CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

13 de jul de 2013

O CASO DA ESPIONAGEM MUNDIAL...!


Boa Tarde, internautas, etc!

Não estariam querendo desviar a atenção dos problemas de nossa nação para esta questão da espionagem mundial envolvendo mais uma vez os Estados Unidos, como se isto fosse algo novo, inédito, surpreendente e antiético?
Quem não sabe que os Países espionam um ao outro?
Quem não sabe que os Países espionam seus cidadãos?
Quem não sabe que agremiações políticas espionam umas às outras?
Quem não sabe que empresas e instituições religiosas têm pessoas que servem de agentes para os serviços secretos dos Países onde estão instaladas ou de outros Países das quais elas são originadas?
Quem não sabe que as empresas fazem ações de espionagem para com os seus concorrentes?
Quem não sabe que internet (que inclusive é uma tecnologia militar que depois passou para a sociedade civil), redes sociais, telefones, computadores, etc, fazem parte da grande rede e aldeia global prevista e tão bem relatada no livro Nineteen Eighty-Four (1984) de George Orwell (Eric Arthur Blair), rede e aldeia estas cujos serviços são alvos de espionagem de serviços secretos dos Países, das empresas em busca de novos clientes e mercados, etc?
Qual o País e governante que por motivos de segurança seria tolo ao ponto de não manter sua rede de informações para monitorar tanto os seus cidadãos como os outros Países?
O conceito de espionagem: É a prática de obter informações de caráter secreto ou confidencial sobre governos ou organizações, sem autorização destes, para alcançar certa vantagem militar, política, econômica, tecnológica ou social (http://pt.wikipedia.org/wiki/Espionagem). E, diga-se de passagem, a espionagem é uma das práticas mais antigas da humanidade, tão antiga que pode ser vista nos registros mais antigos da História da humanidade e até na Bíblia se fala sobre esta atividade tanto no Antigo como no Novo Testamento!  
Pois é! Vejamos mais alguns casos de serviços secretos operando desta vez em escala maior no Universo:
- DEUS que ainda bem que monitora tudo que acontece no Universo e tem seus agentes secretos e por isto mesmo naquele Grande Dia o que todo mundo faz e procura esconder de todos será manifesto a todas as pessoas e disto sairá a sentença final para cada um: de obtenção do direito de comunhão permanente com ELE ou de exílio permanente da Sua presença (I Reis 9:3; II Crônicas 16:9; Provérbios 15:3; Jeremias 32:19; Ezequiel 10; Zacarias 4: 10; Mateus 25; Apocalipse 20: 11-13);
- Ovnis com seres criados por DEUS (alguns a serviço de DEUS e outros rebelados a serviço do Diabo) e que são provenientes de diferentes planos dimensionais visitam e monitoram constantemente a humanidade!
Ora esta! Vamos trabalhar e deixar de achar que o povo é bobo e massa de manobra de quem quer que seja, pois Graças a DEUS este tempo já passou e as pessoas e as sociedades estão em pleno processo de expansão de conhecimento e de nível de consciência o qual é bem maior do que muitos supõem e esperavam... E nisto está o grande medo para muitos... KKKKKKKKKKKKKKK 
Ass. Carmem

10 de jul de 2013

NOVO FEDERALISMO -9: AÉCIO NEVES DEFENDE NOVO PACTO FEDERATIVO




Foto: Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou nesta quarta-feira (10) da Marcha dos Prefeitos em Brasília e, de olho na eleição de 2014, afagou os gestores. O tucano avaliou que "não há nada de mais urgente na pauta do Brasil Real do que a refundação da federação".

"É absolutamente inadmissível que um país como o Brasil, quase que um continente, a Federação hoje seja apenas uma frase solta numa folha de papel. Vivemos na verdade no Brasil quase que um Estado unitário", disparou.

O parlamentar disse que é "vergonhoso" o governo federal se apropriar de cerca de 70% da arrecadação dos estados e municípios e investir apenas 13% em segurança pública, enquanto os demais entes aplicam 87%.

Aécio Neves também cobrou da presidente Dilma Rousseff (PT) a promessa de desonerar as empresas de saneamento do PIS/Cofins para que elas pudessem investir em saneamento no Brasil. "Hoje, as empresas de saneamento pagam
mais em impostos federais do que investem em saneamento. Isso não aconteceu até hoje, depois de quase três anos deste governo", apontou.

