CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

30 de dez de 2017

O EMPREENDEDORISMO E O DINHEIRO SEM LIMITES ÉTICOS REALMENTE É UMA GRANDE AMEAÇA PARA AS CIVILIZAÇÕES...

Porque usam os jiadistas tantos Toyotas? Os EUA querem saber



Parada jiadista nas ruas de Raqqa, Síria. Não faltam Toyotas
REUTERS

Os Toyotas tornaram-se quase uma imagem de marca de grupos terroristas como o autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Os Estados Unidos já contactaram a marca japonesa para tentar perceber como chegam às mãos dos jiadistas

O Governo dos Estados Unidos quer saber porque razão há tantos Toyotas nas mãos do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) e já contactou a construtora japonesa para que ajude a determinar a origem dos carros que se veem nos vídeos jiadistas.
O pedido de informação foi efetuado por uma unidade especial do Departamento do Tesouro encarregue de investigar o financiamento ao terrorismo.
“Lamentavelmente, os Toyotas Land Cruiser e Hilux tornaram-se quase imagem de marca do Daesh”, disse à ABC Mark Wallace, ex-embaixador dos EUA na ONU e atual presidente do Counter Extremism Project, organização sem fins lucrativos que visa expôr o apoio financeiro às redes terroristas.
“O Daesh usa este tipo de veículos em ações de tipo militar e atividades terroristas. Em quase todos os vídeos, aparece uma frota de Toyotas e isso preocupa-nos muito.”

AO SERVIÇO DA PROPAGANDA JIADISTA

Muitos veículos da marca japonesa - a segunda maior construtora mundial, a seguir à Volkswagen - surgem, com frequência, em vídeos de propaganda jiadista filmados no Iraque, Síria e Líbia. Desejados pela sua fiabilidade em terrenos extremos, os Toyotas são também usados em ações de patrulha, equipados com armamento pesado e carregados com terroristas empunhando armas ou a bandeira negra do califado.
Quando o Daesh conquistou Raqqa e desfilhou, em parada, pelo centro daquela cidade síria, em meados do ano passado, mais de dois terços dos carros eram Toyotas. Havia também Mitsubishis, Hyundais e Isuzus.
“Nós descrevemos ao Departamento do Tesouro as nossas rotas de abastecimento no Médio Oriente bem como os nossos procedimentos para proteger a integridade desse fornecimento”, afirmou Ed Lewis, diretor de Política e Pública e de Comunicação da Toyota.
A marca, continuou, tem “uma política restrita no sentido de não vender veículos a potenciais compradores que possam usa-los ou modifica-los para fins terroristas ou atividades paramilitares”. Ed Lewis acrescentou que é impossível para a empresa seguir o rasto dos veículos que são roubados, comprados ou recomprados.

CENTENAS DE CARROS, NOVOS E USADOS

Em declarações à ABC, o embaixador iraquiano nos EUA, Lukman Faily, disse que, paralelamente à utilização de veículos usados, as autoridades de Bagdade acreditam que o Daesh adquiriu “centenas de novos” Toyotas nos últimos anos. “Temos feito esta pergunta aos nossos vizinhos. Como é possível que estes carros novos, estes 4x4, centenas deles... de onde é que eles vêm?”
A investigação das autoridades norte-americanas visa contribuir para estancar o fluxo de bens produzidos no Ocidente e que acabam nas fileiras jihadistas, através de redes de contrabando.
A 1 de abril de 2014, a Public Radio International noticiou que, quando o Departamento de Estados dos EUA decidiu apoiar os rebeldes do Exército Livre da Síria com “ajuda não-letal”, a lista de entregas incluía 43 camiões Toyota. Mais recentemente, um artigo publicado no jornal australiano “The Daily Telegraph” alertava para o desaparecimento de mais de 800 Toyotas em Sidney, entre 2014 e 2015.
Estatísticas da Toyota referem que as vendas de Hilux e de Land Cruisers no Iraque triplicaram entre 2011 e 2013 (de 6000 unidades para 18.000). Em 2014, caíram para 13.000. Na Síria, as vendas foram suspensas em 2012.
“Gastamos o nosso tempo a combater estes terroristas e por isso não conseguimos controlar a fronteira entre o Iraque e a Síria”, asmitiu o brigadeiro-general Saad Maan, porta-voz dos militares iraquianos.
“Não creio que a Toyota tente, intencionalmente, lucrar com isto”, conclui Mark Wallace, “mas estão avisados e deviam fazer mais”. No início do ano, a Counter Extremism Project escreveu diretamente à construtora instando-a a fazer mais para seguir o fluxo de veículos para o Daesh, dado que todos têm números de série, facilmente rastreáveis.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-10-07-Porque-usam-os-jiadistas-tantos-Toyotas--Os-EUA-querem-saber

