívidas e investissem 90% restante em formação de atletas. Parece até deboche. Uma soma de aproximadamente R$ 4 bilhões ou muito mais, não se sabe ao certo. Corajosamente, o deputado Otávio Leite, reconstruiu o texto e apresentou uma proposta honesta estruturada em responsabilidade fiscal, parcelamento de dívidas e a criação de um fundo de iniciação esportiva, com obrigações claras para clubes e CBF.
Em resumo, a nova proposta além de constituir a Seleção Brasileira de Futebol e o Futebol Brasileiro como Patrimônio Cultural Imaterial – obrigava a CBF a contribuir com alíquota de 5% sobre as receitas de comercialização de produtos e serviços proveniente da atividade de Representação do Futebol Brasileiro nos âmbitos nacional e internacional. O tributo também incidiria sobre patrocínio, venda de direitos de transmissão de imagens dos jogos da seleção brasileira, vendas de apresentação em amistosos ou torneios para terceiros, bilheterias das partidas amistosas e royalties sobre produtos licenciados. O valor seria destinado a um fundo de iniciação esportiva para crianças e jovens de todo o Brasil. Esses e outros artigos dariam responsabilidade à CBF, punição à entidades e outros gestores do futebol, a CBF estaria sujeita a fiscalização do TCU e obrigada a ter participação de um conselho de atletas nas decisões.
Mas este texto infelizmente não foi para a frente. Sete deputados alemães fizeram os gols que desclassificaram nosso futebol e nos tirou a chance de moralizar nosso esporte. Estes deputados, como todos sabem, fazem parte da Bancada da CBF, mudei o nome porque Bancada da Bola é muito pejorativo para algo que amamos tanto. Gosto de dar os nomes: Rodrigo Maia (DEM -RJ), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), José Rocha (PR-BA), Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Valdivino de Oliveira (PSDB-GO).
Essa partida ainda pode ser revertida com a votação do projeto no Plenário da Câmara. Será que esses sete deputados voltarão a prejudicar o nosso futebol?
O futebol brasileiro tomou uma goleada e a derrota retumbante, infelizmente, não foi só em campo. Nem sequer tivemos o prazer de jogar no Maracanã, um templo do futebol mundial, reformado ao custo de mais de R$ 1 bilhão. Acha que foi porque não chegamos a final? Não. Poderíamos ter jogado qualquer outro jogo lá. A resposta disso é ganância e arrogância. É a CBF que escolhe onde o Brasil vai jogar, mas, obviamente, poderia ter tido interferência do Ministério do Esporte e da presidência da República, mas nenhum destes se manifestou. Quem levou com essas escolhas?
Para fechar com chave de ouro, a CBF expulsou do vestiário Cafú, capitão de seleção do pentacampeaonato. Cafú foi expulso do vestiário enquanto cumprimentava os jogadores ontem. Este é o retrato do nosso futebol hoje, não honramos a nossa história.
Dilma tem sim que entregar a taça para outra seleção. Este gesto será o retrato do valor que ela deu ao nosso futebol nos últimos anos! Eles levarão a taça e nós ficaremos com nossos estádios superfaturados e nenhum legado material, porque imaterial, mostramos para o mundo que com toda nossa dificuldade, somos um povo feliz".

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/07/o-desabafo-de-romario.html, / http://pragmatismo.jusbrasil.com.br/noticias/126771879/o-desabafo-de-romario?utm_campaign=newsletter&utm_medium=email&utm_source=newsletter, 10/07/2014/ 


Capitão do penta, o ex-lateral Cafu disse que foi expulso do vestiário da seleção brasileira, quando cumprimentava os atletas após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, nesta terça-feira, no Mineirão, por seguranças a pedido do presidente da CBF, José Maria Marin. 
"Eu entrei no vestiário, cumprimentei todos os meninos, e não sei o que estavam passando naquele momento, três pessoas chegaram até mim e pediram que eu me retirasse do vestiário porque não queriam pessoas estranhas. Eu perguntei: 'sou uma pessoa estranha?'. Eles disseram que estavam fazendo o trabalho deles. Eu respeitei o desejo do presidente e me retirei", declarou o jogador à rádio Globo. 
O ex-jogador explicou que estava  se dirigindo para conversar com o técnico Luiz Felipe Scolari, de quem foi comandado em 2002, mas que os seguranças insistiram que ele deixasse o local. 
"Respeito sempre as pessoas que tem uma autoridade maior que a minha pessoa. Os meninos da segurança ficaram 'tem que sair agora', falei que ia falar com o Felipão. Eles disseram pra eu sair agora. Respeito a decisão, mas não me sentia uma pessoa estranha naquele momento."
Fonte: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/08/cafu-diz-que-foi-expulso-do-vestiario-da-selecao-a-pedido-de-marin.htm

7 de jul. de 2014

POSIÇÃO MUNDIAL DO BRASIL NA EDUCAÇÃO CONFORME PESQUISA MUNDIAL REALIZADA NESTE ANO DE 2014...