Fonte: Blog do Jamildo

8 de jul de 2013

OBJETIVO DAS MANIFESTAÇÕES É NOVA FORMA DE DEMOCRACIA



Sociólogo italiano critica presidente Dilma e diz que protestos voltarão em "novas ondas e novas formas"
BERNARDO MELLO FRANCODE LONDRES
Desde que a Primavera Árabe estourou, em 2011, o sociólogo e jornalista italiano Paolo Gerbaudo viaja o mundo para estudar protestos que tomaram as ruas de grandes cidades da África, da Europa e dos Estados Unidos.
Professor da universidade britânica King's College, ele se tornou um dos principais pesquisadores da onda de manifestações organizadas nas redes sociais, que chegou ao Brasil com força em junho.
No livro "Tweets and the streets" (Pluto, 2012; sem tradução em português), Gerbaudo aponta semelhanças entre movimentos de diferentes países como o Occupy Wall Street, nos EUA, e os indignados, na Espanha.
Convidado a falar sobre o caso brasileiro, Gerbaudo diz que os manifestantes cobram um novo tipo de democracia, com mais transparência e participação popular, e que os partidos que não souberem se renovar podem caminhar para a extinção.
Ele critica a resposta da presidente Dilma Rousseff às bandeiras do movimento e prevê que os protestos, que esfriaram nos últimos dias, voltarão em "novas ondas e novas formas". Leia a seguir alguns trechos da entrevista:
Folha - O sr. estudou manifestações impulsionadas pelas redes sociais em países como Egito, Espanha e Turquia. O que elas têm em comum com os protestos no Brasil?
Paolo Gerbaudo - Da Primavera Árabe ao Occupy Wall Street, os ativistas se definem como integrantes de movimentos de praças. Eles veem praças e ruas como pontos de encontro da sociedade para protestar contra as instituições. O caso brasileiro é mais complexo, porque envolveu várias cidades, mas também houve a ocupação de lugares que simbolizam a nação, como o Congresso.
A noção de povo é a chave para entender esses novos movimentos. A alegação básica deles é que representam todo o povo, e não apenas uma classe, na luta contra um Estado visto como corrupto. Isso os diferencia dos movimentos antiglobalização, que reuniam minorias e tinham um espírito global.
Esses novos movimentos são nacionais, dirigem suas reivindicações a cada país. Isso fica claro numa frase que foi muito usada nos cartazes brasileiros: "Desculpe o transtorno, estamos construindo um novo país."
Redes sociais como o Facebook têm papel importante nessas mobilizações. O que elas mudam no jogo político?
A ascensão das redes sociais permite que a sociedade se organize de forma mais difusa, especialmente as classes médias emergentes e a juventude das cidades. Isso desorientou os políticos e os velhos partidos, que estavam acostumados a buscar consensos através dos meios de comunicação de massa.
Os partidos têm pouco a fazer diante das novas formas de comunicação mediadas pelas redes sociais. A não ser que mudem completamente as suas práticas, baseadas no velho sistema de quadros e caciques locais, e se abram para novas formas de participação popular.
No Brasil, militantes com bandeiras de partidos foram expulsos de vários protestos.
Isso é muito comum nesses movimentos, porque os manifestantes querem ser vistos como uma onda única. No Egito, os militantes de partidos também foram impedidos de mostrar suas bandeiras na praça. Só permitiam o uso da bandeira nacional.
Como eles dizem representar toda a nação, são contra todos os elementos que podem dividir as pessoas na luta contra um inimigo comum, representado pelo aparato repressivo do Estado.
Em geral, eles dizem que não há ideia de esquerda ou de direita, o que existe são ideias boas e ideias ruins. Sonham com uma política sem partidos políticos.
Qual é o significado disso?
É um discurso populista. Isso emerge em alguns momentos na história que Antonio Gramsci [1891-1937] chamava de "interregnum". É quando um sistema de poder está em colapso, mas seu sucessor ainda não se formou.
Nesses momentos, aparecem o que Gramsci chamava de sintomas mórbidos. Fenômenos estranhos, criaturas monstruosas e difíceis de serem decifradas. Hoje, as criaturas estranhas são esses movimentos populares.