Top 6 das armas mais usadas pelos terroristas do EI



O grupo terrorista Daesh, também conhecido como ISIL, ISIS ou Estado Islâmico, não conta apenas com a diversidade nacional de seus combatentes, vindos de mais de 80 países, mas também com uma grande coleção de armas e equipamentos militares fabricados em todo o mundo.
Os terroristas foram vistos usando armas não só de diferentes épocas, mas também de diferentes países. Não é incomum ver os jihadistas usando os antigos rifles soviéticos AK em conjunto com os fuzis de assalto M16 fabricados nos EUA, por exemplo. 
 A Sputnik compilou uma lista das armas de pequeno porte mais comumente usadas pelo Daesh. Confira:
Rifles Kalashnikov
O AK-47 é um dos modelos de fuzis de assalto mais usados no mundo, e o Oriente Médio não é uma exceção. Quando o Daesh tomou o controle sobre grandes porções da Síria, os terroristas encontraram muitos desses fuzis soviéticos e de fabricação russa em depósitos de armas pertencentes ao Exército Sírio. 

Rifles M16
Depois de derrotar milícias iraquianas e rebeldes sírios, o Daesh também herdou as armas norte-americanas que estavam em posse daqueles grupos. Além disso, alguns rebeldes sírios, apoiados e treinados previamente por militares dos EUA, acabaram se juntando às fileiras do grupo terrorista, enquanto muitos outros desertaram, deixando para trás, à disposição do Daesh, as armas que Washington havia lhes fornecido.
Heckler & Koch MP5
Com design alemão, a versátil submetralhadora de 9 mm fabricada desde a década de 1960 também figura na lista das armas mais populares do planeta. O modelo é considerado padrão nas principais unidades de operações especiais do mundo, sendo adotado por pelo menos 40 nações. Por meio de várias rotas ilegais, um grande número de submetralhadoras MP5 chegou à Síria e ao Iraque, onde foram rapidamente adicionadas ao arsenal do Daesh.
FN FAL
Popularmente conhecido no Brasil como “sete meia dois”, o fuzil de assalto ligeiro de 7,62mm produzido pela empresa belga Fabrique Nationale (FN) foi amplamente utilizado pela maioria dos países da OTAN durante a Guerra Fria, com a exceção dos EUA, a tal ponto que a arma foi apelidada de "o braço direito do Mundo Livre". Devido à sua popularidade e uso global, os terroristas do Daesh também não tiveram problemas para conseguir o FN FAL.
Metralhadora leve RPK
Desenvolvida por ninguém menos que Mikhail Kalashnikov no final da década de 1950, a RPK soviética de calibre 7,62 x 39 mm é uma das favoritas do Daesh para aumentar seu poder de fogo portátil. A metralhadora tem sido amplamente usada em campos de batalha em todo o Oriente Médio. O Daesh, particularmente, apreendeu uma grande quantidade delas nos depósitos de armas da Síria, durante suas campanhas de expansão no país.
Rifle Sniper Dragunov
O fuzil semiautomático para franco-atiradores rifle Dragunov é outra criação soviética popular entre os militantes do Daesh. Usado oficialmente em mais de 30 países, incluindo os vizinhos Irã e Iraque, é fácil imaginar como o velho rifle soviético acabou nas mãos dos terroristas islâmicos da região.
Rifle Sniper Dragunov
Fonte: https://br.sputniknews.com/mundo/201512143061198-top-6-armas-mais-usadas-daesh/




Os 10 principais “paraísos fiscais” do mundo

Estes lugares funcionam como verdadeiras caixas-pretas financeiras






27 de dez de 2017

10 de dez de 2017

PARA REFLETIR....






Não só quem votará a favor desta "reforma da previdência" como também quem votou à favor do impeachement estão com sério risco de não serem eleitos, pois quem lida com as bases do povo sabe  muito bem o que tem ouvido do povo, principalmente no Nordeste e Norte do Brasil...

3 de dez de 2017

PARA REFLETIR...

https://youtu.be/WUqd1mN9R14


https://youtu.be/xiXzMmq5lOk


https://youtu.be/vEF9NHifL-g


https://youtu.be/3Q4qgS4KJHo

9 de nov de 2017

PARA REFLETIR...



