CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

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7 de mar de 2017

RETIRANDO DO BAÚ-18...





“NÃO TEM PROBLEMAS PORQUE AO LEVANTARMOS A BANDEIRA DA REPÚBLICA COM OS DIVERSOS MOVIMENTOS LIBERTÁRIOS QUE FIZEMOS NOS FORAM SUBTRAÍDOS DE FORMA AUTORITÁRIA ALAGOAS, JUAZEIRO DA BAHIA,  ETC!

O IMPORTANTE É QUE NÓS PERNAMBUCANOS(AS) AO OLHARMOS PARA A HISTÓRIA DO BRASIL HÁ DUZENTOS ANOS PASSADOS VEMOS E SABEMOS QUE SOMOS PAIS E MÃES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E ESTA REALIDADE, VERDADE E FATO HISTÓRICO NINGUÉM TOMA DE NÓS, PERNAMBUCANOS(AS)!”

Ass. Carmem...



A Capitania de Pernambuco abrangia os atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas e o Oeste da Bahia. Pernambuco foi a capitania mais rica da América Portuguesa.


Pernambuco: Revoluções e perdas territoriais...


"A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem: a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las"...(Santo Agostinho).



O território é mais do que uma simples divisão administrativa. Na análise do território, os aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrográficos e recursos naturais ficam em segundo plano, visto que sua abordagem privilegia as relações de poder estabelecidas no espaço. Sendo assim, através de relações de poder, são criadas fronteiras entre países, regiões, estados, municípios, bairros e até mesmo áreas de influência de um determinado grupo.

Pernambuco parece pequeno comparado a vários estados do Brasil. Todavia,  já foi bem maior, em território e em área de influência. A capitania, em seu auge territorial, abrangia os atuais estados federativos de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e a porção oeste do atual estado da Bahia, área até então conhecida como Comarca do São Francisco.

Entre 1630 e 1654, a então capitania tinha sido governada pelos holandeses. Os invasores foram expulsos pelos pernambucanos, que, em vez de proclamar independência, optaram por voltar a ser colônia de Portugal. Ao fazer isso, eles se sentiram bastante autônomos.

Os comerciantes estrangeiros que aportavam no Recife traziam um bocado de novas idéias. E algumas delas não combinavam em nada com a situação colonial: como os princípios de liberdade e igualdade que haviam inspirado a independência americana, em 1776, e a Revolução Francesa, em 1789.

Quando esses ideais se juntaram à indignação diante dos impostos, o caldeirão revolucionário começou a ferver. Entre 1817 e 1824, a província se manteve em estado de rebeldia constante, tornando-se uma pedra no sapato do rei português Dom João VI e, depois, do imperador brasileiro Dom Pedro I.

Em 1817, os pernambucanos ingressam no clima da Revolução Francesa, na Independência dos Estados Unidos e nas lutas pela emancipação da América Hispânica. A corte portuguesa estava estabelecida no Brasil, no Rio de Janeiro, e limita os poderes das províncias.

No mesmo ano a Revolução Pernambucana se iniciou, e durou 70 dias. A punição do Príncipe Regente D. João  aos revoltosos incluiu perdas de território da província. Pernambuco perdeu toda a área conhecida como Comarca de Alagoas. O decreto foi assinado em 16 de setembro de 1817.

Em março de 1824, D. Pedro I dissolve a Assembléia Constituinte e outorga a Constituição. As elites de Pernambuco contestam a legitimidade do ato. E em 2 de julho de 1824, os revoltosos  proclamaram a independência da província de Pernambuco, que convidou outras províncias para que se unissem a mesma e formassem a Confederação do Equador.  O país seria formado pelas províncias do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Pernambuco. Não dura muito e, em setembro de 1824, a revolta é sufocada.
Pernambuco perde o território da Comarca do São Francisco, como punição ao desencadeamento do movimento separatista. D. Pedro I anexou o território provisoriamente a Minas Gerais e, em 1827, ao Estado da Bahia.

A tradição republicana de Pernambuco lhe trouxe perdas territoriais.  Todavia, as revoluções protagonizadas pelos pernambucanos, de fato,  anunciaram percepções essenciais num processo de independência de colônias: o antagonismo entre colonizados e colonizadores.

Hoje, o estado de Pernambuco, possui uma área de 98.312 km² e faz limite com a Paraíba, Ceará, Alagoas, Bahia e Piauí. e tem como parte de seu território o arquipélago de Fernando de Noronha, a 545 km da costa.


Fonte: http://profalexandregangorra.blogspot.com.br/2015/12/pernambuco-revolucoes-e-perdas.html

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