Para eles, a classe política rompeu o contrato social que sustenta o sistema representativo. O acordo era: Vocês, o povo, nos concedem o poder. Em troca, nós atendemos às suas demandas'. Agora, as pessoas percebem que a classe política só está atendendo à sua própria agenda.
Há um problema fundamental na democracia representativa como ela existe hoje. Ou os partidos encontram um caminho para reconquistar legitimidade, ou vão ser superados por novos partidos sintonizados com as demandas da sociedade pós-industrial de hoje.
A crítica à partidocracia é legítima. Por outro lado, às vezes parece haver nos movimentos uma crença quase religiosa de que é preciso eliminar todas as mediações.
Em que sentido?
Eles parecem ter a ilusão de que a solução é eliminar os partidos, os sindicatos. Essa ideia em si é muito problemática e ingênua. É uma ideia religiosa, absolutista, que compete com a democracia. A política é uma obra coletiva, não um agregado de indivíduos. São blocos diferentes que interagem. Para isso, você precisa dos partidos. Eles sempre existiram e sempre vão existir.
Este sentimento contra os partidos pode ameaçar a democracia como a conhecemos?
Existe um risco. Os momentos de "interregnum" oferecem bifurcações. Estamos num momento de crise sistêmica mundial. O Brasil está melhor que outros países, mas também está desacelerando. Nesses momentos, podem emergir forças progressistas ou reacionárias. É preciso ver se a esquerda vai saber interpretar o espírito do tempo ou se vai adotar uma postura defensiva.
Há uma demanda correta por renovação moral, mas setores mais reacionários podem explorá-la para fins antidemocráticos. A ideia de que a política tem que buscar "o bem" é ingênua, representa uma visão em preto e branco. Maquiavel dizia que o caminho para o inferno é pavimentado de boas intenções.
Como os protestos afetam a esquerda brasileira, que está há 10 anos no poder com o PT?
Em tese, o que está sendo cobrado no Brasil não precisaria estar sendo cobrado de um governo do PT. As pessoas estão pedindo escolas, hospitais. Para um governo de esquerda, é constrangedor estar sendo pressionado com pedidos de coisas que ele já devia estar fazendo.
O aumento da tarifa dos ônibus não foi tão grande, mas se tornou um símbolo de outros problemas. Foi a gota que fez o copo transbordar.
Há outro problema. Os governos do PT proporcionaram muitos avanços na área social, mas os casos de corrupção, clientelismo e compra de votos minaram a legitimidade moral do partido.
Também há um problema de representação. O PT foi criado para representar os metalúrgicos das fábricas. Nós agora vivemos numa sociedade pós-industrial. Há uma nova classe média cheia de designers e trabalhadores criativos, por exemplo, e eles não têm uma rede de proteção que os atenda. Há uma mudança histórica, mas os partidos e sindicatos tradicionais não têm demonstrado capacidade para entendê-la.
Na tentativa de responder aos protestos, a presidente Dilma Rousseff já propôs uma constituinte exclusiva e um plebiscito para fazer a chamada reforma política. Isso é suficiente?
Eu duvido que as promessas de Dilma sejam suficientes para acalmar a ira popular. Ela pode atender a pedidos específicos, mas a essência das manifestações vai além de demandas concretas. A luta principal é por uma nova forma de democracia, na qual os partidos não poderão mais lidar com os cidadãos apenas de quatro em quatro anos.
A solução para isso seria uma mudança constitucional ampla, bem além da que Dilma propõe. É preciso abrir espaço a novas formas de controle popular sobre os políticos, mais transparência contra a corrupção, novos instrumentos de democracia direta e consulta popular.
As manifestações no Brasil esfriaram nos últimos dias. Com base no que aconteceu em outros países, elas estão fadadas a desaparecer?
Devido à ausência de uma estrutura formal, esses novos movimentos populares tendem a sumir com a mesma velocidade com que aparecem. É impossível manter uma mobilização de massa a longo prazo, como se viu nos indignados da Espanha ou no Occupy Wall Street.
Mas, assim como aconteceu lá, é de se apostar que o outono brasileiro' vai ressurgir em novas ondas e novas formas. Estamos vivendo tempos revolucionários, em que as pessoas voltaram a sentir que podem mudar o mundo. Veja o que está acontecendo agora no Egito.