Pois é, infelizmente esta é a realidade do Brasil....
O direito à propriedade privada dos meios de produção (que a ideologia Socialista-Comunista muito combate) é que garante que as pessoas possam se instalar, produzir e prosperar usufruindo daquilo que foi investido de trabalho e rendas!
Se o direito à propriedade privada for anulado qualquer pessoa (inclusive até bandidos) poderão invadir sua casa, propriedade rural, empresa, etc, tomar ou destruir seus bens e tudo que você tem e ninguém, legalmente falando, poderá impedir a ação usurpadora e nem buscar restituição, ou seja, instala-se uma insegurança jurídica, social, econômica e política que abre as portas para a anarquia e  o caos se instalarem e, consequentemente para uma guerra civil!
Nem todo latifúndio é improdutivo e o direito à propriedade dos meios de produção foi e continua sendo o primeiro e principal marco regulatório que toda e qualquer sociedade trata de regular (legislar) para que de fato se torne uma civilização! ...     

5 de nov de 2017

PARA REFLETIR....


Bilhões em corrupção, sabotagens e conflitos: 'melhores momentos' de George Soros

© AP Photo/ Kevin Wolf


14:22 19.10.2017(atualizado 15:06 19.10.2017)URL curta

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Funcionários da Fundação Open Society (OSF) disseram ao Wall Street Journal que George Soros transferiu uma considerável parte de sua riqueza para a organização durante vários anos, embora o valor exato tenha permanecido em segredo até terça-feira (17).

A revelação faz da OSF de Soros a segunda maior organização "filantrópica" nos EUA, atrás da Fundação Bill e Melinda Gates.

© REUTERS/ LUKE MACGREGOR


A revelação deste enorme valor assusta os opositores políticos e ideológicos de Soros. Nos Estados Unidos e em todo o mundo, Soros e sua sociedade civil de concessão de fundos têm sido a principal causadora de controvérsias relacionadas às tentativas de interferir ou manipular as eleições democráticas e outros processos políticos através do financiamento para "desenvolvimento da democracia”.

Estados Unidos

As críticas contra Soros incluíram acusações de que o bilionário tentou "desestabilizar" o país durante as eleições de Donald Trump. No mês passado, mais de 150 mil americanos assinaram uma petição da Casa Branca para declarar Soros como terrorista doméstico e para retirar seus bens. A petição, que afirma que Soros está usando sua riqueza para tentar "facilitar o colapso do sistema e do governo constitucional" nos EUA, ganhou resposta oficial da Casa Branca ao coletar mais de 50.000 assinaturas.

As iniciativas de Soros através da OSF incluem apoio financeiro para a Media Matters for America, uma organização de supervisão de combate à mídia conservadora. Durante a corrida presidencial de 2016, Soros apoiou Hillary Clinton e o Partido Democrata, contribuindo oficialmente com mais de US$ 10,5 milhões (R$ 33,3 milhões) para a campanha. O bilionário também apoiou grupos republicanos neoconservadores como o Instituto McCain.

© AP PHOTO/ JOSE LUIS MAGANA

Mulheres com chapéus rosa e placas se reúnem em protesto contra a presidência Donald Trump, no dia 21 de janeiro de 2017, em Washington. No início deste ano, a mídia dos EUA informou que Soro contribuiu com US$ 246 milhões para parceiros da Marcha das Mulheres

Europa Central e Oriental

O ódio sobre Soros por manipular a política local é ainda mais forte na Hungria, seu país natal. No início deste mês, a Comissão Europeia emitiu um ultimato sobre a organização não governamental e as leis de educação, que restringem os grupos da sociedade civil financiados por Soros que operam na Hungria. Bruxelas declarou que poderia vir a encaminhar o caso para o Tribunal de Justiça da UE.

© REUTERS/ LASZLO BALOGH

O Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, fala durante seu discurso sobre o estado da nação, em Budapeste, em 10 de fevereiro de 2017. Entre os líderes mundiais, Orban é conhecido como um crítico assumido de Soros

Anteriormente, os legisladores húngaros aprovaram uma lei que estipula que as ONGs que recebem mais de 24 mil euros por ano devem divulgar seus patrocinadores estrangeiros, bem como devem se registrar como organizações patrocinadas por financiadores estrangeiros. A Universidade Centro-Europeia de Budapeste, outra iniciativa financiada por Soros, destinada a treinar elites políticas regionais, foi legalmente deixada de lado, depois de o governo ter adiado sua licença. A universidade, anteriormente chamada de "Soros University",  acusou o próprio bilionário de incentivar a crise dos refugiados da Europa para desestabilizar o continente.

Os grupos afiliados de Soros também desempenharam um papel fundamental na turbulência na Ucrânia, que viu a derrubada do governo democraticamente eleito de Viktor Yanukovych em fevereiro de 2014. Em agosto de 2016, DC Leaks expôs “o envolvimento de Soros e suas organizações no golpe”, que visam influenciar atores relutantes ocidentais para se juntar à “democratização” e “ocidentalização” da antiga República soviética.