Brasil se distancia de média mundial em ranking de educação

  • Atualizado em  8 de maio, 2014 - 07:59 (Brasília) 10:59 GMT
    Crianças em sala de aula. Foto: PA
    Ranking feito por entidades privadas compara notas e alfabetização em 40 países
    O Brasil se distanciou da média de 40 países em um ranking que compara resultados de provas de matemática, ciência e leitura, e também índices como taxas de alfabetização e aprovação escolar.
    No entanto, apesar de ter o seu índice piorado, o país subiu uma posição no ranking – de penúltimo para antepenúltimo – pois o México apresentou queda maior do que o Brasil no índice.

Notícias relacionadas

  • Esta é a segunda edição do relatório produzido pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson (ligado ao jornal britânico Financial Times) e pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
    O Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia – um avanço de um lugar, na comparação com a edição de 2012.
    O indicador do ranking é composto a partir duas variáveis: capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar).
    O número usado para comparar os países ("escore z") indica o quão longe cada nação está da média dos 40 países (que é zero, nesta escala). Foram analisadas nações da Ásia, da Europa e das Américas – nenhum país africano participa do ranking.
    Em 2012, o Brasil havia obtido um escore de -1.65; neste ano o indicador foi de -1,73, o que mostra que o país está mais distante da média dos 40 países. Já o México viu seu escore cair de -1,6 para -1,76. O sinal negativo indica que ambos os países estão abaixo da média dos 40 países.

Os testes usados para criar o ranking

    • PISA: prova da OCDE feita com alunos de 15 anos de idade em matemática, ciência e leitura
    • TIMSS: prova mundial de matemática e ciência feita pela entidade independente IEA
    • PIRLS: outra prova da IEA, desta vez sobre leitura, feita com alunos da 4ª série ou equivalente
    O Brasil piorou nas duas variáveis – tanto na capacidade cognitiva (de -2,01 para -2,06) quanto no sucesso escolar (de -0,94 para -1,08).
    Os escores são sempre comparados com a média das 40 nações. Então não é possível determinar ao certo se a piora do indicador do Brasil se deve a uma queda no desempenho dos alunos brasileiros, ou se houve uma melhora na média mundial.

Mais professores de ciência e matemática

  • "Países em desenvolvimento ocupam a metade inferior do ranking, com a Indonésia novamente aparecendo em último lugar entre as 40 nações analisadas, precedida por México e Brasil", diz o relatório produzido junto com o ranking ("A Curva de Aprendizagem").
    "É preciso questionar a habilidade dos sistemas educacionais destes países de suportar índices altos de crescimento econômico no longo prazo."

Ranking de educação

  • Os cinco melhores:
    1. Coreia do Sul
    2. Japão
    3. Cingapura
    4. Hong Kong
    5. Finlândia
    Os cinco piores:
    36. Colômbia
    37. Argentina
    38. Brasil
    39. México
    40. Indonésia
    Um dos capítulos do relatório discute "lições a serem aprendidas por países em desenvolvimento" e conta com contribuições de Maria Helena Guimarães de Castro, diretora da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), um centro de pesquisas do governo do Estado de São Paulo.
    Castro é citada no relatório dizendo que o Brasil precisa de um aumento de 30% no número de professores de ciência e matemática para aliviar as pressões sob o contingente atual - que está sobrecarregado e carece de treinamento.
    "Nós não temos professores porque essa carreira não é atraente. Isso é um problema que não será resolvido a não se que o governo e os governantes decidam mudar isso", diz a diretora do Seade, no documento da Pearson e EIU.

Ásia em alta

  • No topo do ranking, a novidade desta edição é a queda dos países escandinavos e a ascensão de asiáticos.
    A Finlândia, que liderava a edição de 2012, viu seu escore piorar de 1,26 para 0,92 – caindo quatro posições e sendo ultrapassada por Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong. O relatório afirma que países escandinavos, como Suécia e Finlândia, tem visto nos últimos anos as notas de seus alunos piorarem nos testes internacionais.
    A Coreia do Sul é o país com a melhor média em relação às 40 nações. Um dos destaques positivos do ranking foi a Rússia, cujos alunos melhoraram suas notas nas avaliações. Com isso, a Rússia subiu sete posições, de 20° para 13°.
  • Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140508_brasil_educacao_ranking_dg.shtml