3 de jul de 2013

POLÍTICOS SEM PRIVILÉGIOS ABUSIVOS JÁ! ALGUNS EXEMPLOS QUE O BRASIL DEVERIA SEGUIR, MAS O POVO É QUE DEVE SABER VOTAR, EXIGIR E COBRAR PARA QUE ISTO OCORRA...




Apesar de a Suécia ser uma Monarquia, quem decide os rumos do país são os políticos. Os parlamentares suecos, embora sejam tão importantes nas decisões do país, não têm direito a luxos. Eles vivem em apartamentos funcionais modestos e, como a maioria dos cidadãos suecos, não possuem nenhuma mordomia, como motoristas ou secretários de gabinete.

Inglaterra Lá, privilégios e abusos de parlamentares são punidos
FARRA COMPARADA
Os escândalos que moem os políticos no Brasil e na Inglaterra são úteis para entender a diferença que fazem instituições fortes e opinião pública atenta

André Petry, de Nova York
Como a natureza humana é a mesma nos dois lados do Atlântico, não se deve ficar surpreso com o escândalo que está triturando a reputação dos parlamentares na Inglaterra. Munido de um disquete com as despesas feitas nos últimos quatro anos por membros da Câmara dos Comuns, o equivalente à Câmara dos Deputados, o jornal The Daily Telegraph vem publicando um furo por dia e provocando um terremoto político. O arquivo mostra que os deputados com direito a verba para bancar moradia em Londres faziam uma folia com o dinheiro do contribuinte inglês. Pediam reembolso por gastos para consertar quadra de tênis, limpar fosso de sua casa de campo, aparar a cerca viva ou comprar cadeiras de massagem e televisão de tela plana. Os mais descarados cobraram por hipotecas que já estavam quitadas ou por reformas que valorizaram seus imóveis pessoais, logo vendidos por um bom dinheiro. Houve deputado espetando na conta até aluguel de filme pornográfico. Os comentaristas dizem que o Parlamento inglês, em seus 700 anos de vida, jamais chegou tão perto do fundo do poço.
Em duas semanas, já começou uma aglomeração no patíbulo. Primeiro, roloram três cabeças miúdas. Na terça-feira passada, caiu uma cabeça coroada. O presidente da Câmara dos Comuns, Michael Martin, ganhou dois motivos para entrar para a história. Fez o discurso mais rápido de que se tem notícia (34 segundos) e anunciou sua renúncia ao cargo (o que não acontecia havia 314 anos). Martin, um ex-metalúrgico que presidia a Câmara desde 2000, não foi flagrado pedindo reembolso de gastos tão esdrúxulos. Pelo menos, não desta vez. Renunciou porque, sendo presidente da casa, tinha responsabilidade sobre a bandalheira, além de ser conhecido pela infinita tolerância com gastos abusivos. (No ano passado, soube-se que sua mulher tinha uma tara por andar de táxi com dinheiro público. Gastara 14 000 reais em um ano.) Agora, Martin fez um tremendo esforço para impedir que a farra dos colegas viesse a público. Uma vez estampada no Telegraph, recorreu à saída clássica dos caídos: queria investigar como o arquivo vazou para o jornal. A Scotland Yard fez que nem ouviu o pedido.