© SPUTNIK/ NIKOLAY LAZARENKO

O presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, (segundo à esquerda) e George Soros (à direita), fundador e presidente da Open Society Foundations, durante uma reunião em Kiev

A Rússia perdeu a paciência com Soros e OSF dois anos atrás. Em julho de 2015, o Senado russo colocou a OSF na lista de organizações cujas atividades ameaçam a segurança nacional da Rússia. A Open Society Institute Assistance Foundation, outra organização de Soros, também foi incluída na lista. Em novembro de 2015, o Ministério Público da Rússia incluiu OSF em uma "lista de bloqueio" de ONGs internacionais, considerando suas atividades como "ameaça aos fundamentos do sistema constitucional da Federação da Rússia e à segurança do Estado". Antes da proibição, a OSF tinha operado na Rússia por mais de duas décadas, gastando mais de US$ 100 milhões (R$ 317 milhões) em educação, desenvolvimento de Internet, ONGs e apoio à mídia.

Participar de tudo

Soros e suas várias organizações foram responsáveis por uma série de conflitos políticos em todo o mundo, desde o seu suposto financiamento a catalães separatistas até influência no conflito ao redor do povo rohingya em Myanmar.


© AP PHOTO/ KIN CHEUNG


Os ativistas afiliados de Soros também foram acusados de envolvimento no incentivo da agitação política na Polônia, promovendo interesses das elites da UE contra o governo conservador polonês. Israel o acusou de enfraquecer a democracia e o culpou de ter tentado expulsar o governo na Guiné Equatorial e de ter manipulado a política local na Malásia antes das eleições de 2018. A OSF foi apontada por envolvimento político em Montenegro e na Macedônia em meio à tentativa dos países de aderir à UE e OTAN. Acredita-se também que Soros e seus aliados estejam fortemente envolvidos na campanha para introdução de sansões cada vez mais fortes contra Moscou por Washington.


© AP PHOTO/ CZAREK SOKOLOWSKI

Manifestantes, fora do escritório do líder Jaroslaw Kaczynski, segurando bandeiras com imagens do empresário George Soros, do presidente do Conselho Europeu Donald Tusk e do primeiro vice-presidente da Comissão Européia, Frans Timmermans, durante um protesto em Varsóvia, em 26 de julho de 2017

Visão de Soros: uma nova ordem mundial (construída sobre especulação monetária)


© AFP 2017/ ERIC PIERMONT


Os observadores acreditam que a razão pela qual os grupos afiliados de Soros estão tão fortemente envolvidos na política em todo o mundo, decorre da ideologia globalista do bilionário em prol da "nova ordem mundial", conforme mencionado em seu livro, “A era da falibilidade". Os críticos alertaram que, para alcançar seu objetivo, Soros está disposto a comprar governos, pagar organizações internacionais para espalhar valores anticonservadores, manipular moedas nacionais, incitar agitações políticas e talvez o mais importante — gastar tempo e recursos consideráveis para espalhar esses valores entre os jovens, particularmente nos países em desenvolvimento.

Entre as maiores controvérsias ao redor de Soros e de suas organizações está a fonte de sua fabulosa riqueza. O acordo de especulações cambiais de 1992 do investidor, que forçou o Banco da Inglaterra a desvalorizar a libra, resultou em um ganho lucrativo de bilhões de dólares. Desde então, ele realizou semelhantes truques várias vezes, inclusive durante a crise financeira asiática de 1997, quando apostou contra a moeda da Tailândia, resultando em seu colapso. Em outras palavras, o "império filantrópico" de Soros não é apenas questionável por si só, mas também enraizado em dinheiro sujo que trouxe sofrimento para milhões de pessoas ao redor do mundo. 


Vazamento inédito: quase um terço dos deputados europeus têm ligações com Soros

© AP Photo/ Manuel Balce Ceneta


11:14 05.11.2017(atualizado 11:15 05.11.2017)URL curta

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Graças ao primeiro-ministro húngaro e ao seu partido, foi tornada pública uma lista de políticos que trabalham para os interesses do financista bilionário George Soros nas instituições europeias. O registro enumera os membros do Parlamento Europeu que promovem projetos do magnata através de emendas na legislação da UE. 

© AFP 2017/ ERIC PIERMONT


A ideia de que o bilionário George Soros estaria interferindo ativamente na política mundial e que poderá controlar países inteiros geralmente foi considerada uma das típicas teorias da conspiração.

No entanto, a questão veio à tona de novo quando o deputado Hollik Istvan anunciou perante o parlamento húngaro que o financista já controla pelo menos um terço dos deputados do Parlamento Europeu.

