CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

28 de abr de 2017

PARA REFLETIR....

O QUE ESTÁ CIRCULANDO NAS REDES SOCIAIS:



Boa tarde, Leitores(as)...


Eis algumas coisas que eu acho que precisam ficar muito claras para a sociedade Brasileira neste momento tão peculiar, difícil e perigoso que estamos vivendo no Brasil: Basta olharmos a Historia no inicio da Revolução Industrial no mundo e também para o Brasil antes de existirem os Sindicados e a CLT (surgida pela pressão do movimento sindical e da população consciente e organizada dos trabalhadores) para vermos como eram as condições de trabalho: jornadas de trabalho de até 16 horas por dia, sem direito a descanso semanal, sem férias, sem direito a receber alguma indenização caso sofresse algum acidente de trabalho sedo assim logo substituído por outra pessoa, sem direito a aviso prévio e indenização por ser demitido sem justa causa, sem direito a FGTS e nem a aposentadoria, recebendo salários baixíssimos, crianças e mulheres gravidas trabalhando até 16 horas por dia, precárias condições de trabalho em locais altamente insalubres e com alto risco de acidentes sendo muito comum os trabalhadores naquelas épocas terem suas vidas ceifadas prematuramente por doenças ou por acidentes de trabalho ou então ficarem vivos pro resto da vida mutilados, etc....

Que os Sindicatos precisam melhorar e terem transparência dos recursos que recebem dos contribuintes, com certeza sim, mas não é acabando com os Sindicatos que as coisas vão melhorar e nem são os Sindicatos e os trabalhadores responsáveis pela corrupção da maioria dos políticos e que, portanto, têm que pagar a conta dos crimes de corrupção que eles cometeram, mas sim os políticos e empresários desonestos!

Estudar História é muito bom e importante e lembrar isto ao povo brasileiro (que costuma ter memória curta) também é importantíssimo....É muito importante se posicionar e fazer prevalecer pelos seus direitos e não ficar esperando que alguém faça algo por você, principalmente quando este alguém lucra e obtém benefícios pelos direitos que lhe são negados como ser humano que vive numa sociedade e que é cidadão de um País cuja Constituição (em seu Art. 5º) diz que “todos são iguais perante a lei”, saber votar escolhendo bem seus representantes, etc...

Ass. Carmem...

 IGREJAS EVANGÉLICAS HISTÓRICAS SE PRONUNCIAM CONTRA A 
REFORMA DA PREVIDÊNCIA:
 
Presidentes e representantes das igrejas evangélicas históricas divulgaram no último dia 23 um pronunciamento se posicionando contra a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, conhecida como a PEC da Reforma Previdenciária. O documento foi assinado por várias entidades, como a Aliança Evangélica Brasileira, Convenção Batista Brasileira (CBB), Convenção Batista Nacional (CBN), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), entre outras.


Além de argumentar que a Reforma não condiz com a realidade do país, pois não leva em conta a economia informal (falta de registro em carteira), do subemprego e do desemprego, vivida por muitos brasileiros, o documento finaliza conclamando os membros de suas igrejas “a orar pelo bem de nossa nação e que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas”.

Leia a seguir o pronunciamento na íntegra ou baixeaqui.

Pronunciamento dos Presidentes e Representantes das Igrejas Evangélicas Históricas do Brasil sobre a Reforma Previdenciária – PEC 287/2016

“O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” Provérbios 29:4

Os Presidentes e representantes das Igrejas evangélicas históricas do Brasil, em virtude das propostas de mudanças no regime previdenciário brasileiro contidas na Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016, no cumprimento de seu dever profético e no exercício da fé cristã, fazem o seguinte PRONUNCIAMENTO:


1 – O atual sistema previdenciário brasileiro cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros;

2 – Não obstante sua importância no combate às desigualdades sociais, o atual sistema previdenciário apresenta assimetrias e inequidades entre diversas categorias laborais, o que requer revisão e ajustes para seu aperfeiçoamento;

3 – A exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres e de um tempo mínimo de contribuição de 25 anos que, na prática, requer 49 anos para aposentar-se com 100% dos proventos, é injusta e não condiz com a realidade brasileira, porque:

3.1. As mulheres, sabidamente, em nossa sociedade, exercem dupla jornada laboral, trabalham cerca de 7,5 horas a mais que os homens, de acordo com levantamento do IPEA, e não se podem ignorar as diferenças de gênero;

3.2. Os trabalhadores mais pobres e sem qualificação, em vista da economia informal (falta de registro em carteira), do subemprego e do desemprego, jamais alcançarão 49 anos de contribuição para fazer jus aos proventos de aposentadoria integrais;


3.3. Não leva em consideração nossos graves desequilíbrios regionais e as diferenças de expectativa de vida entre as populações das regiões mais pobres em contraponto com as mais ricas.


4 – É injusta a sistemática proposta de cálculos dos proventos e dos cálculos de pensão, havendo a possibilidade de esses valores serem inferiores ao salário mínimo;


5 – A elevação de idade para 70 anos para o Benefício de Prestação Continuada afetará as camadas mais pobres da sociedade, impedindo que os que mais precisam tenham acesso ao benefício;


6 – É preciso que haja uma investigação profunda da aplicação dos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social, que os números reais da previdência sejam tornados públicos e que o Governo construa mecanismos eficazes de cobrança dos altos valores devidos à Previdência Social e reduza as desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado.

Conclamamos os membros que se reúnem em nossas Igrejas a orar pelo bem de nossa nação e que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas.


Rio de Janeiro, 23 de março de 2017.


Aliança Evangélica Brasileira.

CBB – Convenção Batista Brasileira.

CBN - Convenção Batista Nacional.

IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

IELB – Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

IPI – Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.

IPU – Igreja Presbiteriana Unida.

RENAS – Rede Evangélica Nacional de Ação Social.

IMB – Igreja Metodista no Brasil.

IML – Igreja Metodista Livre no Brasil.

UIECB - União das Igrejas Congregacionais do Brasil.








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