A exemplo da farra brasileira das passagens aéreas, em que mais de 250 deputados fizeram turismo no exterior à custa do contribuinte, o escândalo inglês também não faz discriminação partidária. Pegou trabalhistas, conservadores e democratas liberais. Até os cinco deputados do Sinn Fein, partido republicano irlandês, que se recusam a assumir a cadeira no Parlamento, não se recusaram a meter a mão no dinheiro. Alugaram três casas em Londres, todas da mesma família, pagando 11 500 reais por imóveis que não valem 4 500. Mas a faxina está em andamento. O primeiro-ministro Gordon Brown, na toada da redução de danos, disse que todos os deputados trabalhistas enrolados no escândalo serão proibidos de se candidatar à reeleição – pela lei, o próximo pleito terá de ser convocado até junho do ano que vem. Seu maior rival, o conservador David Cameron, tomou a mesma providência. Como o número de envolvidos passa de 170, com risco de aumentar ainda mais, a renovação do Parlamento inglês na próxima eleição poderá ser extraordinariamente grande.
Na essência, a bandalheira inglesa não é diferente da farra das passagens aéreas no Congresso brasileiro. Nos dois casos, os políticos se aproveitaram de uma regulamentação pouco clara sobre o uso da verba pública e se apropriaram do dinheiro fazendo despesas que nem de longe são necessárias para o cumprimento de seu ofício. É óbvio que o espírito da norma inglesa não contempla os táxis de lady Mary Martin nem as 28 toneladas de esterco para adubar o jardim de sir Peter Viggers. No caso brasileiro, é igualmente óbvio que os contribuintes pagam passagens aéreas para que os parlamentares possam cumprir seu dever, indo e vindo para Brasília, e não para levar o deputado Michel Temer e esposa para um passeio a Paris. Até hoje se especula que o enorme progresso dos Estados Unidos em relação ao Brasil se deve ao fato de que americanos herdaram uma suposta superioridade dos ingleses sobre nossos ancestrais portugueses. Os escândalos dos dois países, com gênese tão parecida, são uma diminuta prova de que isso é lorota. A diferença, a brutal diferença, está nas instituições em cada sociedade.
Em Londres, os envolvidos vêm sendo punidos com a proibição de se candidatar à reeleição por seus líderes partidários, a opinião pública está indignada e estuda-se mudar a gestão do Parlamento. O primeiro-ministro Gordon Brown acha que chegou ao fim a era da autorregulação, que se assemelha a "um clube de cavalheiros do século XIX". Em vez disso, uma comissão independente do Parlamento pode ficar encarregada de definir as normas dos gastos. Em Brasília, todos que usaram as passagens aéreas em benefício pessoal estão anistiados, ninguém foi criticado por líder nenhum, a opinião pública parece mais cansada do que indignada e estuda-se uma regulamentação mais clara para o uso das passagens. É melhor do que nada. Mas falta debater medidas que, indo ao fulcro da questão, resultem em instituições cujo funcionamento independa da boa vontade e da honestidade de uns e outros. Uma comissão independente para fazer as normas, como se estuda na Inglaterra? Um órgão externo para fiscalizar o Congresso administrativamente, como já acontece na Justiça? Sem uma discussão fértil, desperdiça-se o potencial pedagógico dos escândalos. Na Inglaterra, pode-se antever que o caso resultará num Parlamento melhor, ou menos galhofeiro. No Brasil, é uma pena que não se possa dizer o mesmo. 