Istvan se baseou em um enorme registro de documentos internos de George Soros, revelado pelo portal DCLeaks, que enumera os deputados europeus e determina quem é patrocinado por organizações filiadas na Open Society Foundation, entidade chefiada por Soros. No total, nessa lista aparecem 226 dos 751 deputados do Parlamento Europeu.

© AP PHOTO/ KEVIN WOLF


Entre as ideias que se recomenda promover estão a democracia, a igualdade social e a de gênero, a abertura das fronteiras à imigração, a aproximação da Ucrânia à UE e, claro, a luta contra quaisquer de seus laços com a Rússia.

Esta "rede" europeia da Open Society Foundation inclui políticos de baixo calibre, mas também outros de grande peso, como o presidente do Parlamento Europeu entre 2012 e 2017, Martin Schulz, o premiê da Bélgica entre 1999 e 2008, Guy Verhofstadt, e o atual líder do grupo socialista europeu, o italiano Gianni Pittella.

"A partir desses arquivos e documentos, podemos descobrir que a rede de George Soros tem uma influência significativa sobre os líderes da União Europeia residentes em Bruxelas", disse o político aos deputados húngaros.

De acordo com os documentos, nas vésperas das eleições europeias de 2014, o financista doou 6 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de reais) a 90 organizações não governamentais para que influenciassem a tomada de decisões conforme a linha da fundação. 

© REUTERS/ LUKE MACGREGOR


O caso mais recente foi protagonizado pela Comissão das Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos (LIBE) do Parlamento Europeu, que adotou uma proposta favorável à imigração apesar da oposição do Grupo de Visegrad (Hungria, Polónia, República Tcheca e Eslováquia).

A maioria dos membros da LIBE está na lista de Soros, observa o político. Os documentos apontam para a contribuição especial de Sylvie Guillem, dos socialdemocratas franceses, e de Jean Lambert, dos verdes britânicos, sendo ambos ardentes promotores da reforma imigratória na UE que prevê uma maior aceitação dos refugiados.

"O assassino em massa mais procurado no Paquistão, acusado de 70 assassinatos pelas autoridades, foi capturado na fronteira do sul da Hungria. Apesar disso, ele conseguiu receber o status de refugiado na Grécia e chegar à fronteira com a Hungria", contou Istvan com indignação.

Hollik Istvan é membro do movimento político Fidesz, do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban.

Já faz muito que o dirigente húngaro vem tentando combater os projetos de interferência de Soros em seu país. Desde março de 2017, não cessam os litígios para encerrar a Universidade Central Europeia, fundada graças ao dinheiro de Soros em Budapeste e que formou várias gerações de elites políticas da UE.


E, NO BRASIL...?

Quando, jovem e tardiamente, comecei a interessar-me pelo que acontecia no Brasil e no mundo, era pela imprensa que eu buscava informação e análise. Jornais, revistas e televisão eram as minhas fontes. Se os meios de comunicação e os seus comentaristas eram disfarçadamente parciais, política e ideologicamente engajados, tal me escapava. Tamanha era força da imprensa e do mito da imparcialidade que leitores como eu, o leitor médio, éramos incapazes de identificar qualquer viés político de esquerda no conteúdo que nos era apresentado. O que lá estava escrito nas publicações ou dito em imagens na tevê era, portanto, a representação fiel da realidade.

Com o passar dos anos, era natural que eu e tantos outros achássemos que nossas opiniões individuais eram nossas e não, como de fato eram, meras reproduções da posição política de jornalistas, comentaristas, enfim, de toda a fauna conhecida como formadora de opinião.

Quando os diretores e operários de esquerda da imprensa brasileira decidiam que tal e qual assunto deveria ser objeto de exposição pública e debate, expunham-no de uma maneira que o conteúdo direcionasse e definisse a opinião do leitor ou do espectador. Ao esconder-se sob o falso manto da imparcialidade, a empresa jornalística enganava os seus consumidores ao maquiar a forma de apresentar a informação e ao colocar especialistas de esquerda que defendiam a sua visão de mundo como se ambas, opinião e visão de mundo de esquerda, fossem a verdade e não a sua imitação fraudulenta.

Se até poucos anos atrás essa postura passava incólume, hoje, graças ao bom Deus, uma parcela cada vez mais numerosa da sociedade brasileira está sendo exposta a essa imitação fraudulenta da verdade empreendida por parte da grande imprensa e de organizações cada vez mais atuantes naquilo que se chama de debate público, que nada mais é, como sempre disse um amigo, debate publicado.

Os representantes dessas organizações têm uma espécie de sala VIP em grandes jornais e emissoras de tevê. Não importa o que digam e defendam, contam sempre com a valiosa ajuda dos grandes canais de comunicação e assim também conseguem influenciar a produção artística das empresas, como programas de auditório, séries e novelas. Dessa forma, o telespectador é submetido a uma grade de programação revolucionária que gradualmente faz cumprir o seu intento de destruir a imaginação moral, de mudar mentalidades e, portanto, a sociedade.

Várias dessas entidades que gozam de prestígio na tevê e na grande imprensa brasileira são financiadas por um bilionário húngaro-americano que tem como objetivo promover uma engenharia social mundial que atenda a sua agenda ideológica e empresarial. Para isso, George Soros não economiza dinheiro nem esforços. Graças aos vazamentos de documentos feitos no ano passado pelo Wikileaks e pelo DC Leaks foi possível constatar a dimensão, ainda que parcial, dessa drenagem de recursos para organizações, partidos e políticos de esquerda em várias partes do mundo, dos Estados Unidos, passando pela Hungria até chegar ao Brasil.

Dias atrás, foi noticiado que Soros fez nos últimos anos doações que somaram US$ 18 bilhões para a sua organização Open Society Foundations, nome inspirado no famoso livro A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (volumes 1 e 2), de Karl Popper, que deve estar se revirando no túmulo em virtude da homenagem.

Até mesmo para Soros essa doação para a sua própria fundação é algo impressionante e mostra a seriedade com que ele encara o trabalho desenvolvido pela Open Society. Como salientou o jornal de esquerda The New York Times, foi uma das maiores doações de dinheiro já feitas por um doador privado para uma única instituição nos Estados Unidos. Isso significa que haverá verba ainda mais farta para as esquerdas nativas potencializarem o trabalho revolucionário que já desenvolvem.

Nos Estados Unidos, há anos Soros é um dos maiores doadores do Partido Democrata. Na eleição presidencial passada, investiu muito dinheiro na campanha da candidata Hillary Clinton, que perdeu a eleição para Donald Trump. A vitória de Trump acendeu o alerta vermelho da organização, que passou a trabalhar com um “novo senso de urgência”, segundo disse ao New York Times o vice-presidente da entidade, Patrick Gaspard.

Aqueles documentos vazados no ano passado pelos sites Wikileaks e DC Leaks que eu mencionei mostraram o grau de influência de Soros sobre Hillary e o Partido Democrata, que receberam ambos cerca de US$ 25 milhões do bilionário para a eleição de 2016. Soros é, aliás, um dos maiores doadores de toda a carreira política de Hillary.

Como esse tipo de apoio nunca sai de graça e quem decide fazer o pacto uma hora terá de prestar contas a Mefistófeles (obrigado, Goethe), um dos e-mails vazados revelou que Soros, mediante um representante, enviou instruções a Hillary, então secretária de Estado do governo de Barack Obama, para intervir na política da Albânia, país onde ele tem negócios. Três dias depois da mensagem, o nome sugerido por Soros, Miroslav Lajcak, foi enviado pela União Europeia para mediar o conflito entre os rivais políticos albaneses.

Investindo o seu dinheiro de forma estratégica, Soros também teria orientado políticos do Partido Democrata para fazer valer seus interesses dentro e fora dos Estados Unidos, além de ter tentado manipular eleições na Europa. Ainda segundo os documentos vazados, através da Open Society, o bilionário financiou entidades em várias partes do mundo.

No Brasil e em outros países da América Latina, a Open Society injeta cerca de US$ 37 milhões por ano. A Fundação Ford, igualmente notória por financiar esquerdistas ao redor do mundo, destina US$ 25 milhões para organizações de esquerda de países latino-americanos.

Esse dinheiro só vai, porém, para iniciativas que atendam o grande projeto global de revolução social financiado por Soros, o que significa promover o aborto, a legalização das drogas e ataques sistemáticos a todos os costumes, tradições e instituições sociais que de alguma maneira ainda protegem a sociedade brasileira da ação revolucionária. Por isso, o apoio cada vez maior a grupos que usam o termo “mídia independente” para desenvolver de forma radical e inclusive pressionar o trabalho realizado pela grande imprensa.

Um desses projetos é a Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), que ficou conhecida nas manifestações de 2013 dizendo-se independente, mas que havia recebido US$ 80 mil da Open Society. Vinculado ao Fora do Eixo, entidade chefiada por Pablo Capilé, a Mídia Ninja inaugurou na semana passada a sua nova sede na região central de São Paulo. Para legitimar seu trabalho, reuniu a fauna e a flora artística de esquerda. Foi nesse evento que Caetano Veloso tentou ser humorista: “Algum conservadorismo é necessário. Pode não ser desejável, mas é necessário”. O cantor e compositor inaugurou com a frase um novo ofício: bedel do conservadorismo pátrio – mesmo que ele não faça ideia do que seja conservadorismo.