Fonte: http://cidadaniaatual.blogspot.com.br/2013/07/politicos-sem-privilegios-ja-alguns.html

2 de jul de 2013

O VALE DO SILÍCIO BRASILEIRO: ALÔ, NORDESTINO! VOCÊ SABIA QUE DEBAIXO DOS SEUS PÉS EXISTEM RIQUEZAS MINERAIS QUE PODEM MUDAR A SUA VIDA?

Pois é nordestino... Você já ouviu falar do Vale do Silício nos Estados Unidos que consiste num local com grande riqueza mineral principalmente de minérios que são usados em alta tecnologia?
E se eu lhe dissesse que debaixo dos seus pés nordestino, principalmente você que habita no Semiárido, que além de água e petróleo no subsolo existe uma riqueza de minérios preciosos, semipreciosos e de outros minérios que são usados em alta tecnologia inclusive urânio (para produção de energia nuclear, etc.)?
A quem então interessa que você nordestino fique a mendigar ajuda de programas sociais e a padecer devido à famigerada indústria da seca? Pense bem nisto antes de votar, antes de vender o seu voto e ficar idolatrando políticos, etc... Veja abaixo alguns dados sobre a riqueza de água e mineral do Nordeste Brasileiro:







 ENXOFRE
Áreas Sedimentares
Enxofre Natural
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Bacia Sedimentar do Apodi, nas áreas onde existam gipsita, folhelhos e petróleo.
III Zonas de Baixa e Remota Favorabilidades
A – Bacias sedimentares sem indício de evaporitos sulfatados, e associados à presença de petróleo.
Enxofre Contido na Gipsita
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Sedimentos da Bacia Sedimentar do Apodi, no Estado do Rio Grande do Norte.
II – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Formações sedimentares contendo outros tipos de evaporitos.
Enxofre do Petróleo e Xisto
Este tipo, contido em pequenas porções, no petróleo e nos xistos oleígenos, já vem sendo recuperado durante o seu processamento.
Áreas Metamórficas do Escudo Nordestino
Enxofre Contido nos Sulfetos Minerais
Compreende as áreas de depósitos minerais sulfetados, de cobre e chumbo, em rochas básicas, com elevado potencial de enxofre recuperável, cuja exploração é dirigida para a indústria metalúrgica dos não-ferrosos.
Os principais depósitos de enxofre associados a minérios sulfetados estão localizados no Estado da Bahia, nos minérios de cobre de Curaçá e de chumbo de Boquira. No Estado de Alagoas destaca-se o depósito do Serrote da Laje, no município de Arapiraca, com 250 mil toneladas de enxofre contido.
TITÂNIO
Rutilo
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Metapelitos e xistos básicos do Pré-Cambriano dos Estados do Ceará, Piauí e Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Anfibolitos situados entre os metassedimentos do Pré-Cambriano
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Xistos e gnaisses do Pré-Cambriano
ILMENITA
I – Zonas de Alta Favorabilidade
– Ilmenita ferrífera-vanadífera contida em gabros e anortositos do Pré-Cambriano dos Estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Alagoas.
FLUORITA
Os principais depósitos minerais da região Nordeste situam-se em áreas de rochas cristalinas. As informações geológicas existentes mostram as seguintes relações quanto às áreas favoráveis:
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Veios e filões de quartzo, algumas vezes com galena, intrudidos nos metacalcários do Estado da Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Áreas contendo escamitos da Província da Borborema, abrangendo partes dos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.
B – Pegmatitos da região de Solonópole e Quixadá, no Estado do Ceará.
C – Granitos da região de Mucambo e Rosário, no NW do Estado do Ceará.
FOSFATO
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Metassedimentos do Grupo Bambuí, onde contenham estromatólitos e condicionantes físico-químicos da deposição do fosfato, principalmente no Estado da Bahia e norte do Estado de Minas Gerais.
B – Áreas de rochas cristalinas pré-cambrianas contendo metaalcalinas, como no NW do Estado da Bahia e nas ilhas de Tutóia-Pirocaua, no Estado do Maranhão.
C – Áreas contendo rochas calcicossilicáticas com altos teores de P205, no Estados da Bahia e Paraíba.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Sedimentos da Bacia do Jatobá, em partes do Estado de Pernambuco.
B – Sedimentos da Bacia do Parnaíba, em partes dos Estados do Piauí e Maranhão.
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Sedimentos da Bacia do Recôncavo-Turcano, no Estado da Bahia.
COBRE
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Mineralizações em rochas ultrabásicas do Pré-Cambriano contendo minérios sulfetados de cobre, no Vale do curaçá, Estado da Bahia.
B – Mineralizações sulfetadas em filitos retrometamórficos de efusivas contendo sulfetos de cobre, no Estado do Ceará.
C – Metavulcânicas com sulfetos de Pré-Cambriano, no sul do Estado do Ceará.
D – Conglomerados mineralizados em sulfetos do Pré-Cambriano, no Estado da Bahia.
E – Rochas básicas contendo mineralizações e indícios de zinco, cobre e níquel, nos Estados de Sergipe e Alagoas.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Intrusivas intermediárias do Grupo Jaibaras, no NW do Estado do Ceará.