Outra entidade que atua na seara da produção de conteúdo é a Agência Pública, do esquerdista Leonardo Sakamoto, que em cinco anos recebeu mais de R$ 1 milhão da Open Society. É com os dólares de Soros que a Agência Pública diz realizar um “modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência”. Independência similar à da Mídia Ninja. Sakamoto é autor da célebre frase metafísica: “o que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”.

Mas nessa relação entre imprensa, tevê e organizações financiadas por George Soros, destaca-se Ronaldo Lemos, comentarista da Globonews, cofundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio). O ITS Rio recebeu da Open Society US$ 350 mil entre 2014 e 2015. Lemos foi talvez o nome mais conhecido na elaboração e defesa do Marco Civil da Internet, que abriu a possibilidade de regulação e de controle pelo Estado e que foi usado pela Justiça como fundamento jurídico para suspender o aplicativo WhatsApp.

Outro destaque é a também comentarista da Globonews (e voz cada vez mais conhecida na defesa da legalização das drogas) Ilona Szabó de Carvalho, diretora-executiva e coordenadora do Programa de Políticas sobre Drogas do Instituto Igarapé. Também financiado pela Open Society, o Igarapé recebeu mais de R$ 670 mil entre 2014 e 2015.

Em abril de 2015, aliás, houve um evento simbólico dessa relação: Ilona organizou junto com Pedro Abramovay, sobre quem falarei mais adiante, um jantar para George Soros no apartamento do casal Florencia Fontan Balestra e Fabiano Robalinho Cavalcanti, ambos do Instituto Igarapé. O encontro reuniu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jorge Paulo Lemann (3G Capital), David Feffer (Grupo Suzano), Celso Lafer (advogado e professor), Guilherme Leal (Natura), Ricardo Marino (Itaú-Unibanco), Olavo Monteiro de Carvalho (Grupo Monteiro Aranha), Luciano Huck, Carlos Jereissati (Grupo Jereissati), Raphael Klein (Casas Bahia e Kviv Ventures) e Beatriz Gerdau (Grupo Gerdau). Nesse jantar no Rio de Janeiro, Soros falou sobre a cultura da filantropia, o que significa que ele falou sobre a sua cultura de filantropia para pessoas muito influentes e com muito dinheiro. Além disso, ele participou de um seminário sobre drogas.

Ainda sobre o ITS Rio, junto com Ronaldo Lemos integram a equipe Eliane Costa, que foi gerente de patrocínio da Petrobras de 2003 a 2012 (ou seja, durante todo o governo Lula); Lucia Nader, que é Fellow da Open Society; e Ana Toni, que integra o conselho editorial do jornal socialista Le Monde Diplomatique Brasil e que atuou como diretora da Fundação Ford no Brasil de 2003 a 2011 (quase o mesmo período em que sua colega trabalhou na Petrobras).

A drenagem dos recursos de Soros também alimenta entidades criadas por aquelas já financiadas pela Open Society. O ITS Rio, por exemplo, criou o site Mudamos.org, que recebe dinheiro de Soros e orgulha-se de ter participado da criação do Marco Civil da Internet. O dinheiro entra por vários canais, mas converge para o mesmo duto. O idealizador do Mudamos.org é o sociólogo socialista Luiz Eduardo Soares. Ele foi secretário de Segurança Pública do governo Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, e secretário nacional de Segurança Pública do governo Lula, além de coautor do livro Elite da Tropa, que serviu de base para o filme Tropa de Elite. Soares é notório defensor da desmilitarização da Polícia Militar e da descriminalização das drogas, cuja proibição tem como consequência, segundo ele, “a criminalização da pobreza, sem reduzir a criminalidade ou o consumo de drogas”. Se a pobreza é criminalizada em função da proibição, o sociólogo está dizendo que os pobres são criminalizados por envolvimento com as drogas? Não seria esta uma posição altamente preconceituosa e falsa de alguém que se equilibra entre Karl Marx e Michel Foucault?

Outras organizações que receberam dinheiro de Soros para influenciar a sociedade brasileira para liberação das drogas foram o Movimento Viva Rio, que entre 2009 e 2014 recebeu US$ 107 mil para atuar na defesa da liberação das drogas; e o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que recebeu US$ 111.220 entre 2015 e 2016. O ex-presidente tornou-se a voz mais famosa a defender a legalização.

Há ainda o Instituto Arapyaú, fundado por Guilherme Leal, um dos donos da empresa Natura e que, em 2010, foi candidato a vice-presidente de Marina Silva, que foi petista por 24 anos até pedir para sair em 2009. Um dos membros do conselho de governança é o petista Oded Grajew, idealizador do Fórum Social Mundial (a disneylândia do socialismo latinoamericano), ex-assessor especial do presidente Lula e coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, que recebeu US$ 500 mil da Open Society em 2014 e 2015.

A lista vai além. O projeto Alerta Democrático, que recebeu US$ 512.438 em 2014 da Open Society Foundations, tem na sua equipe o já citado petista Pedro Abramovay, que trabalhou no Ministério da Justiça nos governos Lula e Dilma e que é, vejam só, Diretor Regional para América Latina e Caribe da própria Open Society. Abramovay também foi diretor no Brasil do site de petições Avaaz, que ele definiu “como um movimento que tem princípios”, não uma rede social ou “um espaço neutro”. Por isso, só aceita petições de causas afeitas à ideologia e retira do ar qualquer petição que vá “contra os princípios do movimento”. Outro integrante da equipe do Alerta Democrático é o ex-BBB Jean Wyllys, que usa o seu mandato de deputado federal para fazer valer o projeto de engenharia social mediante mudança de comportamentos de cima para baixo pela ação do Estado.

O financiamento de organizações socialistas e comunistas por uma certa elite econômica nem é uma novidade histórica: os revolucionários russos foram financiados por grandes empresários para fazerem a revolução de 1917; os nazistas foram financiados por grandes empresários para conquistarem o poder em 1932; os petistas foram financiados por grandes empresários até conquistarem o governo federal em 2002 (a Operação Lava Jato apresenta cada dia mais a dimensão, por ora incalculável, desse financiamento).

A agenda de Soros e a das organizações de esquerda é uma só ou converge em muitos pontos, a depender da organização e do país onde está sediada. O bilionário financia projetos que se coadunam com sua visão revolucionária de mundo; os revolucionários aceitam a doação porque o dinheiro financia o seu projeto revolucionário de mudar o mundo.

O primeiro a denunciar o projeto global de Soros via financiamento de organizações de esquerda foi o professor Olavo de Carvalho, a partir do fim da década de 1990. Muitos artigos sobre o tema foram publicados no jornal O Globo e depois reunidos no livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, organizado por Felipe Moura Brasil e publicado pela Editora Record.

E por que Soros faz o que faz?

Algumas respostas foram dadas pelo autor de Por trás da Máscara, Flavio Morgenstern, no podcast do site Senso Incomum, e pelo também colunista da Gazeta do Povo Alexandre Borges:

Soros é, possivelmente, o indivíduo sem cargo eletivo mais influente do mundo. (…)

George Soros se vê como um missionário das próprias utopias e não conhece limites para usar sua fortuna quase sem paralelo para influenciar a política, a imprensa e a opinião pública em diversos países, especialmente os EUA. Como ele mesmo disse, ‘minha principal diferença de outros com uma quantidade de recursos acumulados parecida com a minha é que não tenho muito uso pessoal para o dinheiro, meu principal interesse é em ideias.

(…)

A Open Society é uma ONG bilionária destinada a influenciar a opinião pública e a política no mundo. Ela está presente em mais de 70 países é tão poderosa que, em alguns regimes, é considerada um ‘governo informal’. Nos EUA, mantém o poderosíssimo Media Matters, que dá o tom de praticamente toda a imprensa americana, além de ser o principal financiador do The Huffington Post, um ícone da esquerda mundial.

(…)

O número de fundações, ONGs, sindicatos e veículos de comunicação que recebem dinheiro de George Soros ou de suas fundações é tão vasto que só um incansável pesquisador como David Horowitz para catalogar e publicar no seu portal Discover the Networks. Se você tiver curiosidade, é só clicar aqui.”

Depois de descobrir qual é a agenda dessas organizações, quem as representa e as financia, e a influência que exercem na política, na economia e na opinião pública no Brasil, cabe a você refletir se aquilo que você pensa sobre desarmamento, liberação das drogas, desmilitarização da PM, democracia e outros temas é o resultado de uma análise genuína baseada em informações precisas ou uma mera repetição de discursos ideológicos previamente criados por esses revolucionários financiados pelo grande capital que costumam criticar.

Porque as agendas políticas que hoje despertam paixões, que provocam “polêmicas” e discussões nas redes sociais são muitas vezes o resultado de um trabalho muito bem articulado de instituições e personagens que nem sempre aparecem ou que aparecem como especialistas imparciais. Convém ter isso em mente e estar sempre alerta antes de defender determinadas posições e de agir como inocente útil de uma ideologia e de um projeto político tão ocultos quanto infames. Não se enganem: hoje, em qualquer canto onde haja um projeto revolucionário, George Soros está lá.