B – Áreas com intrusões de corpos básicos pré-cambrianos, no SE do Piauí, centro da Bahia e leste de Pernambuco e de Sergipe.
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Restante da região Nordeste.
CHUMBO E ZINCO
Atualmente, as áreas de maiores favorabilidades estão concentradas no Estado da Bahia, e possuem as seguintes conotações:
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Mineralizações sulfetadas de chumbo em rocha básica na área de Boquira, no centro-oeste do Estado da Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Mineralizações de sulfetos de chumbo em rochas calcáreas do Grupo Bambuí, no centro-oeste do Estado da Bahia.
B – Zonas com sulfetos de cobre, chumbo, zinco e prata no Estado do Ceará.
C – Área com mineralizações em sulfetos de bário nas bacias sedimentares do Recôncavo e Almada, no Estado da Bahia.
D – Áreas com mineralizações hidrotermais em forma de filões.
ESTANHO
Considerando-se os conhecimentos geológicos existentes, é possível delinear as favorabilidades para as seguintes áreas com condições de ampliar ou descobrir reservas de minério de estanho:
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Pegmatitos homogêneos da Província Pegmatítica da Borborema, nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, e nas províncias pegmatíticas do Ceará e do sul da Bahia.
II – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Minérios de estanho contidos em efusivas ácidas da Chapada Diamantina quando formam aluviões e/ou elúvios.
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Restantes das áreas da região.
FERRO
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Minério do tipo Itabirito, constituído de pelitos químicos do Pré-Cambriano, a exemplo de São José do Belmonte, em Pernambuco; Granja, no Ceará e Xique-Xique, na Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Minério do tipo Magnetita/Vanádio em área do Pré-Cambriano contendo rochas anortosíticas, nos Estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba.
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Áreas sedimentares e áreas do cristalino com pequenas ocorrências de ferro.
MANGANÊS
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Mineralizações relacionadas a gonditos do Pré-Cambriano nos Estados da Bahia e Ceará.
TUNGSTÊNIO
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Escarnitos com Scheelita que ocorrem na Província Polimetalífera da Borborema, abrangendo partes dos Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Escarnitos com scheelita que ocorrem na parte central do Estado do Ceará.
B – Anfibolitos contendo mineralizações scheelitíferas associadas à molibdenita, na Serra de Jacobina no Estado da Bahia.
C – Áreas pegmatíticas contendo wolfranitas.
NÍQUEL
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Ultrabasitos da borda SE da Bacia Sedimentar do Maranhão, no Estado do Piauí, constituídos por lateritos niquelíferos.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Áreas de maciços ultrabásicos relacionados ao Pré-Cambriano.
CROMO
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Faixa ultrabásica da Serra da Jacobina, com mineralizações estratiformes, no Estado da Bahia.
B – Áreas ultrabásicas com mineralizações de cromita do tipo “podeforme”, no Ceará e Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Áreas do Pré-Cambriano dos Estados da Bahia, Sergipe e Piauí, onde ocorram ultrabásicas com indícios de mineralizações de cromita.
B – Áreas contendo ultrabásica do Pré-Cambriano ainda sem evidência de mineralizações de cromita.
VANÁDIO
As condições geológicas da formação dos depósitos de ferro-ilmenitavanádio apresentam, na região, as seguintes conotações de favorabilidade:
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Mineralizações de magnetita-ilmenita-vanádio, associadas a anortositos e rochas básicas nos Estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Mineralizações de magnetita-ilmenita, associadas a rochas básicas-ultrabásicas nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
MAGNESITA
I – Zonas de Alta Favorabilidade
A – Rochas básicas com magnesita, associadas a carbonatos em partes dos Estados do Ceará e Bahia.
II – Zonas de Média Favorabilidade
A – Áreas com rochas ultrabásicas magnesianas associadas a calcários.
III – Zonas de Baixa Favorabilidade
A – Áreas cristalinas sem associação de carbonatos e rochas básicas. – Por fim é importante para o pleno desenvolvimento destas atividades a reformulação no atual Código de Mineração, no sentido de agilizar os projetos mineiros e diminuir os entraves burocráticos hoje existentes. As minerações tradicionais normalmente têm um prazo de maturação que pode inviabilizar uma tentativa de curto prazo de aproveitamento do recurso mineral. Tradicionalmente, o prazo entre a solicitação da pesquisa e o direito de lavra percorre cerca de 9 anos, tempo excessivo se a intenção é de um desenvolvimento imediato, como preconizam algumas das ações contidas neste documento.
 
Fonte: Ministério da Integração Nacional / http://cidadaniaatual.blogspot.com.br/2013/05/o-vale-do-silicio-brasileiro-alo.html.